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AIRUC: ARQUIVADA

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APEADEIRO DE AGUIM

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Hidden : 06/05/2011
Difficulty:
1.5 out of 5
Terrain:
1.5 out of 5

Size: Size:   small (small)

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Geocache Description:


AGUIM

Sobre Aguim e a sua toponímia escreveu o Dr. Joaquim da Silveira, ilustre filólogo, natural da Fogueira (Sangalhos), no "Jornal de Anadia", de 14 de Junho de 1913 (sábado), semanário que se publicava em Anadia (n.º 1161) sob o pseudónimo de Th. Ramires, o artigo que se segue. A identificação de Th. Ramires como Joaquim da Silveira deve-se ao poeta Anadiense Virgílio de Abreu, que colaborou no mesmo Jornal, segundo divulgação mais recente feita por Arsénio Mota, na colectânea "Estudos de toponímia da Bairrada e outras notas", de Joaquim da Silveira (edição que teve o apoio exclusivo da "Casa Rodrigues Lapa" e Câmara Municipal de Anadia). "A antiga villa de Aguim é hoje a povoação mais populosa do nosso concelho, pois tem, pelo último censo, 825 habitantes, enquanto que Anadia apenas tem 814. A sua posição em sítio elevado, junto à velhíssima estrada nacional de Coimbra ao Porto, dominando a fresca e amena várzea do Certima, dá-lhe um aspecto airoso e domingueiro. Não se sabe e época em que ali se fundaram as primeiras habitações humanas. Mas é legitimo supor que ela remonte até aos tempos do domínio romano, visto que de característica origem romana é o nome do indivíduo de quem Aguim herdou o seu, como adiante veremos. Os mais antigos documentos conhecidos, que se referem a esta vila, são do início do séc. XII. O primeiro é uma carta de venda de metade da quinta de Mirógos (villa de Morógonos) de Abril de 1101, ou seja da era 1139, em que se declara que dita quinta confronta do nascente com Villa Aquilin, norte com Tamengos e poente com Ventosa. Existe do Livro Preto da Sé de Coimbra, guardado na T. do Tombo. E claro que Aquilin deu Aguim pela queda do intervocalico como o lat. umbilicus deu umbigo. Por carta de Julho do ano 1140 (era 1178) D. Afonso Henriques em paga de serviços e a troco de 60 maravidís de ouro fez de Aguim (Aguiin) um couto, compreendendo nele as povoações de Tamengos, Mata e Horta, e o deu ao cabido da Sé de Coimbra. Segundo essa interessante carta, o couto compreendia toda a actual freguesia de Tamengos, também já então existente com a invocação de S. Pedro, e os seus limites eram marcados da seguinte forma. «Pelo Motem Aureum (Montouro) por onde parte com Anadia; d'ahi pela Barrosa por onde parte com Quintanella (Quintella da Igreja, Moita); segue pela Serra (da Povoa) e vai confinar com Mozarros (Monçarros) e Carrazedi (Carrazedo, pov. extincta); d'ahi vae a Cernadelo, dividindo com a Vacaricia; confronta depois pela estrada, com Morógonus (Mirógos) e vai por outra estrada antiga até ao porto de Candenaira (Candieira). A seguir, porem, começam os limites com Ventosa e depois com Arinios (Arinhos) pela Vultureira (Abitureira) seguindo a estrada de Poldrim (?) até às Mamulas Asinaram (Mamoas de Asnos?) e parte com Bolio (Bolho) e Vilarinho (do Bairro); vai depois ao Fornum Tegularan (Forna da Telha, Riva-Forno) e confronta com Oeste pela Ataigia (?) indo pelo caminho até à Archa Antiqua (? Infesta?) e chega ao Certoma.»


Apeadeiro de Aguim

É curioso ver como existiam já no séc. XII todos os lugares, que hoje cercam Aguim, e como os nomes dessas povoações ou mesmo de simples sítios perduram através de tantos séculos. Em 24 de Setembro de 1238, segundo Franklin, o cabido de Coimbra, senhorio do couto, deu foral a este, ficando assim constituído Aguim em concelho se por ventura o não era já antes. D. Manuel reformou-lhe esse foral em 1 de Julho de 1514. O concelho e couto de Aguim, com a sua câmara, vereadores, juiz ordinário, almotacês, cadeia e pelourinho, existiram até à implantação do regime liberal, que os extinguiu. Era também Aguim, desde o terceiro quartel do séc. XVI pelo menos, sede de uma capitania-mor de ordenanças, compreendendo além do respectivo concelho, os coutos de Mogofores, V.N. de Monsarros, etc. O livro de toda a Fazenda, etc., Ms. da Universidade de Coimbra, de 1570, menciona já em Aguim um capitão-mor. Quanto a população, um doc. do já citado Livro Preto menciona como existentes no lugar de Aguim, em fins do séc. XII, 12 casaes foreiros ao cabido senhorio, o que indica haver nele, já então, 12 fogos pelo menos; em 1527 tinha Aguim 53 fogos; em 1578 contava já 82; e o censo de 1878 dava-lhe 163, a par de 161 em Anadia. Como nota final, notaremos apenas mais que, segundo um ditado popular local, o elemento feminino de Aguim parece gozar a fama de ter cabelinho na venta: Homem da Mata, Mulher d' Aguim E mula que faz-him! Longe de mim.

A CACHE

Trata-se de um pequeno contentor com logbook, lápis e afiadeira, e pequenas prendas para trocas.

A CACHE NÃO SE ENCONTRA NO INTERIOR DA GARE


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