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R.I. 13 - Vila Real Multi-cache

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Osodrac Team: Lugar vago.

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Hidden : 01/15/2012
Difficulty:
1.5 out of 5
Terrain:
1.5 out of 5

Size: Size:   micro (micro)

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Geocache Description:


A cache não se encontra nas coordenadas publicadas

 

Regimento de Infantaria N.º 13

 

A vida deste Regimento é antiga, atribulada e heróica. Este regimento está umbilicalmente ligado ao Terço de Peniche, cujas primeiras referências datam de 1555, no reinado de D. João III. Porém, o primeiro documento conhecido data de 7 de Dezembro de 1698, ano da sua criação. Anos depois, em de 1707, passou a chamar-se Regimento de Infantaria de Peniche. Devido à reorganização do Exército, em 19 de Maio de 1806, o Regimento de Infantaria de Peniche passou a chamar-se Regimento de Infantaria 13, com residência, declarada permanente, em Lisboa. Em 1833, passou a designar-se Batalhão de Caçadores nº 10, aquartelado no Castelo de S. Jorge, na capital do Reino. Por decreto de 18 de Julho de 1834 passou a chamar-se R.I. 7 e esteve aquartelado em Aveiro (1834) e em Lisboa (1835): “Hei por bem, em nome da Rainha, Determinar que os corpos das diferentes Armas, de que actualmente se compõem o Exército, segundo a organização, que provisoriamente, foi dada pelo Decreto desta mesma data, sejam designados pelos seguintes números:... o Regimento de lnfanteria número treze será denominado "Regimento de lnfanteria número sete".

Por decreto de D. Maria II de 4 de Janeiro de 1837, o Batalhão de Infantaria 13, assim agora chamado, e que entretanto trocara o número 7 pelo número 2, tinha como destino em Vila Real, facto que não chegou a acontecer porque um incêndio ocorrido em 21 de Novembro nas instalações (Convento de S. Domingos/Sé) do B. de Caçadores 3, impediu a sua instalação. Depois o decreto de 28 de Novembro de 1842, do Ministério da Guerra, chefiado pelo Duque da Terceira, fixou-o em Chaves, mudando-lhe o nome para R.I. 13. Por determinação do Ministro da Guerra, foi transferido para Vila Real, tendo entrado na «vila» em 30 de Agosto de 1883. Em 1888, mantinha-se em Vila Real. Durante a sua existência foi dissolvido mais de uma vez, como as várias das denominações o indicam. Citemos, ainda, outras. Em 1808, foi dissolvido por Junot e os seus elementos incorporados no 1º Regimento, da Legião Portuguesa. Uma destas vezes ocorreu no dia 8 de Março de 1927, por ter participado no movimento de revolucionário de 3 de Fevereiro: "art.º 1 - são dissolvidos os regimentos de infantaria 4,6,9, 13 e 20". Foi reorganizado, no Funchal, meses depois. Foi novamente dissolvido em 1931 porque participou noutro movimento revolucionário que, no caso, eclodiu na Madeira, tendo sido reorganizado em Vila Real. Entre 1975 e 1993 teve a designação de Regimento de Infantaria de Vila Real.

Este regimento participou, gloriosamente, em várias batalhas e guerras. A título de exemplo citamos: Lepanto (contra os Turcos, em 1570), Guerra da Restauração, Guerra de Sucessão de Espanha (1706), Rossilhão (1793 a 1795), Guerra das Laranjas (1801), Guerra Peninsular (1809 a 1814); Buçaco, 27 de Setembro de 1810; Constância, 22 de Outubro de 1810; Abrantes, 8 de Outubro de 1810 a 7 de Março de 1911; Badajoz, 17 de Março a 6 de Abril de 1812; Salamanca, 22 de Julho de 1812; Castelo de Burgos, 19 a 21 de Outubro de 1812. Participou nas Lutas Liberais (1834), na Revolta da Guiné (1908) e esteve em França (1ª Guerra Mundial).

Recebeu a Cruz de Guerra de 1ª Classe "pela coragem, bravura e serenidade com que se bateu na batalha de 9 de Abril de 1918, defendendo heroicamente Lacouture com as primeira e segunda companhias e um pelotão da terceira, só se rendendo com os efectivos muito desfalcados pelo fogo inimigo, depois de esgotadas as munições, conduta brilhante que mereceu dos nossos aliados as mais elogiosas referências com a qual muito prestigiou o nome português e a honra do nosso Exército" Notabilizaram-se, em França, os sargentos Pelotas e Belizário. O capitão David Magno, comandante da 3a companhia do R.I. 13 recebeu a Cruz de Guerra, e o R.I. 13 foi condecorado com a Cruz de Guerra de 1ª classe. Ambas as condecorações foram merecidas pela acção na batalha de La Lys. A partir de 1961, mobilizou várias unidades para o teatro de guerra no ultramar português.

Desde o final dos anos noventa e anos seguintes o R.I. 13 tem participado em missões de manutenção de paz, na Bósnia-Herzegovina, no Kosovo, em Timor­-Leste.

Quanto a instalações, o Regimento ao fixar-se em Vila Real, em 30 de Agosto de 1883, foi ocupar o Convento de S. Francisco, tendo sido instaladas as secretarias em casas particulares da família Francisco Botelho, na Rua do Carmo. Em 28 de Maio de 1952 mudou-se para o quartel actual. A ideia de construir um novo edifício militar data de 1941. A obra decorreu de 1944 a 1952. O responsável técnico foi o engº Albertino Ferreira Ribeiro e António Pereira o principal construtor. Mas nem todos os serviços estavam concentrados no mesmo local. Em 1988, alguns serviços militares foram mudados para um edifício na Avenida Almeida Lucena, transferidos para a Avenida 1º de Maio deixando espaço para serviços e faculdades da UTAD. Adaptado a Hospital Militar, agregado também ao R.I. 13, esteve o actual edifício das Florinhas da Neve. Houve, naturalmente, algumas adaptações, reestruturações ou a construção de novos espaços. Hoje, as infra-estruturas são as seguintes: áreas de serviço (campo de instrução, carreiras de tiro), casa da guarda, casa de oficiais, casa de sargentos, edifício de comando, museu, sala de musculação, sala de troféus, sauna. O Museu foi inaugurado em 9 de Abril de 1995 e é composto pelas salas "La Lys", "Infantes do Marão e "Forças Nacionais Destacadas".

Ao longo da sua existência recebeu várias condecorações: Medalha de Cruz de Guerra de 1ª Classe (1919 e 1920); Medalha de Ouro de Serviços Distintos (2002); Medalha de Ouro da Cidade de Vila Real (1972). Tem S. António como padroeiro, desde o Terço de Peniche. O 9 de Abril é o Dia da Unidade, que lembra os feitos do regimento e dá justeza ao lema "Nem um passo à rectaguarda".

 

Monumento aos mortos do Ultramar

Depois de ter sido inaugurado na Avenida Carvalho Araújo, em memória de quantos combateram nas ex-colónias portuguesas, mudou-se para a rotunda em frente do quartel. Sob um pedestal prismático, representa um soldado (em bronze) a proteger uma criança africana.

Os textos acima transcritos foram retirados do livro "Histórias das Freguesias do Concelho de Vila Real", com a devida  autorização do autor.

 

A Cache

A cache não se encontra nas coordenadas publicadas. Atentem no Waypoint 1.

Encontra-a em: N 41º18.(X+2)81 W 007º44.260

Trata-se de um contentor de tamanho Micro, com Logbook e Stashnote. Levem algo com que escrever.

Sejam discretos na procura. Perto do GZ, local muito frequentado.

Additional Hints (Decrypt)

Rfdhreqn, Qve..., ibyire.

Decryption Key

A|B|C|D|E|F|G|H|I|J|K|L|M
-------------------------
N|O|P|Q|R|S|T|U|V|W|X|Y|Z

(letter above equals below, and vice versa)