Perguntas:
Para logar esse EarthCache, envie as respostas às perguntas abaixo através de email usando o meu perfil no geocaching.com. Coloque o texto "GC3DHKJ – Fernando de Noronha – Morro do Pico" na primeira linha do email. Os cachers que não enviarem as respostas em no máximo 2 semanas terão suas entradas removidas.
1 – Mande um email (não publique) Olhando de perto o Morro do Pico das coordenadas do EarthCache pode-se ver que o pico não parece ser composto de uma única rocha. Explique o que você vê no pico e que forças naturais podem ter contribuído para essa aparência.
2 – Mande um email (não publique) A Praia da Conceição é cheia de rochas e pedregulhos. Examinando as rochas no lado direito da praia (oposto ao Morro do Pico), por favor responda: Qual a cor destas rochas? A qual Formação pertencem?
3 – Mande um email (não publique) Examinando as rochas no lado esquerdo da Praia da Conceição, próximo da base do Morro do Pico, por favor responda: Qual a cor destas rochas? A qual Formação pertencem?
4 – Tire uma foto sua com o seu GPS em mãos nas coordenadas do EarthCache mostrando o Morro do Pico ao fundo e coloque no seu log. (opcional)
Questions:
To log this EarthCache, cachers are asked to e-mail the answers to the following questions to me through my geocaching.com profile. Add the text "GC3DHKJ – Fernando de Noronha – Morro do Pico" to the first line of the email. Cache loggers that do not send me answers within 2 weeks will have their logs deleted.
1 – Send an email (do not post) Watching close the Morro do Pico from the EarthCache coordinates one can see that the Peak doesn’t seem to be made of a single rock. Explain what you see and what natural forces could have contributed to this apperance.
2 – Send an email (do not post) The Praia da Conceição is littered with rocks and Boulders. Examining the rocks on the right side of the beach (oposite to the Morro do Pico), please respond: What is the colour of these rocks? What Formation do they belong to?
3 – Send an email (do not post) Examining the rocks on the left side of the Praia da Conceição, near the base of the Morro do Pico, please respond: What is the colour of these rocks? What Formation do they belong to?
4 – Take a picture of yourself with your GPS in hands at the EarthCache coordinates with the Morro do Pico in the background and add it to your log. (optional)
Fernando de Noronha
O arquipélago de Fernando de Noronha é a parte emersa de um edifício vulcânico, cuja base com 74 quilômetros quadrados, está assentada sobre o fundo oceânico a cerca de 4.000 m de profundidade. No topo desse edifício, além do arquipélago, encontra-se 23 km a oeste, a uma profundidade de 60 metros, o Alto Drina, uma elevação secundária que foi desgastada pela erosão durante o rebaixamento do nível do mar na última glaciação, formando uma plataforma de abrasão, depois submersa com a elevação do nível do mar.

Mapa batimétrico e perfil esquemático / Bathymetric map and L-W profile - Adaptado de / Adapted from Teixeira et al.
O arquipélago faz parte de uma estrutura alinhada de diversos montes vulcânicos submarinos que se estendem da Dorsal Atlântica até a plataforma continental brasileira, próximo ao litoral do estado do Ceará. A origem do arquipélago está relacionada a sucessivas erupções vulcânicas ocorridas devido ao movimento de afastamento das placas tectônicas Sul-Americana e Africana, que originaram o oceano Atlântico. As erupções se iniciaram quando da passagem da placa Sul-Americana por um ponto quente (hotspot), que são colunas superaquecidas provenientes do interior da terra, expelindo grandes quantidades de magma. Após milhões de anos de atividades vulcânicas intensas alternadas com épocas calmas, alguns desses montes começaram a aparecer acima da superfície do mar, como é o caso de Fernando de Noronha e do Atol das Rocas, situados ao longo de linhas de fraqueza associadas à Zona de Fratura de Fernando de Noronha.
Este arquipélago vulcânico, tem rochas com idades entre o Mioceno Médio e o Pleistoceno Inferior, constitui-se de um substrato de rochas piroclásticas, intrudidas por uma grande variedade de rochas alcalinas que, após prolongado espaço de tempo, foram recobertas por derrames de rochas ultrabásicas nefelínicas e seus depósitos piroclásticos. Recobrindo esta base vulcânica, existem sedimentos de origem biológica na forma de depósitos litorâneos, marinhos e eólicos, pertencentes ao ciclo atual do Quaternário.
As erupções vulcânicas que deram origem ao arquipélago se iniciavam quando a câmara magmática localizada muitos quilômetros abaixo do vulcão se enchia de magma e começava a pressionar a camada de magma solidificado que compreendia a garganta do vulcão. Quando estas rochas atingiam seu ponto de ruptura, a explosão vulcânica acontecia lançando aos ares grande quantidades de rochas piroclásticas. Uma vez liberada a saída do magma, derrames de lava escorriam para fora da cratera do vulcão e recobriam rochas depositadas anteriormente. Quando a erupção cessava iniciava-se um novo período erosivo, onde os edifícios vulcânicos originais eram destruídos pelas forças do mar, chuva e calor do sol.
Em linhas gerais, a estrutura geológica do arquipélago de Fernando de Noronha está constituída por duas formações de rochas vulcânicas e uma de rochas sedimentares, onde da base para o topo encontram-se:
1 - Formação Remédios: depósitos piroclásticos recortados por rochas alcalinas subsaturadas datadas entre 8 a 12 milhões de anos;
2 - Formação Quixaba: derrames de lavas melanocráticas ankaratríticas e depósitos piroclásticos com idades entre 1,7 e 3 milhões de anos;
3 - Formação Caracas: Formação calcária de origem biológica formada durante as oscilações pleistocênicas do nível do mar. Neste período a base vulcânica foi coberta por depósitos de areias e cascalhos de praia, recifes de algas calcárias e areias marinhas.

Formações Geológicas / Geological Formations - Adaptado de / Adapted from Moreira et al.
Formação Remédios
A Formação Remédios corresponde às mais antigas rochas identificadas no arquipélago. É constituída por depósitos piroclásticos lançados na atmosfera pelas erupções, recortados por intrusões de magma solidificado na forma de necks, plugs e diques. Os depósitos piroclásticos são formados em sua maioria por grande quantidade de bombas vulcânicas (rochas com um grande volume), lápilis (menor volume) e cinzas, aglomerados, brechas e tufos – que misturam um pouco de lava, cinzas e poeira. Sua espessura exposta pode exceder 100 metros e atualmente estão alteradas ou cobertas por solo e vegetação. Na maioria das vezes as rochas possuem cor cinza ou rosado e leve tom esverdeado, além de estrutura granular grosseira. Na ilha de Fernando de Noronha são reconhecidos onze grandes corpos independentes de rochas fonolíticas pertencentes a formação Remédios, sendo o mais importante o Morro do Pico, marca característica do arquipélago com 321 metros de altitude. Diques fonolíticos satélites destas intrusões centrais são comuns, alguns com vários metros de espessura. Estes são as últimas injeções de magma da fase de criação da Formação Remédios onde os diques se infiltraram em rupturas de rochas já consolidadas. Posteriormente estas rochas foram erodidas e os diques restaram com sua forma tabular vertical, que lembram paredes.
Formação Quixaba
Após a Formação Remédios houve um longo período erosivo e somente entre 3,3 e 1,7 milhões de anos atrás ocorreram novas atividades magmáticas: grandes derrames de lavas ankaratríticas. A Formação Quixaba constitui um empilhamento de derrames de lavas melanocráticas ankaratríticas e depósitos piroclásticos. Esta formação aparece nos dois planaltos da ilha de Fernando de Noronha. No planalto oriental pode-se reconhecer até 180 metros de espessura exposta acima do nível do mar. Devido ao longo período erosivo entre a Formação Remédios e os novos derrames, as lavas da formação Quixaba encontraram-se depositadas sobre superfícies irregulares, preenchendo as depressões em espessuras variadas - de poucos centímetros a mais de 40 metros. Esta é a Formação mais abundante no Arquipélago, é observada em grande parte das praias e circunda a Formação Remédios. Essas rochas efusivas são rochas negras, com grande uniformidade em textura e mineralógica, e granulação muito fina.
Formação Caracas
Cessada a atividade vulcânica seguiu-se um ciclo erosivo que destruiu os edifícios vulcânicos externos e definiu a forma atual da ilha. Com as oscilações pleistocênicas do nível do mar, a plataforma da ilha foi coberta por depósitos de areias e cascalhos de praia, recifes de algas calcárias e areias marinhas. Durante o Pleistoceno, com o nível do mar cerca de seis metros abaixo do atual, foram construídas extensas praias arenosas a sul e sudeste do arquipélago. Os ventos alísios de SE, tal como hoje, movimentavam essas areias formando campos de dunas que devem ter alcançado cerca de 20 m de espessura. Com a elevação do nível do mar que se seguiu, parte dessas areias foi submersa, e as emersas constituem hoje a Formação Caracas. As rochas da Formação Caracas são depósitos sedimentares, resultantes de processos que ocorreram entre 1,8 milhão e 10 mil anos atrás. Esse sedimento, de cor creme clara ou cinzenta, constitui-se quase inteiramente de grãos de carbonato de cálcio de origem biogênica – pois o quartzo é praticamente inexistente nas ilhas - sobressaindo os grãos originados de algas Corallinaceae, sendo o restante de minerais das rochas magmáticas. As rochas possuem textura arenosa granular fina e estratificação cruzada pois eram parte de dunas móveis, agora petrificadas por processos físico-químicos.
Praias e Dunas
Praias são formações recentes, posteriores às últimas glaciações. A areia das praias é composta somente de fragmentos de rochas vulcânicas e grãos calcários, originários de conchas, tubos de vermes, algas calcárias, crustáceos and moluscos. Na ilha de Fernando de Noronha há dunas ativas constituídas de grãos procedentes das praias do Leão, Sueste e Atalaia. O sentido de orientação predominante é o dos ventos alísios que sopram constantemente na região.
Morro do pico
Ponto mais alto da Ilha com 321 metros de altura, as rochas que constituem o Morro do Pico são os restos de um grande domo fonolítico, sendo formado por rochas alcalinas, formadas pela intrusão de magma nove milhões de anos atrás durante a criação da Formação Remédios. Possui forma de chaminé vulcânica (plug) decorrente de processos erosivos e intempéricos que vêm agindo há muitos milhares de anos e que atuaram em superfícies de fraqueza da rocha, influenciando a queda de grandes blocos das juntas verticais do domo. Estes blocos constituem a base to morro, agora tomada pela vegetação, e também repousam na Praia da Conceição.

Morro do Pico - Fernando de Noronha
Fernando de Noronha
The Fernando de Noronha archipelago is the submerged part of a volcanic structure, whose base of 74 square kilometres sits on the ocean floor about 4,000 metres below. On top of that structure, besides the archipelago, lies 23 km west and at a depth of 60 metres, the Alto Drina, a secondary rise that was eroded during the lowering of sea level in the last glaciation, forming a platform of abrasion, then submerged with the rise in sea level.
The archipelago is part of a structure containing several aligned submarine volcanic mountains extending from the Mid-Atlantic Ridge to the Brazilian continental shelf, near the coast of Ceará State. The archipelago’s origin is related to successive volcanic eruptions occurred due to distancing of the tectonic plates of South American and African, which led the Atlantic Ocean. Eruptions began when the South American plate passed over a hotspot, which is a superheated column coming from Earth’s interior spewing large amounts of magma. After millions of years of volcanic activity alternated with calmer times, some of these mountains began to appear above the sea level as in the case of Fernando de Noronha and Atol das Rocas, situated along weakness lines of associated with Fernando de Noronha Fracture Zone.
This volcanic archipelago has rocks with ages between the Middle Miocene and the Pleistocene, consisting of a substrate of pyroclastic rocks intruded by a variety of alkaline rocks that after an extended period of time were covered by floods of ultrabasic nepheline rocks and their pyroclastic deposits. Covering this volcanic base there are sediments of biological origin in the form of coastal marine and eolic deposits, belonging to the current Quaternary cycle.
The volcanic eruptions that created the archipelago were initiated when the magma chamber located several kilometres below the volcano was filled with magma and began to pressure the layer of solidified rock making up the throat of the volcano. When these rocks reached their breaking point, a volcanic explosion occurred throwing into the air large amounts of pyroclastic rocks. Once the passage was opened lava flowed out from the volcano crater and covered rocks deposited in previous eruptions. When the eruption ceased a new erosion period was initiated, when the original volcanic structures were destroyed by the forces of the sea, rain and warmth of the sun.
In general, the geological structure of the Fernando de Noronha archipelago is composed of two formations of volcanic rocks and one of sedimentary rocks, where from the bottom up we find:
1 – Remédios Formation: pyroclastic deposits with subsatured alkaline intrusions dated from 8 to 12 million years;
2 – Quixaba Formation: melanocratic ankaratritic lava flows and pyroclastic deposits aged from 1.7 to 3 million years;
3 – Caracas Formation: limestone formation of organic origin formed during the sea level fluctuations in the Pleistocene. During this period the volcanic base was covered by deposits of sand and beach gravel, reefs of coralline algae and marine sands.
Remédios Formation
The Remédios Formation corresponds to the oldest rocks identified the in the archipelago. It consists of pyroclastic deposits thrown into the atmosphere by the eruptions and intrusions of magma solidified in the form of necks, plugs and dikes. The pyroclastic deposits are formed mostly by large amount of volcanic bombs (rocks with a large volume), lapillus (lower volume) and ash, agglomerates, breccias and tuffs – all that mixed with a bit of lava, ash and dust. Its exposed thickness can excced 100 meters and currently are altered or covered by soil and vegetation. In most cases the rocks are gray or pink and light green color, and coarse granular structure. On Fernando de Noronha eleven large independent bodies of phonolitic rocks belonging to the Remédios Formation are recognized, the most important being the Morro do Pico, symbol of the archipelago with 321 meters of altitude. Phonolitic dikes, satellite to the central intrusions are common, some several meters thick. These are the last magma injections from the Remédios Formation creation phase where the dikes infiltrated rocks already consolidated. Later these rocks were eroded and the dikes were left with their vertical tabular shapes that remind walls.
Quixaba Formation
After the Remédios Formation there was a long period of erosion and only between 3.3 and 1.7 million years ago there were new magmatic activities: large ankaratritic lava flows. The Quixaba Formation is made of a stacking of melanocratic ankaratritic lava flows and pyroclastic deposits. This formation can be found in two plateaus of Fernando de Noronha. In the eastern plateau 180 metre thick exposed deposits can be recognize above sea level. Due to the long erosion period between the Remédios Formation and new floods, the lavas in the Quixaba Formation were deposited on uneven surfaces, filling depressions with various thicknesses - from a few centimeters to over 40 meters. This is the most abundant formation in the archipelago, and it is observed in most of the beaches and surronds the Remédios Formation. These are effusive black rocks, with great uniformity in texture and mineralogy, and very fine grain.
Caracas Formation
Ceased the volcanic activity it was followed by an erosional cycle that destroyed the external volcanic structures and defined the current shape of the island. With the Pleistocene sea level oscillations, island platform was covered by sand and beach gravel deposits, reefs of coralline algae and marine sands. During the Pleistocene, with sea level about six feet below the present, extensive sandy beaches were built to the south and southeast of the archipelago. The SE winds, as today, moved those sands forming dune fields that must have reached about 20 m thick. With the rising of the sea level that followed, some of these sands was submerged, the emerged portion today constitute the Caracas Formation. The Caracas Formation rocks are sedimentary, resulting from processes that occurred between 1.8 million and 10,000 years ago. This sediment, cream or light gray in colour, consists almost entirely of grains of calcium carbonate of biogenic origin - quartz is virtually non-existent on the islands - mostly grains originated from Corallinaceae algae, the remainder being minerals of magmatic rocks . The rocks have a fine granular sandy texture and cross-stratification because they were part of the dunes, now petrified by physico-chemical processes.
Beaches and Dunes
Beaches are recent formations, created after the last glaciation. The sand in the beaches is composed only by fragments of volcanic rocks and limestone grains originating from shells, worm tubes, coralline algae, crustaceans and molluscs. On the Fernando de Noronha Island active dunes consist of grains coming from the beaches of Leão, Sueste and Atalaia. The dunes’orientation is the same as the predominant winds blowing constantly in the region.
Morro do pico
Highest point of the island with 321 meters high, the rocks that make up the Morro do Pico are the remains of a large phonolitic dome, made of by alkaline rocks formed by intrusion of magma nine million years ago during the creation of the Remédios Formation. Its current shape of volcanic chimney (plug) is due to erosion and weathering acting during thousands of years on weak areas of the rock, causing the fall of large blocks on vertical joints of the dome. These blocks make up the base of the hill, now taken by the vegetation, and also lie in Praia da Conceição.
Referências / Sources:
Guia Geológico de Fernando de Noronha. MOREIRA,J.C; BIGARELLA,J,J.
Arquipélago Fernando de Noronha - O paraíso do vulcão. TEIXEIRA, W; CORDANI, U. G; MENOR, E. A; TEIXEIRA,M.G ;LINSKER,R.(Eds.) São Paulo: Terra Virgem, 2003.
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