Igreja de S. Francisco de Paula
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Terrain:
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História
Vida de S. Francisco
Sendo ainda criança de tenra idade esteve em risco de perder a vista quando os seus pais, muito devotos de S. Francisco de Assis, fizeram-lhe o voto, caso obtivessem a graça da cura, de colocá-lo durante um ano no convento da Ordem dos Franciscanos. E assim foi.
Reza a história que se dedicou à vida eremítica desde os 14 aos 19 anos. Veio a fundar uma nova Ordem religiosa, da família franciscana, denominada os “Mínimos’, aprovada pela Santa Sé, em 1506.
Faleceu em Tours (França), a 2 de Abril de 1507, em Sexta-Feira Santa, com 91 anos de idade.
O convento de São Francisco de Paula
O Rei D. João V, a 13 de Julho de 1717, mandou passar um alvará que concedia licença para que se abrisse um Hospício de “Mínimos”em Lisboa, mais tarde convertido em Convento Regular da Ordem, por alvará régio de 1753, embora os primeiros sinais da projecção espiritual do Santo em Portugal, remontem ao reinado de D.João III.
A Igreja conventual da Ordem Franciscana dos “Mínimos” foi edificada a expensas da Rainha Dona Mariana Vitória de Bourbon (Madrid 1718— Lisboa 1781), casada com o Rei D.José 1 (Lisboa 1714 — 1777), que reinou de 1750 a 1777.
Refere o Padre Francisco de Paula Bóssio, autor da biografia portuguesa do Santo Fundador que, encontrandose a Princesa da Beira (futura Rainha Dona Maria I) “desconfiada dos médicos’; sua Mãe prometera ao Santo que, se alcançasse a cura, havia de levar a termo a sua Igreja, começada a 1743. Obtida a graça, as obras decorreram de 1754 até Abril de 1765. O templo, que foi benzido a 29 de Abril desse ano, veio a ser inaugurado a 4 de Maio seguinte,estando presente a Família Real.
A Rua frente à igreja era designada, até à Primeira República, pelo nome “Rua Direita de S. Francisco de Paula” (cf. Os Maias de Eça de Queiroz, e
outros autores). A actual Rua Ribeiro Sanches era conhecida por “Rua Nova de S. Francisco de Paula".
A igreja de São Francisco de Paula
Exterior
Com uma magnífica e imponente fachada da autoria de Oliveira Bernardes e as torres, de notável bom gosto e beleza, devem-se a Jácome Azzolini.
Interior
De grande harmonia, um barroco moderado,a deixar adivinhar já o neo-clássico da Basílica da Estrela.
Coro
Onde pode observar-se o brasão real, em grandes dimensões, com escudo partido, de armas dos Bragança e dos Bourbon, em talha dourada.
Tecto
Recoberto de uma extensa pintura a óleo sobre tela, onde avultam vários desenhos ornamentais em talha dourada de ouro fino. Ao centro a célebre visão que S.Francisco de Paula recebeu do céu, pelas mãos do Arcanjo S.Miguel, o brasão da nova Ordem: Charitas (=Caridade), que igualmente se encontra esculpido, em pedra, no frontespício da Igreja, no seu exterior. Esta maravilhosa obra do tecto é atribuída a Francisco Pais.
Trata-se de um templo setecentista, um dos mais ricos e imponentes edifícios da arquitectura sacra do reinado de D.José. Esta Igreja não foi danificada pelo terramoto de 1755, nem profanada posteriormente, mas sofreu as vicissitudes normais do liberalismo, pelo ano de 1834, passando a ser administrada,em 1838, pela Ordem Terceira de S. Francisco da Cidade, e não mais pelos Padres Mínimos, que foram os seus primeiros moradores.
Pintura:
- obras de Vieira Lusitano, de grande dimensão (369 x 190), nos altares laterais: Santo António (1763); Nossa S. da Conceição; Nossa S. com o Menino e S. João Baptista (1764).
- De Inácio de Oliveira Bernardes: Sagrada Família; S. Miguel Arcanjo e a Coroação de Nossa S. pela Santíssima Trindade.
- Também uma obra de pintura (150 x 110), representando a Descida da Cruz (séc.XVIII) de autor desconhecido.
- Digna igualmente de apreço uma pintura sobre madeira (62 x 50), de Mestre Flamengo (sec. XVI, la metade) representando a Virgem do Leite.
Mausoléu:
Aqui repousam os restos mortais da Rainha Dona Mariana Vitória, classificado como monumento nacional, da autoria de Machado de Castro, situado ao lado do altar-mor, de mármore preto. A arqueta assenta sobre dois leões de mármore branco e é encimada pela Coroa Real ladeada de dois anjos de mármore branco.
De realçar que a arca tumular que se encontra em S. Vicente de Fora, no Panteão dos Braganças, junto de D. José I, seu marido, apesar da inscrição com o seu nome e datas de nascimento e morte, é somente um cenotáfio.
As Rainhas da Dinastia de Bragança protegeram sempre algum Templo, e todas quiseram o seu túmulo na Casa que fundaram.
Escultura:
- S. Francisco de Paula, de pedra, da autoria de António Trindade (1993);
- S. Pedro “in angustiis" ajoelhado, em madeira policromada, de autor desconhecido;
S. António com o Menino;
- Jesus na Paixão (com as mãos atadas) e outro Jesus (atado à coluna), ambos em madeira.
Ainda grupos escultóricos sobre os altares:
- um Calvário (18 figuras em miniatura) com a seguinte inscrição na base, à direita: “Manuel Joze Vieira fez = em Braga Madeira de Buxo Anno de 1854;
- Fuga para o Egipto (sec. XVIII), de autor português desconhecido, madeira policromada (122 x 98 x 47).
Sacristia:
Circundada de amplos arcazes, em madeira de pau-santo, com mesas de mármore. No topo: altar de mármore com impostas e frontão de cantaria, encimado por retábulo em forma de Calvário. De ambos os lados, erguem-se duas esculturas, em madeira, de tamanho natural, S. Domingos e S. Francisco de Assis.
Boa cachada!
Additional Hints
(Decrypt)
[PT] IREQR FRZCER RFGRIR, ZNF B RAPNEANQB É ABIB... NOER FRZ ZRQB DHR AÃB UÁ ENGNMNANF...
[EN] VG UNF NYJNLF ORRA TERRA, OHG GUR ERQ VF ARJ... BCRA VG JVGUBHG SRNE ORPNHFR GURER NER AB ENGF....