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Frei Agostinho da Cruz Traditional Cache

This cache has been archived.

Diabzie: Adios

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Hidden : 3/16/2013
Difficulty:
3 out of 5
Terrain:
1.5 out of 5

Size: Size:   micro (micro)

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Geocache Description:

Frei Agostinho da Cruz



Frei Agostinho da Cruz no Convento da Arrábida

Frei Agostinho da Cruz era natural da vila de Ponte de Barca, onde nascera junto ao Rio Lima em de Maio de 1540. Moço fidalgo de nome Agostinho Pimenta, passou a sua juventude em Lisboa, e foi educado nos Paços do infante D. Duarte.

Tomou o hábito de S. Francisco a 3 de Maio de 1560, onde adoptou o nome de Agostinho da Cruz. O noviciado passou-o na serra de Sintra, no Convento de Santa Cruz, de que tomou o nome. Foi mais tarde guardião do convento de Ribamar, cargo a que renunciou, pedindo para passar para o Convento da Arrábida.

De início viveu numa miserável cabana que fizera com as suas próprias mãos e, mais tarde, numa pequena edificação que lhe mandara construir o Duque D. Álvaro: «Não havia commodo na serra para o servo de Deos viver solitario; a cella em que S. Pedro de Alcantara tinha vivido, estava nella o Veneravel Fr. Diogo dos Innocentes. Por esta razão fiado no favor do Duque lhe pediu Fr. Agostinho quizesse Sua Excellencia mandar-lhe fazer uma pequena e pobre caza para nella se abrigar do ardor do sol e do frio do Inverno. Prometeu-lhe o Duque, que sim. Como o Duque se não lembrou logo da promessa, foi o servo de Deos obrigado a fazer entretanto huma pequena choupana tecida dos ramos dás arvores da serra, os quaes mesmo cortou com suas mãos. Nella passou quasi seis meses. Só mais tarde, o Duque foi pessoalmente vizita-lo e pedir-lhe que escolhesse logo, à Sua vista, o terreno para a sua casa, que era em uma pequena distância da Senhora da Memória. Começou a caza e como era pouca a fabrica, acabou-se com brevidade.»

Recordá-lo é vê-lo cultivar o seu pequeno jardim e horta, fazer os seus trabalhos de madeira e com flores, dar de comer às aves que vinham pousar na sua mão e ouvi-lo conversar consigo, com Deus, com a Virgem, com a natureza e ainda com a sua querida serra da Arrábida, em gritos e queixas de paixão como nos revela a sua maravilhosa poesia, simbolizada na Elegía II da Arrábida.

Em 1619 «a morte recebeu-o nos braços meiga, risonha e solícita como um anjo de redenção». Cumprindo o seu desejo de «nunca se afastar da amada serra», D. Álvaro determinou que ficasse sepultado no convento que durante tantos anos habitara. Recordar Frei Agostinho da Cruz é reviver ainda, por este motivo, a «cena fantástica da transladação do seu cadáver, após a morte no hospital de Nª Sª da Anunciada em Setúbal, dali até à serra, por mar, numa lista recoberta de tapetes e flores nalguma destas tardes milagrosas em que a baía enorme, unido o céu e a terra, rasga o pórtico azul do paraíso.

“é, por excelência, o poeta místico de Portugal. [...] Frei Agostinho da Cruz é um grande lírico na poesia do misticismo”

DA SERRA DA ARRÁBIDA

Do meio desta Serra derramando

A saudosa vista nas salgadas

Águas humildes, quando e quando inchadas

Conforme a qual o tempo vai soprando,

Estou comigo só considerando,

Donde foram parar cousas passadas,

E donde irão presentes mal fundadas,

Que pelos mesmos passos vão passando.

Oh! qual se representa nesta parte

Aquela derradeira hora da vida

Tão devida, tão certa, e tão incerta!

Em quantas tristes partes se reparte,

Dentro nesta alma minha, entristecida,

A dor, que em tais extremos me desperta!

Additional Hints (Decrypt)

Cnen rfgn aãb é cerpvfb ertnqbe.

Decryption Key

A|B|C|D|E|F|G|H|I|J|K|L|M
-------------------------
N|O|P|Q|R|S|T|U|V|W|X|Y|Z

(letter above equals below, and vice versa)