AFONSO DUARTE (1884 - 1958)

Vida
Filho de Henrique Fernandes Duarte e D. Maria Pereira Cantante, nasceu a 01 de Janeiro de 1884, na aldeia da Ereira, freguesia de Verride, concelho de Montemor-o-Velho e foi poeta, professor, pedagogo e lavrador.
Em 1902 assentou praça em Lanceiros de EI-Rei e matricula-se no Liceu de José Falcão. Como preparatórios para a Escola do Exército, matricula-se em 1908 na Universidade de Coimbra. Um ano depois, desiste da carreira das armas, passando a frequentar o curso de Ciências Físico-Naturais da então Faculdade de Filosofia, hoje extinta.
Em 1913, terminou a sua licenciatura em Coimbra e foi naquela cidade que passou a exercer como professor da Escola Normal, dedicando-se em especial à pedagogia do desenho. Exerceu funções docentes até ser aposentado de forma compulsiva pelo regime salazarista, em 1932, data a partir da qual se dedicou quase exclusivamente à obra literária e de investigação, nos domínios da pedagogia, da etnografia e da arte popular portuguesa. Manteve, ao longo da sua vida, um intenso e caloroso convívio literário com sucessivas escolas e grupos, acompanhando praticamente todos os movimentos literários da primeira metade do século XX em Portugal, dos quais se destacam o “Saudosismo” e as suas colaborações na Renascença Portuguesa e na Águia, a passagem pela Presença e pela Seara Nova e a sua ligação ao Novo Cancioneiro.
Faleceu a 05 de Março de 1958, em Coimbra.
Em Montemor-o-Velho, sua terra natal, além de vários monumentos, ruas e prémios literários em sua homenagem, também a Escola Profissional e a Biblioteca Municipal têm o seu nome.
Para uma biografia completa consulte: http://epaad.no.sapo.pt/historia/ad_bio.htm
Obra
A sua obra poética acusa um permanente esforço de renovação, mantendo-se, todavia, fiel à inspiração tradicional, aos motivos da terra, da vida animal, do povo e da lide agrária, das crenças e mitos seculares. Sempre rica de poder metafórico e alusivo, evoluiu progressivamente, para uma forma mais despojada e algo sarcástica, num denso e sentencioso comentário profético do mundo contemporâneo.
- Primeiro livro de versos, Composições Verdes, que não foi publicado (1904)
- Cancioneiro das Pedras (1912)
- Tragédia do Sol-Posto (1914)
- Rapsódia do Sol-Nado (1916)
- Ritual do Amor (1916)
- Publica Barros de Coimbra (1919)
- Os Sete Poemas Líricos (1929)
- Desenhos Animistas de uma Criança de 7 Anos (1933)
- O Ciclo do Natal na Literatura Oral Portuguesa (1936)
- Ossadas (1947)
- Um Esquema do Cancioneiro Popular Português (1948)
- Post-Scriptum de um Combatente (1949)
- Sibila (1950)
- Canto da Babilónia (1952)
- Canto de Morte e Amor (1952)
- Obra Poética (1956)
- Lápides e Outros Poemas (1960) – volume póstumo organizado por Carlos de Oliveira e João José Cochofel.
SCUTS

A sigla SCUT é uma abreviatura de "Sem Custo para os Utilizadores" e era o termo utilizado (o tempo está bem empregue, no passado) para designar uma autoestrada em regime de portagens virtuais, cujos custos eram suportados pelo Estado Português. A construção e manutenção desta eram da responsabilidade de uma empresa concessionária.
O conceito de SCUT foi introduzido em Portugal em 1997 no governo de António Guterres, pela mão do Ministro do Equipamento Social, João Cravinho (versão que consta do Portal do Governo). No entanto, foi da responsabilidade do então Primeiro-Ministro, Cavaco Silva, a concessão da primeira SCUT, hoje conhecida como A23 - na inauguração declarou que a única diferença para uma autoestrada era a não existência de portagens.
Dos 914 km de autoestradas em regime SCUT, cerca de 55% situavam-se no interior, atravessando concelhos cujo nível de desenvolvimento não justificaria o seu pagamento pelos utilizadores.
Esse conceito foi abolido em 2010, com as autoestradas A4, A17, A28, A29, A41 e A42 a passar a ser pagas às 00h00 de 15 de Outubro, dando-se assim inicio ao plano de eliminação das SCUT.
Às 00h00 de 8 de Dezembro de 2011, foi a vez das autoestradas A22, A23, A24 e A25.
AFONSO DUARTE E AS PORTAGENS NAS SCUT
Sendo um acérrimo defensor das tradições, da etnografia e da cultura popular portuguesa (por certo adorava uns caracóis ao final da tarde), o nosso poeta e também lavrador, ficaria tão espantado com a fauna e a flora dos locais que o geocaher vai percorrer, que iria sem dúvida, dedicar alguns versos a esta aventura!
Deixe-se também levar e solte a veia poética que existe dentro de si!

Conteúdo Inicial da Cache
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Divirtam-se e Boas Cachadas!
Bibliografia
http://lusografias.wordpress.com/2008/05/24/afonso-duarte/
http://www.antoniomiranda.com.br/iberoamerica/portugal/afonso_duarte.html
http://www.infopedia.pt/$afonso-duarte;jsessionid=OyddJMxeXVHDkn-obKizvg__
http://alfarrabio.di.uminho.pt/vercial/duarte.htm
http://www.apel.pt/pageview.aspx?pageid=514&langid=1
http://pt.wikipedia.org/wiki/SCUT
PÓDIO: