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O Manuelino em Setúbal Multi-Cache

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Hidden : 6/17/2013
Difficulty:
2 out of 5
Terrain:
1 out of 5

Size: Size:   other (other)

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Geocache Description:


manuelino


O Estilo manuelino é um estilo decorativo que se desenvolveu no reinado de D. Manuel I e prosseguiu após a sua morte, ainda que já existisse desde o reinado de D. João II. É uma variação portuguesa do Gótico final, bem como da arte luso-mourisca, marcada por uma sistematização de motivos iconográficos próprios, de grande porte, simbolizando o poder régio. Incorporou, mais tarde, ornamentações do Renascimento italiano.

O termo "Manuelino" foi criado por Francisco Adolfo Varnhagen na sua "Notícia Histórica e Descriptiva do Mosteiro de Belém", de 1842. O Estilo desenvolveu-se numa época propícia da economia portuguesa e deixou marcas em todo o território nacional.

Por estar perto do mar, a cidade de Setúbal desenvolveu-se particularmente durante os Descobrimentos e a riqueza refletiu-se nos seus monumentos. O Convento de Jesus é considerado um dos primeiros exemplos do estilo manuelino. Outros exemplos de arquitetura manuelina são as portas da igreja de S. Julião e da igreja de S. João, as portas de habitações na zona antiga da cidade e o Portal da Gafaria.

exemplos manuelino


O Convento de Jesus de Setúbal foi fundado por Justa Rodrigues Pereira, ama de D. Manuel, em 1490, ainda no reinado de D. João II. É este monarca quem no ano seguinte, após visita às obras, assume o encargo das mesmas e manda ampliar consideravelmente o projecto inicial (com novos alicerces e segunda fundação), entregando a condução das obras a Diogo de Boitaca, que aqui realiza o seu primeiro trabalho no país. A primeira cabeceira da igreja estaria concluída em 1495, aquando da morte de D. João II; o corpo foi terminado pouco tempo depois, contando já com o patrocínio de D. Manuel, que determinou serem erguidas três naves abobadadas, em vez da projectada nave única com tecto de madeira. A ocupação do convento anexo pelas freiras clarissas, em meados de 1496, atesta da rapidez com que a obra avançou, embora a cabeceira joanina ainda tenha sido refeita, por se considerar demasiado pequena, na primeira década de quinhentos. O conjunto conventual ergue-se no que era então zona extra-muros do burgo, conforme hábito dos edifícios mendicantes; a sua fachada recebeu considerável nobilitação com a doação feita por D. Jorge de Lencastre, filho bastardo de D. João II e Mestre da Ordem de Santiago, do extenso terreno fronteiro, ainda na primeira metade do século XVI, onde mandou erguer um cruzeiro (originalmente situado em frente da cabeceira da igreja). O largo assim caracterizado mantém-se até hoje de forma praticamente inalterada, permitindo uma melhor leitura do edifício, apesar da densa urbanização que o envolve (SILVA, J. Custódio Vieira, 1990, p. 56). A igreja apresenta alçados baixos, robustos e contrafortados, de acordo com a necessidade, surgida após a intervenção manuelina, de reforçar os panos murários de forma a suportar a abóbada de pedra. Entre dois contrafortes levanta-se o portal inscrito em gablete, voltado a Sul, e decorado com alusões ao modelo de vida conventual e à ordem franciscana, bem como, provavelmente, à própria fundadora, pela repetição da letra Y, alusão cristológica (a letra, equivalente ao J, representa o nome de Jesus) mas que remete igualmente para o nome de Justa Rodrigues. Rasgam-se ainda, na fachada principal, um janelão na nave e outro, maior e muito decorado, iluminando a capela-mor. O corpo da igreja liga-se ao quadrado da capela-mor, mais elevado em alçado, e coberto por uma impressionante abóbada estrelada em dois tramos; as suas elegantes nervuras curvas são talvez das primeiras usadas no país (PEREIRA, Paulo, 1995, p. 48). Na nave central, a solução escolhida pelo mestre construtor para lançar a abóbada é testemunha da tardia opção que esta representou: as mísulas de suporte da mesma foram colocadas um pouco acima dos capiteis das colunas da nave, projectada para apoiar um tecto de madeira, e foram então unidas a estes por meio de finos colunelos prismáticos, sem efeito estrutural, destinados apenas a harmonizar o conjunto. Uma das suas mais atraentes e singulares características, representando solução pioneira, é justamente a unidade do espaço, com as três naves abobadadas à mesma altura, permitindo uma iluminação uniforme do interior, ao modo das igrejas-salão; outra será a utilização, francamente original, de colunas formadas por três toros enrolados, evocando o modelo e o simbolismo da coluna salomónica, ou remetendo mais directamente para o dogma da Trindade (PEREIRA, J. António Baptista, 1989, p. 25). O peso da abóbada e as alterações do plano inicial justificam ainda a estreiteza das naves laterais, destinadas a aumentar a dignidade do templo, e a sua cobertura com meias abóbadas de canhão, funcionando como arcobotantes (PEREIRA, Paulo, 1995, p. 48) que se conjugam com os contrafortes da fachada. O sistema de sólida contrafortagem repete-se no claustro quadrangular, cujo chafariz central é já seiscentista. Também no início do século XVII foram fechadas as galerias do andar superior do claustro, e abertas as janelas que hoje se vêem.

Da primitiva igreja dedicada a S. Gião ou Julião, datada da segunda metade do século XIII e atribuída pela tradição ao empenho dos pescadores locais (PORTELA, M. Maria, 1882), apenas se sabe que esteve ligada através de uma tribuna aos paços contíguos de D. Jorge de Lencastre, Duque de Aveiro e Coimbra e Mestre da Ordem de Santiago, funcionando quase como sua capela privativa, até c. 1510. Em 1513 determina D. Manuel a ampliação desta igreja, bem como da igreja de Santa Maria da Graça, ambas paroquiais, obra a ser paga em parte pela população local, embora no caso presente o Mestre de Santiago tenha contribuído com 500$000 réis para os trabalhos. A ampliação veio a revelar-se de facto uma reconstrução total, não sem terem surgido vários imprevistos: durante os trabalhos deu-se a derrocada de uma nave, e houve necessidade de rebaixar outra (SILVA, J. Custódio Vieira, 1990, p. 70). O templo manuelino assim erguido sofreu por sua vez os efeitos do terramoto de 1531, não completamente conhecidos, mas que terão conduzido à segunda reconstrução do edifício, terminada por volta de 1570; alterada já boa parte da sua feição original, veio ainda a conhecer nova e extensa destruição aquando do cataclismo de 1755. É já no reinado de D. Maria que a igreja é reconstruída, pouco conservando hoje do templo quinhentista, à excepção dos dois portais manuelinos (o principal, a Ocidente, e o portal Norte), bem como a estreita porta que dá acesso à torre sineira. A igreja matriz de Setúbal é actualmente um edifício maneirista, com fachada principal rematada por simples mas elegante frontão contracurvado, sob o qual se rasga o portal principal manuelino, em arco conopial, muito mais simples do que o lateral. Este último, colocado na parede Norte como provavelmente estaria na disposição original, é um importante exemplo da arquitectura coeva, sendo inclusivamente comparado ao trabalho de Diogo de Boitaca na igreja setubalense do Mosteiro de Jesus e na Igreja do Mosteiro dos Jerónimos (SILVA, J. Custódio Vieira, 1990, p. 70). No interior, e segundo se pode deduzir das palavras de alguns cronistas, as três naves da igreja quinhentista estariam divididas por arcos ogivais assentes em pilares oitavados (SILVA, J. Custódio Vieira, 1990, p. 72); da reformulação maneirista resultaram os actuais arcos redondos sobre severas colunas de secção quadrada, com capiteis jónicos. As naves são cobertas por tecto de madeira. A capela-mor, oitocentista, é coberta por abóbada de lunetas e conserva o retábulo barroco, da mesma época dos azulejos que formam silhares nas naves laterais, retábulo esse que substituiu um anterior, realizado em 1716 por José Rodrigues Ramalho e destruído pelo terremoto, e que sucedera por sua vez ao retábulo manuelino, do qual resta a belíssima tábua Criação do Homem, atribuída à oficina de Gregório Lopes. Para além desta tábua, a igreja guarda ainda uma grande tela de Pedro Alexandrino, e várias peças de ourivesaria, incluindo um cofre dos Santos Óleos com o brasão de D. Jorge de Lencastre, evocando a antiga situação de proximidade deste templo, como já vimos, com o palácio do Duque de Aveiro e Mestre de Santiago. É mesmo provável que o retábulo quinhentista tenha sido encomenda da Ordem de Santiago.

O Mosteiro de São João Baptista de Setúbal era feminino, e pertencia à Ordem dos Pregadores (Dominicanos) apresenta características do manuelino no lavrado das cantarias do portal onde se denota a influência da ourivesaria. Barroco nas estruturas decorativas do interior da igreja: azulejos, talha e pintura. Em 1520, este mosteiro da regular observância foi fundado por iniciativa de D. Jorge, duque de Coimbra e mestre de Santiago que nessa data doou aos dominicanos portugueses a ermida de São João Baptista de Setúbal, para que nela instalassem um convento masculino. Em 1521, a apreciação do documento de doação, de um alvará de licença de D. Manuel, e de uma certidão de consentimento da Câmara, em reunião capitular realizada em Elvas, levou o capítulo provincial a determinar o início da construção da nova casa. Não tendo sido imediata a realização das obras, e apesar de inicialmente projectado como convento masculino, por solicitação de D. Jorge e decisão capitular de 1525, esta fundação foi destinada a casa de religiosas dominicanas. Em 1529, a 24 de Junho, provenientes do convento de Jesus de Aveiro, as primeiras religiosas de São João Baptista de Setúbal deram entrada na comunidade. No mesmo ano de 1529, a 29 de Outubro, pela bula "Sedis Apostolicae copiosa benignitas" de Paulo III, o convento teve confirmação dos seus estatutos e concessões. Em 1834, no âmbito da "Reforma geral eclesiástica" empreendida pelo Ministro e Secretário de Estado, Joaquim António de Aguiar, executada pela Comissão da Reforma Geral do Clero (1833-1837), pelo Decreto de 30 de Maio, foram extintos todos os conventos, mosteiros, colégios, hospícios e casas de religiosos de todas as ordens religiosas, ficando as de religiosas, sujeitas aos respectivos bispos, até à morte da última freira, data do encerramento definitivo. Os bens foram incorporados nos Próprios da Fazenda Nacional.

A Gafaria de Setúbal, também designada por Gafaria da Horta do Rio, data possivelmente do século XV. Como era habitual nas gafarias e hospícios, o edifício encontrava-se fora da muralha medieval de Setúbal, integrado, como a sua designação indica, numa zona de hortas e baldios. Em finais do século XV ou inícios do século XVI, a gafaria terá sido beneficiada com obras, custeadas com toda a probabilidade pela família nobre cujo escudo de armas o portal ostenta em posição central, mas que é hoje praticamente ilegível. Recorde-se que na mesma altura várias gafarias, de Norte a Sul, eram melhoradas ou construídas de raiz, no rescaldo de um calamitoso surto de peste que assolou o país em 1479-80. O portal, único vestígio do edifício medieval ou dos seus acrescentos quinhentistas, possui verga decorada com arcos recortados à mesma altura, dois de cada lado, enquadrando um recorte central em arco inflectido, ao modo de cortina, sob o qual está o brasão, numa tipologia marcadamente manuelina. Na parte superior do lintel lê-se ainda, inciso na cantaria, o versículo do Eclesiastes VANITAS VANITATUM ET OMNIA VANITAS, ou Vaidade das vaidades, tudo é vaidade, alusão à transitoriedade da vida humana, numa reflexão bem adequada ao edifício da gafaria.

(Fontes: Igespar, DGARQ)

construção
A cache: A cache não está nas coordenadas indicadas. Responde às questões e encontra as coordenadas finais. O container é frágil, cuidado ao manuseá-lo. É necessário levar material de escrita.

Additional Hints (Decrypt)

Zheb.

Decryption Key

A|B|C|D|E|F|G|H|I|J|K|L|M
-------------------------
N|O|P|Q|R|S|T|U|V|W|X|Y|Z

(letter above equals below, and vice versa)