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PT Carris Musicais (Gaita-de-fole) Traditional Cache

This cache has been archived.

GeoRamos: 13-Out.-2015
Arquive-se; Lugar que passou a propriedade privada

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Hidden : 7/1/2013
Difficulty:
1.5 out of 5
Terrain:
2 out of 5

Size: Size:   micro (micro)

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Geocache Description:


Gaita de fole







História

Gaita de fole (também gaita de foles, cornamusa, museta, musette ou simplesmente gaita) é um instrumento da família dos aerofones, composto de pelo menos um tubo melódico (chamado ponteiro ou cantadeira, pelo qual se digita a música) e dum insuflador mediado por uma válvula (chamado soprete ou assoprador), ambos ligados a um reservatório de ar (chamado fole ou bolsa); na maioria dos casos, há pelo menos mais um tubo melódico, pelo qual se emite uma nota pedal constante em harmonia com o tubo melódico (chamado bordão ou ronco). É um instrumento modal, na maioria das vezes jônio (modo de dó), apesar de haver modelos em modos mixolídio (modo de sol) e eólio (modo de lá), para além de possíveis outros.

A cantadeira possui a peculiar configuração de ser construída baseada numa nota (chamada tonal, geralmente soada com todos os furos fechados), e afinada noutra (chamada sensível, geralmente a primeira nota aberta), a qual rege a afinação da nota pedal soada pelo bordão (geralmente uma oitava abaixo da nota sensível da cantadeira). As possíveis afinações variam de gaita para gaita, geralmente em dó, ré, sol, lá, si ou si bemol.

Outra peculiaridade das gaitas-de-fole é integrarem o restrito grupo de instrumentos de ar que tocam contínua e mecanicamente, sem necessidade de pausa para o músico respirar.

Ar-quente e ar-frio

Há ainda uma distinção entre as gaitas-de-fole: as que são insufladas por meio dum assoprete – chamadas de ar-quente por necessitarem do fôlego do músico –, e as que são insufladas por um fole mecânico conhecido por barquim – chamadas de ar-frio (ou cauld-wind no Scots). Na verdade essa distinção não é, musical e morfologicamente, muito relevante. Isso porque o sistema sonoro das palhetas, ainda que apresentando diferenças perante o nível de umidade de cada sistema, permanece praticamente o mesmo. Tanto é que muitos instrumentos tradicionalmente de ar quente são encontrados munidos de fole mecânico, e vice-versa. A distinção relativa ao torneado do ponteiro e os tipos de palhetas utilizados são muito mais relevantes para as classificações organológicas.

A distinção quanto ao torneamento da cantadeira e os tipos de palhetas utilizados são muito mais relevantes aos musicólogos. Etimologia

Não há certeza sobre a origem do termo gaita. De acordo com Joan Corominas, viria do gótico gaits (goat, cabra), mas muitos outros filólogos discordam dessa teoria, inclusive defendendo a hipótese de ser uma palavra de origem árabe, já que em árabe “ألغيْطه” (al-ghaytah) significa “palheta”. Já fole viria do latim follis (bolsa, almofada de vento). Em última análise, podemos “traduzir” o termo gaita-de-fole como bolsa de cabra, referência direta ao fole do instrumento.

Em muitas regiões distintas, o instrumento foi batizado simplesmente com o termo que designa o animal do qual se extrai o couro para sua bolsa: ghaida, gaida, gajdy, cabra etc.

Em português, registram-se oficialmente outros termos que definem gaita, todos galicismos a referir, originalmente, modelos franceses de gaita-de-fole:

cornamusa;

museta (há instrumento português homônimo similar ao oboé);

musette.

Também, é curioso notar que a palavra gaiteiro no idioma português significa, diretamente, pessoa festeira, o que denuncia a associação do instrumentista aos eventos populares. Termo esse que distingue o instrumentista de gaita-de-fole daquele que toca harmônica, chamado gaitista.

As palavras folegar e fôlego compartilham da mesma raiz da palavra fole.

Subdivisões morfológicas

Podemos dividir as gaitas-de-fole em três categorias relativas à morfologia do ponteiro, a peça onde o gaiteiro toca com os dedos: 1º as que possuem ponteiros cónicos e que regra geral funcionam com palheta dupla; 2.º as de ponteiros cilíndricos que costumam possuir palheta simples; 3.º e as de ponteiros cilíndricos duplos com palheta dupla e sem qualquer bordão a emitir nota pedal. Esta classificação refere-se unicamente ao modo como os ponteiros são torneados no seu interior e não ao seu aspecto externo já que pode acontecer que ponteiros com conicidade interna sejam cilíndricos no seu exterior e vice-versa. As palhetas, quer sejam de lâmina dupla ou simples, são geralmente feitas com cana-do-reino (Arundo donax). Já as palhetas de lâmina simples, são chamadas de palhão.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.



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