
Os Comandos nasceram como força especial de contra-guerrilha, correspondendo à necessidade do Exército Português de dispor de unidades especialmente adaptadas a este tipo de guerra com que, em 19611, se viu enfrentada, durante a Guerra do Ultramar. A força destinava-se a:
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realizar acções especiais em território português ou no estrangeiro;
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combater como tropas de infantaria de assalto;
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dotar os altos comandos políticos e militares de uma força capaz de realizar operações irregulares.
A instituição torna-se operacional em 25 de junho de 1962, quando, em Zemba, no Norte de Angola, foram constituídos os primeiros seis grupos do que seriam considerados os antecessores dos comandos. Seria criado o CI 21 (Centro de Instrução de Contra-Guerrilha), que funcionou perto do Batalhão de Caçadores 280, e que contou como instrutor com o fotógrafo italiano e antigo sargento da Legião Estrangeira, Dante Vachi, que já trazia experiência das guerras em Argélia e Indochina.
Dado que os seis grupos preparados neste centro obtiveram excelentes resultados operacionais, o comando militar em Angola decidiu integrá-los na orgânica do Exército entre 1963 e 1964, criando os CI 16 e CI 25, na Quibala, Angola. Surgia assim, pela primeira vez, a designação de "Comandos" para as tropas aí instruídas.
A 26 de Abril de 1985 o Regimento de Comandos foi agraciado com o grau de Membro-Honorário da Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito e a 13 de Dezembro de 1993 com o grau de Membro-Honorário da Ordem Militar de Avis.
1962-1965: Centro de Instrução n.º 21 (Centro de Instrução Especial de Contra-Guerrilha), em Zemba (Angola);
1963-1965: Centros de Instrução n.º 16 e n.º 25, em Quibala (Angola);
1965-1974: Centro de Instrução de Comandos de Angola, em Luanda (Angola);
1966-1975 e 1996-2002: Centro de Instrução de Operações Especiais, em Lamego (Portugal);
1964-1965: Centro de Instrução de Comandos da Guiné em Bissau (Guiné);
1965-1969: Companhia de Comandos da Guiné em Bissau (Guiné)
1969-1974: Batalhão de Comandos da Guiné, em Bissau (Guiné);
1969-1975: Batalhão de Comandos de Moçambique, em Montepuez (Moçambique);
1974-1975: Batalhão de Comandos n.º 11, na Amadora (Portugal);
1975-1996: Regimento de Comandos, na Amadora (Portugal);
2002-2006: Regimento de Infantaria Nº 1, na serra da Carregueira (Portugal);
Desde 2006: Centro de Tropas Comandos, em Mafra (Portugal) até fevereiro de 2008 e na Carregueira (Portugal) desde então
Símbolos
Boina vermelha
O símbolo identificativo das tropas de Comandos do Exército Português mais conhecido é a famosa boina vermelha. Pelo uso deste item de fardamento os Comandos são algumas vezes apelidados de "Boinas Vermelhas". Curiosamente, a boina vermelha não esteve em uso durante a grande maioria da atividade operacional dos Comandos na Guerra do Ultramar, dado que só foi adoptada em 1974. Durante a Guerra do Ultramar, os Comandos utilizaram a boina castanha padrão do Exército Português, com excepção da 3ª Companhia de Comandos que usou uma boina camuflada durante o seu período de serviço na Guiné entre 1966 e 1968. Não só a 3ª Companhia de Comandos usou a boina camuflada,assim como a 5ª Companhia de Comandos (comandada pelo capitão ALBUQUERQUE GONÇALVES) a usou durante o seu periodo de 1966 a 1968 ao serviço na Guiné.
Lema
O lema dos Comandos é o verso latino da Eneida de Virgílio: Audaces Fortuna Juvat, que significa "A Sorte Protege os Audazes".
Grito de guerra
O seu grito de guerra, retirado de uma tribo bantu do Sul de Angola que o usava na cerimónia de entrada na vida adulta é: Mama Sumé!,2 que em Português significa: Aqui Estamos, Prontos para o Sacrifício!.
Cerimonial
Os Comandos têm vários rituais iniciáticos e cerimoniais únicos mantendo uma tradição desde a sua fundação, inspirados nas antigas ordens de cavalaria portuguesas. Além desses rituais, os Comandos têm uma Ordem Unida própria, diferente das restantes unidades do Exército Português. Em sentido cerram os punhos e os oficias quando armados com pistola em sentido têm a mão direita em cima do coldre, prestam continência com a palma da mão virada para a frente, assim como os passos em frente e o marchar são feitos com o joelho bem levantado. Ao destroçar gritam bem alto "comandos".
Este é um pequeno tributo a esta força especial excepcional que tive o prazer de servir durante 16 meses.
Fiz o meu Curso de Comandos em Santa Margarida em 1987 e fiz restante serviço aqui na Amadora.
A Cache é uma micro, deixem-na no local onde a encontraram para assim tentar que dure bastante tempo.
Boas cachadas