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Avenida de Roma
A Avenida de Roma é uma avenida de Lisboa, localizada nas freguesias de Alvalade e Areeiro. A sua designação actual data de 27 de dezembro de 1930.
A avenida tem início na Praça de Londres e fim na Avenida do Brasil.
Foi anteriormente designada como Avenida nº 19 (1928). A sua actual designação, uma homenagem à capital de Itália, tem por base a ideia de expansão internacional do Estado Novo, que também atribuiu a outros arruamentos o nome de outras capitais como Londres, Madrid ou Paris.
Situam-se nesta avenida, entre outros, a Escola Eugénio dos Santos, o antigo Cinema Alvalade, a Praça de Alvalade, o Hotel Roma ou o antigo Cinema Roma (actual Fórum Lisboa). Nela se localizam também as notáveis pastelarias Luanda, Sul-América, Suprema e Vá-vá, entre outras.
“Prédios em tons de rosa e verde, passeios largos, lojas de marca e mercearias antigas”. Assim é a avenida de Roma, em Lisboa, tal como a descreve Mário de Carvalho em 'A Arte de Morrer Longe'.
Foi nessa zona de Lisboa que, em 1982, nasceu o grupo Sétima Legião.
Espinha dorsal do Bairro de Alvalade, a avenida de Roma é um livro aberto da história da arquitectura e do urbanismo do século XX. Aqui encontramos imóveis de grande qualidade arquitectónica, assinados por alguns dos melhores arquitectos da época, como Cassiano Branco, Joaquim Bento de Almeida, José de Lima Franco, Licínio Cruz, Formosinho Sanches, Filipe Figueiredo e José Segurado.
‘Avenida de Roma – fotografias 1930-2011’, é um retrato de uma das mais emblemáticas artérias de Lisboa, cujo bairro em que se insere, o de Alvalade, é consequência do Plano Geral de Urbanização e Expansão de Lisboa de 1938. Este plano, integrou na vida da cidade um conjunto de zonas de carácter rural, como Alvalade, o Campo Grande ou o Lumiar, conferindo-lhes passeios largos, zonas verdes, espaços comuns, muito em consequência da facilidade negocial decorrente das características rurais desses espaços.
É interessante como as fotografias apresentadas nos conseguem transmitir uma marca da época, o facto de se ter conseguido conciliar a inovação urbanística com a utilização de novos métodos de construção em larga escala. Conseguem igualmente ser uma saudação à “Lisboa nova e moderna” que o jornal ‘A Acção’, referia em 1941. É por isso, uma boa selecção a que foi feita a partir do espólio do Arquivo fotográfico, com imagens que vão desde a década de 40 do século XX, até à década de 70 do mesmo período, com nomes incontornáveis da fotografia portuguesa como Mário de Oliveira, com imagens de excelente execução técnica, António Passaporte, com fotografias de Lisboa como só ele a sentia, Claudino Madeira, Salvador de Almeida Fernandes, Horácio Novais, um dos grandes fotógrafos documentalistas da época, Armando Serôdio, Ferreira da Cunha, ou Artur Pastor, um fotógrafo infelizmente muito pouco lembrado, que ali está representado por duas imagens, uma delas com uma luz fantástica e que nos mostra a ínfima dimensão de um sinaleiro comandando o trânsito.
Fazendo parte deste registo da História e das histórias da avenida encontram-se também as imagens de Luis Pavão, executadas em 2011. Para além da irrepreensível execução técnica, algo que já é comum nas suas imagens, para além de uma estética assumidamente formal, existe um aspecto que ressalta da exposição: a excelente integração das imagens a côr, feitas em 2011, com as imagens das décadas de trinta a setenta do século XX.
Fontes: Wikipédia, Arquivo Municipal de Lisboa, Web
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