A tradição de assar leitão em Negrais, uma localidade do concelho de Sintra, distrito de Lisboa, remonta ao final do século XIX.
Na altura, algumas das festas mais importantes na região saloia eram os casamentos e os seus banquetes. Estes incluíam, entre outros pratos, canja de galinha, borrego e leitão assados em forno de lenha e arroz doce. O leitão era das melhores iguarias consumidas nessas ocasiões, nunca tendo sido comercializado até à data.
Em Almoçageme, uma aldeia da freguesia de Colares, existia uma das quintas nas quais esses grandes banquetes se realizavam. Era aí que trabalhava António Pedroso, residente em Negrais, que, ao ver o sucesso daquele produto regional, acabou por deixar o seu emprego para apostar neste novo tipo de negócio, trazendo-o para a sua zona de residência.

António Pedroso
Com as vendas a serem realizadas principalmente nas feiras do concelho, o número de clientes foi sempre aumentando, o que levou a que surgissem mais nomes de assadores de leitão, como Luís Silvestre, Sabino e Luís Feliciano, contribuindo para a expansão do negócio e para enraizar o leitão nas suas origens regionais. Nesta altura as balanças ainda não eram utilizadas e o preço dependia não só da quantidade comprada, mas também da capacidade de regatear do cliente.
Após alguns anos, o produto começou a ser transportado até Lisboa, utilizando a linha ferroviária do Oeste, sendo acondicionado em cestos de vime e tecido branco de algodão de forma a ser distribuído em diversos restaurantes e cervejarias.

Venda de leitão em cestos de vime em 1906
O método de assadura tradicional em forno a lenha foi transmitido continuamente de pais para filhos, tendo as instalações e os materiais utilizados evoluído de forma a corresponder à elevada procura.

Assadura em forno a lenha em 1968
Hoje, cerca de 120 anos depois, esta iguaria ainda existe, com o processo e ingredientes fiéis à receita original.
É o leitão a imagem de marca que leva esta localidade do concelho de Sintra além-fronteiras!
A Cache
Está localizada numa antiga pedreira à entrada de Negrais.
Conteúdo inicial:
- Logbook
- Caneta
- Objectos para troca
Roasted Suckling Pig in Negrais
The tradition of roasting suckling pig in Negrais, a village in Sintra, dates back to the late nineteenth century.
At the time, some of the most important local celebrations were marriages and their banquets. These included, among other dishes, chicken soup, lamb and suckling pig roasted in a wood oven and rice pudding. The pig was the best dish consumed on these occasions, never having been marketed to the public.
In Almoçageme, a near village, there was a farm in which these great feasts were held. It was there that António Pedroso worked, a resident in Negrais, who, seeing the success of that regional product, left his job to start this new type of business, bringing it to his place of residence.
With sales being carried out mainly in the county fairs, the number of customers has always been increasing, which led to increase the number of pig roasters, as Luís Silvestre, Sabino and Luís Feliciano, contributing to the expansion of business in their regional origins. At this time, scales were still not used and the price depended not only on the purchased quantity, but also on the customer’s ability to negotiate.
After a few years, the product began to be transported to Lisbon using the West railway line, being packed in wicker baskets and white cotton fabric to be distributed in several restaurants and breweries.
The traditional method of roasting in woodstove was continuously transmitted from parents to children.
Today, nearly 120 years after, this delicacy still exists, with the process faithful to the original recipe ingredients.
The suckling pig is the brand image that leads this village across borders!
Cache
Located in an old quarry in Negrais.
Initial contents:
- Logbook
- Pen
- Trading objects