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Em petiz, o campo e a cidade Mystery Cache

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btreviewer: Esta geocache foi arquivada por falta de uma resposta atempada e/ou adequada perante uma situação de falta de manutenção.
Relembro a secção das Linhas de Orientação que regulam a manutenção das geocaches:

O dono da geocache é responsável por visitas à localização física.

Você é responsável por visitas ocasionais à sua geocache para assegurar que está tudo em ordem para funcionar, especialmente quando alguém reporta um problema com a geocache (desaparecimento, estrago, humidade/infiltrações, etc.), ou faz um registo "Precisa de Manutenção". Desactive temporariamente a sua geocache para que os outros saibam que não devem procurar a geocache até que tenha resolvido o problema. É-lhe concedido um período razoável de tempo - geralmente até 4 semanas - dentro do qual deverá verificar o estado da sua geocache. Se a geocache não estiver a receber a manutenção necessária ou estiver temporariamente desactivada por um longo período de tempo, poderemos arquivar a página da geocache.

Se no local existe algum recipiente por favor recolha-o a fim de evitar que se torne lixo (geolitter).

Uma vez que se trata de um caso de falta de manutenção a sua geocache não poderá ser desarquivada. Caso submeta uma nova será tido em conta este arquivamento por falta de manutenção.

btreviewer
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Hidden : 5/28/2014
Difficulty:
1.5 out of 5
Terrain:
1.5 out of 5

Size: Size:   micro (micro)

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Geocache Description:

Uma analogia entre a dicotomia cidade e o campo, e a dicotomia letras números Quando coloquei esta cache debati-me com diversos problemas de localização, por ser um local com uma grande densidade de caches (inclusive uma cache mistério no Jardim Cesário Verde, a minha escolha inicial para colocar a cache).

José Joaquim Cesário Verde - Lisboa, 1855 - 1886 foi um poeta Português, considerado um dos precursores da poesia que seria feita em Portugal no século XX.
Filho do lavrador e comerciante José Anastácio Verde e de Maria da Piedade dos Santos Verde, Cesário matriculou-se no Curso Superior de Letras em 1873, mas apenas o frequentou alguns meses. Ali conheceu Silva Pinto, que ficou seu amigo para o resto da vida. Dividia-se entre a produção de poesia e as actividades de comerciante herdadas do pai.
No seu estilo delicado, Cesário empregou técnicas impressionistas, com extrema sensibilidade ao retratar a Cidade e o Campo, que são os seus cenários predilectos. Evitou o lirismo tradicional, expressando-se de uma forma mais natural. A supremacia exercida pela cidade sobre o campo leva o poeta a tratar estes dois espaços em termos dicotómicos.

O contacto com o campo na sua infância determina a visão que dele nos dá e a sua preferência. Ao contrário de outros poetas anteriores, o campo não tem um aspecto idílico, susceptível de devaneio poético, mas é sim um espaço autêntico, que lhe confere liberdade. O campo é um espaço de vitalidade, alegria, beleza, vida saudável… Na cidade, o ambiente físico, cheio de contrastes, apresenta ruas esburacadas, casas apalaçadas, quintalórios velhos, edifícios cinzentos e sujos… O ambiente humano é caracterizado pelos calceteiros, cuja coluna nunca se endireita, pelos padeiros cobertos de farinha, pelas vendedeiras enfezadas, pelas engomadeiras tísicas, pelas burguesinhas… É neste sentido que podemos reconhecer a capacidade de Cesário Verde em trazer para a poesia o real quotidiano do homem citadino.

Ao ler-se o poema "Da Tarde", pertencente a "Em Petiz", é visível o tom irónico em relação aos citadinos, mas onde o tom eufórico também sobressai, ao percorrer os lugares campestres ao lado da sua "companheira".

Em Petiz

I

De tarde

Mais morta do que viva, a minha companheira Nem força teve em si para soltar um grito;
E eu, nesse tempo, um destro e bravo rapazito, como um homenzarrão servi-lhe de bandeira!
Em meio de arvoredo, azenhas e ruínas, pulavam para a fonte as bezerrinhas brancas, e, tetas a abanar, as mães, de largas ancas, desciam mais atrás, malhadas e turinas.
Do seio do lugar - casitas com postigos - Vem-nos o leite.
Mas baptizam-no primeiro.
Leva-o, de madrugada, em bilhas, o leiteiro, cujo pregão vos tira ao vosso sono, amigos!
Nós dávamos, os dois, um giro pelo vale: Várzeas, povoações, pegos, silêncios vastos!
E os fartos animais, ao recolher dos pastos, Roçavam pelo teu costume de percale.
Já não receias tu essa vaquinha preta, que eu segurei, prendi por um chavelho?
Juro Que estavas a tremer, cosida com o muro, ombros em pé, medrosa, e fina, de luneta!

II

Os irmãozinhos

Pois eu, que no deserto dos caminhos, por ti me expunha imenso, contra as vacas;
Eu, que apartava as mansas das velhacas, fugia com terror dos pobrezinhos!
Vejo-os no pátio, ainda!
Ainda os ouço!
Os velhos, que nos rezam padre-nossos, os mandriões que rosnam, altos, grossos;
E os cegos que se apoiam sobre o moço.
Ah! Os ceguinhos com a cor dos barros, ou que a poeira no suor mascarra, chegam das feiras a tocar guitarra, rolam os olhos como dois escarros!
E os pobres metem medo!
Os de marmita, para forrar, por ano, alguns patacos, entrapam-se nas mantas com buracos, choramingando, a voz rachada, aflita.
Outros pedincham pelas cinco chagas;
E no poial, tirando as ligaduras, mostram as pernas pútridas, maduras, com que se arrastam pelas azinhagas!
Querem viver!
E picam-se nos cardos;
Correm as vilas; sobem os outeiros;
E às horas de calor, nos esterqueiros, de roda deles zumbem os moscardos.
Aos sábados, os monstros, que eu lamento, batiam ao portão com seus cajados;
E um aleijado, com os pés quadrados, pedia-nos de cima de um jumento.
O resmungão!
Que barbas!
Que sacolas!
Cheirava a migas, a bafio, a arrotos;
Dormia as noutes por telhados rotos, e sustentava o burro a pão de esmolas.
Ó minha loura e doce como um bolo!
Afável hóspede na nossa casa, logo que a tórrida cidade abrasa, como um enorme forno de tijolo!
Tu visitavas, esmoler, garrida, umas crianças num casal queimado;
E eu, pela estrada, espicaçava o gado, numa atitude esperta e decidida.
Por lobisomens, por papões, por bruxas, nunca sofremos o menor receio.
Temíeis, vós, porém, o meu asseio, mendigazitas sórdidas, gorduchas!
Vícios, sezões, epidemias, furtos, decerto, fermentavam entre lixos;
Que podridão cobria aqueles bichos!
E que luar nos teus fatinhos curtos!
Sei duma pobre, apenas, sem desleixos, ruça, descalça, a trote nos atalhos, e que lavava o corpo e os seus retalhos no rio, ao pé dos choupos e dos freixos.
E a douda a quem chamavam a «Ratada» e que falava só!
Que antipatia!
E se com ela a malta contendia, quanta indecência!
Quanta palavrada!
Uns operários, nestes descampados, também surdiam, de chapéu de coco, dizendo-se, de olhar rebelde e louco, artistas despedidos, desgraçados.
Muitos!
E um bêbado - o Camões - que fora rico, e morreu a mendigar, zarolho, com uma pala verde sobre um olho!
Tivera ovelhas, bois, mulher, lavoura.
E o resto?
Bandos de selvagenzinhos: Um nu que se gabava de maroto; Um, que cortada a mão, coçava o coto.
E os bons que nos tratavam por padrinhos.
Pediam fatos, botas, cobertores!
Outro jogava bem o pau, e vinha chorar, humilde, junto da cozinha: «Cinco reizinhos!... Nobres benfeitores!...»
E quando alguns ficavam nos palheiros, e de manhã catavam os piolhos: Enquanto o sol batia nos restolhos e os nossos cães ladravam, rezingueiros!
Hoje entristeço.
Lembro-me dos coxos, dos surdos, dos manhosos, dos manetas.
Sulcavam as calçadas, as muletas;
Cantavam, no pomar, os pintarroxos!

III

Histórias

Cismático, doente, azedo, apoquentado, eu agourava o crime, as facas, a enxovia, assim que um besuntão dos tais se apercebia da minha blusa azul e branca, de riscado.
Mináveis, ao serão, a cabecita loira, com contos de província, ingénuas criaditas:
Quadrilhas assaltando as quintas mais bonitas, e pondo a gente fina, em postas, de salmoira!
Na noite velha, a mim, como tições ardendo, fitavam-me os olhões pesados das ciganas;
Deitavam-nos o fogo aos prédios e arribanas;
Cercava-me um incêndio ensanguentado, horrendo.
E eu que era um cavalão, eu que fazia pinos, eu que jogava a pedra, eu que corria tanto, sonhava que os ladrões - homens de quem me espanto - roubavam para azeite a carne dos meninos!
E protegia-te, eu, naquele Outono brando, mal tu sentias entre as serras esmoitadas, gritos de maiorais, mugidos de boiadas, branca de susto, meiga, e míope, estacando!

Cesário Verde

A Cache

Como ajuda posso dar três pistas:
1- tenha em atenção a dificuldade do enigma... a resposta é quase direta;
2- as coordenadas não são obtidas no formato N XX⁰ XX.XXX' W YYY⁰ YY.YYY';
3- após obter as coordenadas finais pode verificar no google maps, ou google earth, que estas são um ponto próximo de um paraíso no centro da cidade (uma vivenda apalaçada com 4358 m²) e muito próximo também de um importante núcleo de habitação operária, a vila luz (datada do final de 1800) coincidente no tempo com Cesário Verde.
Dois exemplos da convivência geograficamente próxima da Lisboa burguesa e a Lisboa operária, que Cesário tão bem expressava nos seus poemas, e que o levam a declarar uma marcada preferência pelo campo em contraposição à cidade.
Coordenadas: m.b2dZ-J.FUW3

Levem material de escrita Boa caça!

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Additional Hints (Decrypt)

Cebpherz b cbagb ireqr znf aãb cnerz cbe zhvgb grzcb an mban cnen aãb pbzcebzrgre .

Decryption Key

A|B|C|D|E|F|G|H|I|J|K|L|M
-------------------------
N|O|P|Q|R|S|T|U|V|W|X|Y|Z

(letter above equals below, and vice versa)