
As Alminhas são pequenos oratórios de forte cariz devocional e comunitário. A sua história e propósito fundem-se com a própria tradição da religiosidade popular da Beira Baixa.
O nicho consagrado às almas para que nunca sejam esquecidos todos os filhos da terra que já partiram para o pai.
Este património ganha uma força particular através de rituais que sobreviveram até aos dias de hoje:
- A Encomendação das Almas: A aldeia de Chão do Galego mantém viva a tradição da Encomendação das Almas durante a Quaresma. Grupos de habitantes juntam-se na calada da noite para cantar cânticos litúrgicos e ancestrais. As alminhas e os cruzeiros servem muitas vezes como pontos de paragem e oração durante estas procissões noturnas.
- A Estética Popular: Estas alminhas apresentam tipicamente uma estrutura simples em pedra da região (xisto ou granito), albergando no seu nicho central um painel com imagens religiosas ou uma cruz. O costume local dita que as pessoas depositem ali velas acesas e flores do campo como sinal de devoção.
Este local de culto com mais de 60 anos é onde muitas pessoas fazem e cumprem as suas promessas a Deus.
São colocadas tigelas (malgas) com azeite e um pavio a arder para "alumiar o senhor".
Inicialmente foi feita apenas a "casinha", mais tarde foi colocada em frente uma roda vinda de um lagar de azeite existente na Sarnadinha.

NOTA: Deixe tudo como estava ou melhor, a sobrevivência da cache depende disso mesmo. Não publique fotos do GZ.