A 9 de Dezembro de 1854, morre, em Lisboa, João Baptista da Silva Leitão de Almeida Garrett, escritor e dramaturgo romântico.
Grande impulsionador do teatro em Portugal, para além de ter proposto a edificação do Teatro Nacional D. Maria II e a criação do Conservatório de Arte Dramática, deixou-nos obras imortais como Frei Luís de Sousa e O Alfageme de Santarém.
Na última fase da sua vida publicou Flores sem Fruto e Folhas Caídas, duas colectâneas de poesias que introduziram na literatura portuguesa uma espontaneidade e uma simplicidade até então praticamente desconhecida. Foi, ainda, um exímio orador, tendo sido nomeado Par do Reino e secretário de Estado honorário.
Faz parte de um conjunto de quatro figuras ilustres do séc. XIX, executadas pelos mais influentes escultores do Estado Novo, que pontuam, em pares e em paralelo, os extremos dos talhões da Av. da Liberdade, onde ela se cruza com a Rua Alexandre Herculano. Estátua de mármore sobre plinto de pedra erigida, por iniciativa da CML, em homenagem a este romancista, poeta e dramaturgo, um dos grandes expoentes do Romantismo em Portugal.
Executada em 1945 pelo escultor Barata Feyo, foi inaugurada em 27 de Maio de 1950.