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Igreja Nossa Sr. d'Ajuda

A cache by elsa/carlos Send Message to Owner Message this owner
Hidden : 1/30/2015
Difficulty:
1 out of 5
Terrain:
1.5 out of 5

Size: Size: small (small)

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Geocache Description:


Pensa-se que a primitiva igreja foi construída nos princípios do século XVI.

Sobre a construção da igreja, pode ler-se o seguinte: ‘’A fundação dessa egreja parece coincidir ainda com o tempo em que vieram esses homens de uma outra raça, mas tão profundamente religiosos que não estariam bem sem o seu templo e sem um ministro da religião a que pertenciam. Edificaram pois esse templo de que há muita probabilidade ter sido concluído em 1523 e no entanto até á nomeação do primeiro parocho deviam ter algum sacerdote, contratado como capelão, pare lhes celebrar missa, o que era frequente nos logares onde não havia sido ainda creada a respectiva parochia’’

Segundo Gaspar Frutuoso no tempo do ouvidor Frei Marcos Sampaio (1526-1527), já havia em S. Miguel algumas freguesias, servidas pelos respectivos párocos, entre elas refere-se a ‘Nossa Senhora d’Ajuda da Bretanha. Cura, Affonso de Sampaio. Devia ter entrado no anno de 1527.

Não se sabe qual a côngrua que depois recebeu. Fructuoso ignorou o nome d’este parocho dando-nos como sendo o primeiro João Alvares’’, o segundo Nicolau Domingues e o terceiro Manoel Curvêlo.

Também, os apontamentos para a História dos Açores fazem referência à freguesia da Bretanha, podendo ler-se o seguinte: ‘’… A paróquia é de Nossa Senhora da Ajuda. Por ter menos de 100 fogos ficou com 20 000 reis o seu pároco no ano de 1568. Ainda no ano de 1643 não chegava a ter mais de 96 fogos com 106 almas. Esta povoação diminuiu consideravelmente porque o padre Cordeiro no ano de 1714 só lhe achou 78 vizinhos; e no ano de 1837 achavam-se-lhe 455 fogos, com 1355 almas com o seu páraco.’

Existe ainda, uma breve referência à igreja de Nossa senhora da Ajuda da Bretanha, no jornal O Preto no Branco, no qual se relata o seguinte: ‘Por carta de 30 de Julho de 1568, foi acrescentada em 10 000 réis a côngrua do vigário desta igreja, para lá dos 10 000 réis que já recebia. O bisbo de Angra, D. Manuel de Gouveia, por carta de 25 de Julho de 1596, nomeou um cura para coadjuvar o vigário’’.

Saliente-se o livro de assentos matrimoniais datado de 1569, pertencente ao acervo do arquivo paroquial, o que revela mais uma vez a antiguidade desta igreja.

Inicialmente quando foi construída esta igreja, o seu tecto era de palha.

Por alvará de 19 de Outubro de 1674, o bispo D. Frei Lourenço de Castro ordenou que os moradores da Grota do João Bom, que até aquela data prestavam culto na igreja da freguesia dos Mosteiros, ficassem aos cuidados espirituais da Bretanha.

Em 1675, o Vigário Paroquial devido ao aumento da população  resolveu ampliar este templo nas suas capelas laterais, as quais eram dedicadas a santo António  e a São Pedro.

Em 1692 a sacristia foi remodelada e o tecto de palha foi substituído por telha.

Havendo necessidade de recuperar os edifícios religiosos, as autoridades diocesanas utilizam dois métodos alternativos:

Ou recorriam às verbas pertencentes à fabrica maior; ou usavam o sistema de fintas extraordinárias.

Assim aconteceu em 1732, quando o Dr. José Jácome da Costa ordena ao vigário da igreja de Nossa Senhora da Ajuda que requeira licença para fintar os moradores da Bretanha, de forma a recuperar o corpo da igreja. Este era o contributo mais directo dos moradores da Bretanha para a manutenção da sua igreja. No entanto, havia outras formas de suportar  a chamada fábrica menor, como por exemplo, pagar anualmente e de forma obrigatória, um valor que deveria corresponder à produção agrícola que exerciam na freguesia.

Em 1762 a população continuava a crescer e a igreja estando em mau estado de conservação, houve necessidade de a ampliar, de modo a torná-la o centro do culto de toda a Bretanha.

Por iniciativa do padre João Francisco de Vasconcelos natural desta freguesia, iniciaram-se as obras da nova Matriz da Bretanha, de estilo barroco, cujo terminus ocorreu em 1770 (séc. XVIII) e inauguração a 15 de Agosto do mesmo ano, dia de Nossa Senhora dos Anjos, festa que ainda se mantém no mesmo dia, mas tendo como padroeira Nossa senhora da Ajuda. A escolha deste orago teve origem na crença popular de quem constrói a casa de Deus na terra, tem um lugar na casa de Deus no Céu.

No entanto Gaspar Frutuoso refere-se à  principal da Bretanha: ‘’aos oito dias do mês de Setembro’, talvez acontecesse antes da construção da nova igreja.

O local da primitiva igreja é agora ocupado por um das capelas laterais, razão pela qual a estretura artítica  dessa capela é diferente.

Histórias e lendas

Os habitantes da Bretanha colaboraram na construção da igreja, ajudando a transportar pedras e madeiras. A pedra iam busca-la a rochas quase inacessíveis e a madeira, essa, aparecia junto à costa, trazida pelo mar, provavelmente deitada fora por algumas embarcações.

Conta-se que, um dia estavam a puxar paus da beira-mar e encontraram uma Imagem de Nossa Senhora, em cima de um deles. Recolheram-na e disseram. ‘’ esta é a senhora que nos ajuda.’’

Como ainda não havia padroeira para a nova igreja, decidiram escolher a imagem que tinha sido descoberta  no mar e intitularam-na de Nossa senhora da Ajuda.

Esta imagem, datada do século XVI, a qual era venerada na primitiva Igreja.

Também, os antigos contam que aquando da construção do edifício religioso se registou um ‘’milagre’’ que veio amenizar a dificuldade com que se debatiam, devido à falta de água, pois tinham de ir busca-la a sítios longínquos. Certa vez, imploraram à Virgem ajuda, para que esta fizesse aparecer água em local mais próximo. As preces foram ouvidas e ao lado da igreja, logo uma nascente jorrou.

A igreja de Nossa Senhora da Ajuda é um templo reconstruído no séc. XVIII, possuindo uma fachada típica do barroco nas ilhas açorianas, sendo esta digna de uma matriz, papel que desempenhou após a sua reconstrução em 1770.

Toda a fachada é ornamentada com trabalho de cantaria, rico em cimalhas, volutas e concheados. A torre sineira é de secção quadrangular e sobressai do conjunto pela sua altura.

O acesso à igreja é feito por uma escadaria de pedra.



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