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Cabana do Gavião

A cache by super666 Send Message to Owner Message this owner
Hidden : 02/26/2015
Difficulty:
2.5 out of 5
Terrain:
4 out of 5

Size: Size:   small (small)

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Geocache Description:


Cabana do Gavião






Quem, guiado pela estrada que de Lindoso conduz à fronteira da Madalena, a abandonar pouca antes de chegar ao vale do Cabril e seguir para montante através de um caminho de pé posto ao longo da margem esquerda desta rio, não deixará de ficar impressionado com o imponente maciço da Torre Grande que cada vez mais perto se vai alongando no horizonte.
Ultrapassado o Cabril na ponte rústica de Portamaceira - sustida por um pilar central assente num formidável penedo arrastado para o leito do Cabril - o visitante começará a contornar a Torre Grande seguindo primeiro o vale cavado e fundo do rio dos Madornos e logo depois, virando a sul, o da ribeira de Gavião.

Chegando à cabana de Gavião, um abrigo pastoril de silhares graníticos, com tecto em falsa cúpula e grossa laje de fecho, torna a virar a Oeste e sobe, agora mais custosamente, até à Chã da Torre.

A Chã, suave e coleante, alongando-se entre a Torre Grande e a Colá da Bruta, é rasgada a espaços por afloramentos graníticos de grão médio a grosso, rugosos e muito erodidos. É este o tipo de granito que foi utilizado na construção das estruturas de habitação que pontilham igualmente a chã.

São construções de planta quadrada ou sub-rectangular, hoje totalmente arruinadas, formadas por grandes blocos mal aparelhados e sem qualquer argamassa de ligação, Uma observação rápida, afastado o giestal e o silvedo, permite lobrigar curiosas paredes duplamente facetadas e com vão central aberto.  Recordam-me algumas das casinhotas do povoado de Porto Chão que o fogo lambeu no Verão que há pouco se despediu.

As "casas" da Chã da Torre não ultrapassam os 5 ou 6 metros de comprimento, algumas são mesmo mais pequenas, toscas e informes, provavelmente teriam remates em falsa cúpula empedrados e torroados ou com grandes lajes lisas corno ainda hoje se podem ver na branda da Chã de Mosqueiros, na serra do Soajo.  Mas em Mosqueiros cada cabana tinha a sua cerca, qual recinto megalítico do tipo "cromlech", para reter os gados.  Aqui na Chã da Torre as casas são poucas, quase irreconhecíveis já, sem evidências de alguma vez terem tido cercados ou pátios exteriores, algumas com paredes duplas e vão central aberto, ora adoçadas entre si, ora isoladas mas sempre de aparelho bruto.  Quer no interior, quer em seu redor, não se descobrem quaisquer outros vestígios materiais, nomeadamente cerâmicas.

Um abrigo pastoril ainda utilizável, a oeste da chá, de planta subcircular, portinha bem rasgada e tecto em falsa cúpula formado por pequenas pedras imbricadas entre si e torroadas exteriormente onde fermenta um pequeno pasto de herbáceas, é uma construção que rasga o insólito dos restos que vínhamos observando e deles sobressai.  Neste abrigo, semelhante a muitos que ainda são utilizados pelos pastores das serranias do Noroeste, só a porta ostenta pedras facetadas de maiores dimensões.  O interior é um solo em terra bem compactada pelo uso, assentando o conjunto sobre uma espécie de mamoa artificial.

Subindo-se à Torre Grande, imponente maciço de moles graníticas franqueado a oeste pelo rio Cabril e a leste pela ribeira de Gavião, ao atingir-se o Alto da Torre a primeira sensação é de pequenez frente ao deslumbramento de horizontes.  Na última vez que aqui estive e era Verão, o vento esfibrava uma chuva miúda e zunia em cargas forçadas, logo amainado, como que a zombar dos caminheiros.

Mas no Alto da Torro, que amplidões de maravilha!

Para norte, o grande rasgão do vale do Lima a cortar cerco o abraço das serras do Soajo e Amarela, e a receber o desmaio do fio de água do Cabril de margens ainda densamente arborizadas.  Para sul, é o verde carregado da mata do Cabril, uma das jóias da coroa do Parque Nacional e que mentes ignaras tentaram nos anos 20 transformar em carvão!
E a nossos pés, juntinho à Torre Grande mas isolada por uma fenda abissal larga de alguns metros, levanta-se o inacessível pináculo da Torre Pequena.

Relativamente ao maciço da Torre Grande, muito perto da actual linha de fronteira galaico-portuguesa, não poderei ainda deixar de mencionar o registo da memória popular que recolhi em Lindoso, onde é ainda muito viva a recordação de naquele sítio elevado estarem instaladas vigias aquando das sangrentas invasões francesas nos inícios do séc.  XIX, que comunicariam com outras vigias Lima abaixo, através de grandes fogueiras ...









O trilho desde Portomaceira está case totalmente fechado, ademais é complicado de seguir.
 Levem roupa apropriada




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Additional Hints (Decrypt)

Anb gbpne abf zhebf. Cbagr. Phvqnqb, aãb gr qroehprf.
Abg jnyyf. Oevqtr. Or pnershyy, qb abg snyy bss.

Decryption Key

A|B|C|D|E|F|G|H|I|J|K|L|M
-------------------------
N|O|P|Q|R|S|T|U|V|W|X|Y|Z

(letter above equals below, and vice versa)



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