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Esta cache pretende dar a conhecer alguns locais de interesse da freguesia de Cacilhas que ainda não se encontram referenciados por outra cache. No entanto, aconselhamos a visita às outras caches que se encontram por perto, para conhecerem melhor a freguesia.

O percurso inicia junto núcleo museológico do Museu de Marinha em Cacilhas. Neste local podem visitar a Fragata D. Fernando II e Glória e também o submarino Barracuda.
A Fragata foi o último navio de guerra exclusivamente à vela da Marinha Portuguesa e também a última nau a fazer a carreira da India, ou seja, a ligação entre Portugal e a antiga colónia. Foi o último navio construído pelo Arsenal Real de Marinha de Damão para a nossa Marinha.
O navio foi batizado em homenagem ao Casal Real Português, o rei-consorte D Fernando II e a rainha D. Maria II, cujo nome próprio era Maria da Glória. O Glória do seu nome também se referia à sua santa protetora, Nossa Senhora da Glória, de especial devoção entre os Goeses.
O submarino Barracuda é um submarino da classe Albacora e foi o segundo a entrar no ativo em 4 de Maio de 1968, sendo o último a sair do ativo para integrar este núcleo museológico.
No segundo ponto, existe o Chafariz de Cacilhas que é uma réplica do chafariz inaugurado em 1 de Novembro de 1874. Foi de grande importância para a população local, que na altura tinha que percorrer cerca de 1500 metros até à Fonte da Pipa no Ginjal, para se abastecer de água. Manteve-se em funcionamento até à década de 40 do séc. XX, altura em que foi destruído.
Neste ponto inicia-se a Rua Cândido dos Reis. Também conhecido como Almirante Reis, foi uma figura republicana, conspirador e organizador militar da revolta de 5 de Outubro de 1910. Embora a revolta tenha triunfado, o Almirante suicidou-se após receber a notícia que a mesma tinha fracassado.
O terceiro ponto referencia a Igreja de Nossa Sra. do Bom Sucesso, construída após o terramoto de 1755, de traça pombalina, com uma só nave, reúne um interessante espólio de azulejo monocromático do séc. XVIII. As comemorações de Nossa Senhora do Bom Sucesso, em Cacilhas, representam uma tradição com quase 250 anos em homenagem à Santa padroeira da freguesia. Reza a história que aquando do grande terramoto de 1755, as águas do Tejo avançaram pelas ruas de Cacilhas e só voltaram a recuar quando alguém se lembrou de ir buscar a imagem de Nossa Senhora pedindo clemência e uma intervenção divina.
O Poço de Cacilhas, localizado no quarto ponto, fica situado em frente ao Posto de Turismo onde poderão obter mais informações sobre o concelho. O edifício do Posto de Turismo era a casa da quinta à qual pertencia o poço. Durante a reabilitação da Rua Cândido dos Reis, percebeu-se que teria existido ali o poço com uma nora e foi decidida a sua recuperação.
Para chegar ao quinto ponto devem seguir pela Rua Elias Garcia.
Elias Garcia foi político, presidente de diversas organizações liberais, professor da Escola do Exército, grão-mestre da Maçonaria, deputado e presidente da câmara de Lisboa. Foi também jornalista e fundou, em 1854, o periódico O Trabalho, a primeira publicação republicana em Portugal.
O quinto ponto referencia a casa onde nasceu Romeu Correia.
Romeu Henrique Correia nasceu nesta casa a 17 de Novembro de 1917.
Iniciou a sua vida profissional como bancário, mas desde muito cedo sentiu uma apetência pelas artes e o desporto. Desportista, escritor e dramaturgo, Romeu Correia dedicou quase toda a sua obra romanesca e dramatúrgica a Almada e às suas gentes, descrevendo as várias atividades profissionais, as suas vidas e, no fundo, os seus problemas sociais e económicos.
Para chegar ao GZ final é preciso registar alguns dados e fazer contas.
A=Nº de embarcações ao lado da fragata (nas coordenadas indicadas)
B=Nº de relógios na fachada da Igreja de Nossa Sra. do Bom Sucesso
C=Nº de letras da palavra inscrita na parede do chafariz, voltada para a Rua Cândido dos Reis.
D=Nº de grelhas metálicas na tampa do Poço de Cacilhas.
E=Nº de porta da casa onde nasceu Romeu Correia
Coordenadas finais:
N 38° 41.(A-2)(B-1)(C-3) W 009° 09.(D-1)(E-5)
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