
Um ano tem 365 dias, certo? Mais ou menos.
Um ano corresponde ao tempo que a Terra demora a dar uma volta completa ao Sol, e isso demora exatamente 365,242199 dias – ou, mais precisamente, 365 dias, 5 horas, 48 minutos e 46 segundos.
Imagine-se a complicação que seria se em cada dia 31 de Dezembro tivessemos de fazer uma contagem decrescente às cinco da manhã, e começar o ano a partir daí.
Por isso, achou-se muito mais prático compensar este tempo acrescentando um dia ao mês de Fevereiro a cada quatro anos.
Se não fosse assim, ao fim de cada 100 anos o nosso calendário teria um erro de 24 dias, e a dada altura estaríamos, por exemplo, a celebrar o Natal em pleno Verão.
A ideia foi do Imperador Romano Júlio César, que criou o calendário moderno, o calendário juliano, mais tarde substituído pelo calendário gregoriano.
O que significa que de quatro em quatro anos o ano é bissexto, certo? Também não é bem assim.
Segundo o calendário juliano, era essa a regra, muito simplesmente. O problema é que, dessa forma, acabaria por haver demasiados dias no ano. Por isso, com a adoção do calendário gregoriano, estabeleceram-se as seguintes regras:
- O ano tem de ser divisível por 4;
- Se for também divisível por 100, não é ano bissexto;
- Se, para além de ser divisível por 100, também for divisível por 400, o ano é bissexto.
O que significa que 2000 e 2400 são anos bissextos, mas 1800, 1900, 2100, 2200, 2300 e 2500 não.