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O Toiro de Lide

A cache by cesar.santos Send Message to Owner Message this owner
Hidden : 02/06/2016
Difficulty:
1.5 out of 5
Terrain:
1 out of 5

Size: Size:   small (small)

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Geocache Description:


O toiro de lide é um bovino criado e selecionado pelo homem nos últimos três séculos, com e para fins comerciais, destinado a espetáculos taurinos. Procede das raças autóctones espanholas (o chamado "tronco ibérico"), que vivem na Península Ibérica desde tempos imemoriais e que propiciou as formas mais primitivas de tauromaquia. 

Image result for o toiro de lideAlguns especialistas consideram que é o descendente mais direto do uro o antepassado de todas as raças bovinas atuais já que, para além da sua rusticidade e sua vida selvagem (dotado para sobreviver na natureza sem ajuda humana), conjuntamente com as numerosas características fenotípicas. Conserva seus instintos atávicos de defesa e os atributos físicos (hastes grandes e potente aparato locomotor) que os bovinos do resto da Europa, selecionados para consumo de carne e leite, perderam. O que distingue o toiro de lide é uma mistura de atributos físicos e temperamentais, que se sintetizam na chamada bravura, pelo que também se conhece como toiro bravo. 

A bravura é a combinação equilibrada entre casta (é dizer, instinto agressivo) e nobreza (é dizer, ingenuidade). Sem uma das duas falta, o resultado só pode ser a mansidão, o que o torna inviável para a lide. Um dos aspetos da história do toiro de lide que mais se apresenta a discussão é a determinação sobre a aparição da criança do mesmo com fins de lide, selecionando exemplares e raças, com fins comerciais ou destinados aos espetáculos taurinos de toda índole. Não parece que tenha existido uma seleção especial durante a Idade Média, os toiros, como outros animais selvagens, eram mantidos em cativeiro e protegidos pelos senhores feudais para propósitos de criação ou de caça.
Nos tempos dos Reis Católicos já se conheciam, assim os primeiros indícios de seleção do toiro bravo que apontam para os séculos XV e XVI na província de Valladolid, onde a proximidade à corte, bastante itinerante nessa época, decidiu criar em amplos terrenos, uma vacaria que lançou as bases do toiro de lide atual. A partir de Boecillo, La Pedraja de Portillo e Aldeamayor de San Martín, saiam os toiros para as festas dos povoados, da corte ou para as eclesiásticas. A ganadería primogénita foi Raso de Portillo, e ficou conhecida até finais do século XIX. Existe a crença que estes toiros foram os primeiros em festejos reais. Paralelamente começaram a desenvolver-se ganaderías em outros lugares de Espanha, Andaluzia tornou-se na base da criação de toiros, se bem que também tiveram a sua importância os que se criaram em Orillas de Jarama, os chamados Jijones de Villarrubia de los Ojos, os navarros os aragoneses.
Foi na segunda metade do século XVII quando as vacadas de touros bravos, começaram a organizar-se, todavia sem fins claramente comerciais. Teve que passar um século mais para que o espetáculo taurino atingisse o auge e aparecessem as ganaderías orientadas claramente aos espetáculos taurinos já com fins comerciais. Assim então, o toiro atual, pode considerar-se o resultado do trabalho de seleção efetuado desde princípios do século XVIII mediante a prova da tienta (tenta ou tentadeiro) a fim de eleger para sua reprodução exemplares em os que concorram determinadas características, aquelas que permitirão o exercício da lide, é dizer, a sucessão de sortes que se executam nas corridas de toiros desde que o toiro sai à praça, à sua morte, e é arrastado pelas mulas. Estas características tem variado tanto ao longo dos séculos como o próprio toureio, mantendo-se como único denominador comum: a bravura do toiro.
Nasceram então, já na segunda metade do século XVIII, as que se consideram as castas fundacionais das que partiram os encastes atuais: Morucha Castellana (Boecillo), Navarra, Toros la Tierra e Jijona (Madrid e la Mancha), Cabrera e Gallardo (El Puerto de Santa María), Vazqueña, Vega-Villar (Utrera) e Vistahermosa, se bem que na atualidade, 90% das divisas existentes procedam todas desta última. 

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Trapío

O trapío de um toiro de lide é o conjunto de rasgos externos, atitudes reações observáveis à vista. Existe um riquíssimo vocabulário taurino para designar os diferentes aspetos da morfologia e comportamento do toiro. Se diz que um toiro tem trapío quando reúne as qualidades físicas e a presença necessária para a lide. Segundo Pedraza Jiménez, os principais rasgos morfológicos para determinar o trapío de um toiro são:

  • Tamanho e peso.
  • Estatura.
  • Conformação do tronco.
  • Conformação das extremidades.
  • Conformação da cabeça e cachaço.
  • Conformação dos cornos.
  • Pele, pelo e capa.

 
Comportamento
 
O toiro de lide é um animal gregário, que busca segurança refúgio numa manada. Depois do nascimento, e antes de ser desmamado, o bezerro viverá oito ou nove meses alimentado e protegido pela sua mãe. Dado que sua madureza sexual se produz aos 16 meses aproximadamente, pouco depois de um ano se separam machos e fêmeas que, a partir desse momento, viverão em cercados diferentes. As diferentes idades se denominam com nomes específicos: añojos (1 ano), erales (2 anos), utreros (3 anos), cuatreños (4 anos) e cinqueños (5 anos). Nas manadas de toiros estabelece-se uma rigorosa hierarquia. Chama-se mandón ao toiro dominante e que maltrata aos demais. Com certa frequência, este chefe é desafiado por outro membro do grupo para arrebatar-lhe a liderança, produzindo-se violentas lutas. O toiro derrotado se denomina abochornado e é atacado e perseguido pelo resto da manada, ficando afastado da mesma tornando-se violento e muito perigoso. Dado que os toiros não tem acesso as fêmeas, se montam uns aos outros para mitigar o seu apetito sexual. Em cada tourada costumava haver um toiro maricas, mais débil ou tímido que o resto, para ser montado pelos demais.
 
Interesse Zoológico
 
Ao contrário da maioria das raças de gado doméstico, os toiros de lide apresentam uma série de características físicas e temperamentais mais próprias de um bovino selvagem. Isto não deve parecer estranho se tivermos em conta que à hora de desenvolver esta raça os criadores nunca pretenderam potenciar coisas como uma maior produção de carne e leite ou uma mansidão e ausência de cornos acentuados para tornar os animais mais manejáveis ao trato humano, sem não que simplesmente se buscasse conservar (e ainda potenciar ligeiramente) um comportamento algo mais violento do normal que torna o animal mais propenso a investida e por tanto ao espetáculo taurino.
Certos autores como o holandês Cis Van Vuure tem assinalado diversas coincidências na estrutura corporal e coloração, comuns do toiro de lide com características do hoje extinto toiro selvagem europeu o uro, do qual se diferencia pelo pouco mais que seu menor tamanho e comprimento de cornos. Durante a sua vida em semiliberdade, o toiro de lide mantém também uns costumes similares a um animal selvagem, formando manadas, defendendo-se de possíveis perigos.
Van Vuure chega a sugerir que os toiros de lide são mais "urinos" que os uros recreados por criação seletiva em alguns zoológicos durante o século XX, como o chamado toiro dos Heck, e que hoje tem sido introduzidos em reservas naturais dos Países Baixos e Alemanha. Apesar do empenho posto na seleção, estes supostos uros modernos seguem apresentando na atualidade uma complexidade mais ligeira da esperada, tamanho erróneo, cornos de longitude variável e coloração nem sempre correta. No aspeto temperamental os uros recreados encontram-se em uma situação ainda pior, já que são incapazes de encontrar alimento suficiente no inverno ou defender-se dos lobos. Por estas e outras razões, os críticos dos Heck consideram sua experiência falida, consistindo num simples grupo de vacas sacadas do estábulo e postas a pastar em bosques e pradarias.

O professor Zdzislaw Pucek, responsável do programa de recuperação do bisonte europeu no Bosque de Bialowieza (Polónia) defina o toiro dos Heck como "a maior tarefa científica do século XX". Em seu lugar, parte destes críticos propõe submeter os toiros dos Heck a um novo programa de criação ou substituí-los diretamente por uma nova geração de gado selecionado a partir do zero, em a que se daria mais peso ao toiro de lide e outras raças de características primitivas como a sayaguesa de Zamora, a estepe húngara, o anão da Córsega e Turquia, a Corriente, o toiro da Camarga e a maronesa de Portugal.


Na rotunda da entrada norte de Samora Correia existe uma rotunda alusiva à atividade de toureio. Vemos nesta Rotunda o Centro do Largo do Calvário, durante as Festas de Samora, com as Largadas de toiros.

Samora Correia integra o Concelho de Benavente onde a Cultura Tauromáquica está classificada como Património Cultural e Imaterial de Interesse Municipal.  Benavente integra a seção de Municípios com Atividades Taurinas na Associação Nacional de Municípios Portugueses.

 

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Additional Hints (Decrypt)

QS
BP

Decryption Key

A|B|C|D|E|F|G|H|I|J|K|L|M
-------------------------
N|O|P|Q|R|S|T|U|V|W|X|Y|Z

(letter above equals below, and vice versa)



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