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O Vale dos Gastrópodes [PLANALTO DAS CESAREDAS]

A cache by Felipe White Send Message to Owner Message this owner
Hidden : 07/11/2016
Difficulty:
3 out of 5
Terrain:
3.5 out of 5

Size: Size: other (other)

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Geocache Description:


O Planalto das Cesaredas, também conhecido por Cezaredas, Cesareda e Cezareda, é uma área pouco conhecida. Trata-se de um maciço calcário jurássico da Região Oeste de Portugal. A topografia e geomorfologia forma um planalto, relevo de cume aplanado, em que a nivelação varia sobretudo entre os 130 e os 170 metros de altitude. A povoação de Cesaredas encontra-se a 150 m de altitude sendo o ponto mais alto o talefe das Castelhanas aos 201 metros acima do nível do mal. O Planalto tem uma área aproximada de 49 km², divididos por quatro concelhos (Lourinhã, Bombarral, Óbidos e Peniche), em que cerca de 80 %, com 40 km ², pertence ao concelho da Lourinhã.



Neste planalto predominam as formações do período Jurássico Médio e Superior (170 a 150 milhões de anos), sendo o calcário predominante, aparecendo à superfície em afloramentos extensos. Do Planalto das Cesaredas provêem abundantes fósseis de amonites, corais, bivalves e braquiópodes e equinodermes, alguns deles sendo espécies únicas que receberam o nome de epíteto específico do planalto, como a Cyathophora cesaredensis, Stomechinus cesaredensis Loriol, Leptophyllia cesaredensis Koby, 1905 e Terebratula cesaredensis. Restos de vertebrados como dinossauros e crocodilomorfos são raros.


Conhecem-se cerca de 50 grutas, algares e cavidades no Planalto das Cesaredas, entre as quais Lapa da Feteira, Gruta dos Ralis, Gruta da Columbeira, Lapa do Suão, Gruta dos Bolhos. Algumas destas grutas têm troglóbios. Do planalto drena a água para quatro bacias hidrográficas: Rio Grande, Rio de Atouguia Ri Real e Ribeira de Benfeito, que fazem parte do sistema de pequenas bacias das ribeiras do Oeste litoral Português. Como maciço calcário, o planalto tem importância enquanto aquífero natural, responsável pela recarga de lençóis freáticos. Estão identificadas mais de uma dezena de grutas no Planalto das Cesaredas como sítios arqueológicos classificados, do Paleolítico e Neolítico, como é o caso da Gruta da Feteira (estudado pelo arqueólogo João Zilhão, 1982, tendo sido uma escavação de instigou a criação do Museu da Lourinhã) ou Casa da Moura, abordada pelo pioneiro geólogo Nery Delgado em 1867. Uma das povoações do planalto chama-se Cezaredas. Note-se que é também usada a grafia Cesaredas, Cesareda e Cezareda. O nome é tido como alusão a um acampamento das tropas de César na região (Nery Delgado, 1867). Na série “O Archeólogo Portugués” de 1920 pelo Prof. Leite de Vasconcelos escreve “na serra da Cezareda [...] em 1897 obtive em Olho Marinho alguns machados do pedra e de cobre achados perto das Cezaredas. Toda a região é rica de achados desta espécie, e de lá tenho trazido para o Museu muita cousa” (Vasconcelos, 1920: p.236). Vasconcelos, (1920: p.196) refere ainda a recolha de uma xorna de bronze e uma ponta de seta em bronze, de Moledo e Moita dos Ferreiros, respectivamente. Na periferia do Planalto deu-se a Batalha da Roliça a 17 de Agosto de 1808, aquando das invasões napoleónicas com o confronto das forças francesas contra britânicas e portuguesas lideradas por Sir Arthur Wellesley. De património construído destaca-se a Capela de São Domingos, no Reguengo Grande, do século. XVI. A arquitectura das casas tradicionais é de estilo rural, baixas, usando como principal material a pedra calcária que é abundante.




É muito grande a diversidade de organismos que povoaram a Terra nestes últimos milhares de milhões de anos. No entanto, a grande maioria desapareceu sem deixar qualquer vestígio da sua existência, particularmente aqueles sem partes duras (esqueletos). Deste modo, os fósseis que se encontram mais facilmente, quer pela sua abundância, quer pela sua dimensão, correspondem geralmente a animais com esqueleto, sem vértebras e visíveis a olho nu - os macroinvertebrados.

Os Moluscos são um grupo de invertebrados de uma diversidade extraordinária, incluindo poliplacóforos (quítones), gastrópodes (lesmas e caracóis), bivalves e cefalópodes (lulas, polvos, nautilos e fósseis de amonites e belemnites). Quase todos possuem uma concha calcária de carbonato de cálcio (com excepção de alguns gastrópodes - as lesmas - e alguns cefalópodes - os polvos). O corpo (partes moles) raramente se conserva no processo de fossilização, sendo as conchas o material que geralmente se utiliza na sua classificação. São marinhos na sua maioria, exceptuando alguns bivalves raros e gastrópodes de água doce, assim como alguns gastrópodes terrestres - os pulmonados (caracóis vulgares).

Os gastrópodes constituem a classe de moluscos mais vasta ocupando nichos ecológicos diversos, como marinho, de água doce e terrestre. Têm cabeça com olhos, boca e outros órgãos sensoriais, são rastejantes e, geralmente, possuem uma concha calcária simples enrolada em espiral, onde estão as vísceras. Alguns grupos perderam a concha no decorrer do processo evolutivo (as lesmas). Existem desde a base do Câmbrico sendo particularmente abundantes na actualidade. Abaixo estão alguns exemplos de gastrópodes:


TURRITELLA

Concha média a grande (até 15 cm), turriculada, medianamente espessa, com espira muito elevada, aguda, holostomada. Voltas muito numerosas, aplanadas a convexas, ornamentadas com cordões espirais e com sutura pouco profunda. Última volta baixa, cilíndrica a ovóide. Abertura pequena, subcircular. Labro simples, fino.

Paleoecologia: Organismos endobentónicos superficias, filtradores. Ambientes marinhos bentónicos, pouco profundos (infralitoral), de substrato móvel. Salinidade normal e temperatura variável.

Distribuição estratigráfica: Cretácico à actualidade.


AMPULLINA

Concha média a grande (até 20 cm), globosa a ovóide, medianamente espessa, com espira mediana a baixa, holostomada. Voltas levemente convexas, lisas, com sutura pouco profunda. Última volta muito grande, ovóide, correspondendo à quase totalidade da concha. Abertura grande, piriforme a oval alongada. Labro simples, medianamente espesso.

Paleoecologia: Organismos epibentónicos a endobentónicos cavícolas superficiais. Ambientes marinhos bentónicos, pouco profundos (infralitoral) de salinidade normal a ambientes aquáticos de transição com salinidade reduzida. Substrato móvel. Temperatura variável.

Distribuição estratigráfica: Jurássico ao Miocénico.


NERINEA

Concha média a grande (até 20 cm), turriculada, medianamente espessa, com espira muito elevada, sifonostomada. Voltas muito numerosas, côncavas, lisas a pouco ornamentadas, com um alinhamento espiral – supra-sutural – de pequenos tubérculos, e com sutura superficial. Voltas, internamente, apresentando numerosas pregas espirais columelares, parietais e labrais. Última volta baixa, cilíndrica. Abertura pequena, subcircular. Labro simples, fino. Canal sifonal curto.

Paleoecologia: Organismos epibentónicos vágeis. Ambientes marinhos bentónicos, muito pouco profundos, de laguna marinha carbonatada (“back-reef and lagoon environments”), substrato móvel, em vasa carbonatada, de temperaturas tropicais e de salinidade normal.

Distribuição estratigráfica: Jurássico médio (Baj) a Cretácico (Mas).


STROMBUS

Concha média a grande (até 30 cm de altura), bicónica, espessa, com espira mediana a baixa. Voltas levemente côncavas, com sutura superficial. Última volta muito grande, cónica. Abertura estreita e alongada. Labro espessado, alargado, expandido, sobretudo adapicalmente (nos indivíduos adultos). Ornamentação constituída por fortes costilhas espirais - patentes na última volta - e por um alinhamento espiral (suprasutural) de grandes tubérculos, elevados afilados.

Paleoecologia: Organismos epibentónicos vágeis, herbívoros a detritívoros. Ambientes marinhos bentónicos, pouco profundos (infralitoral), de substrato móvel, arenoso a pelítico, tropicais e de salinidade normal.

Distribuição estratigráfica: Eocénico à actualidade.




Para logares esta Earthcache deverás dirigir-te ao GZ e responder às seguintes perguntas:

1. Estando virando para Norte a parede rochosa á tua direita apresenta fosseis de gastrópodes. Estima a quantidade de gastrópodes presentes e escolhe a opção correcta:

a) 5 - 25

b) 25 - 50

c) >50



2. Qual o diâmetro médio dos gastrópodes?

a) <5cm

b) 5 - 10cm

c) >10cm



3. Com o auxilio da informação contida na listing identifica os gastrópodes presentes no local.



4. Descreve o meio ambiente em que estes gastrópodes habitaram.



5. Na zona do GZ existe uma camada rochosa de cor diferente das restantes.

5.1 De que cor é a camada?

a) Castanho avermelhado

b) Amarelada

c) Cinzento Esverdeado

5.2 Qual a espessura da camada?

a) 10 - 20cm

b) 30 - 40cm

c) 50 - 60cm








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