"Com a carroça cheia e as alimárias carregadas de fruto de seu pesado trabalho e do resultado de muito suor, o colono se dirige à casa comercial, mas as bugigangas estrangeiras, que recebe em troca, para levar para casa, ele facilmente pode colocar debaixo do braço...
Por isto a queixa, que hoje se ouve com frequência:
'Pelas nossas coisas nada recebemos, porém pelo que compramos devemos pagar o valor duplo e triplo!!'
Assim, estareis de acordo comigo, se eu vos digo:
'A dependência econômica na qual atualmente nos encontramos em relação a outros países, é na verdade uma nova escravatura, que está ameaçando nosso país!!’
Como foi um ponto de honra abolir a antiga escravatura, assim agora para o verdadeiro brasileiro constitui uma questão de brio afastar com mão firme esta nova escravatura do nosso querido Brasil.
Devemos produzir mais, para exportar mais e importar menos, senão nos endividaremos sempre mais.
Prefiram os produtos nacionais aos estrangeiros.
Se uma grande pedra se atravessa no caminho e 20 pessoas querem passar, não o conseguirão, se um por um a procuram remover individualmente. Mas se as 20 pessoas se unem e fazem força ao mesmo tempo sob a orientação de um deles, conseguirão solidariamente afastar a pedra e abrir o caminho para todos.”
(Conferência da fundação da Associação dos agricultores de Feliz, Fevereiro/1990)