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Fonte da Galiana

A cache by afelizardo Send Message to Owner Message this owner
Hidden : 04/08/2017
Difficulty:
1.5 out of 5
Terrain:
2 out of 5

Size: Size: other (other)

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Geocache Description:


 

 

 

 

Lenda da Fonte da Galiana
Praia do Ribatejo

 

     

 

Lenda da Fonte da Galiana
                 Praia do Ribatejo
                        

Indiferente ao mundo que a rodeia, tão simples como airosa, ali está quase a meia encosta, espreitando o Rio e, a b...onita Vila de Praia do Ribatejo. De velhinha, já se ignora a sua identidade, mas já os Frades do Convento do Loreto, por ali passavam a fim de se saciarem. Decerto que não existe viva alma a muitas léguas ao redor, que não conheça ou não tenha ouvido falar na Fonte da Galiana. A sua história, a história do povo simples que ali acorreu em dias de canícula, ou o outro, que se identificou com a Fonte, porque ao ver reflectir na água a sua imagem, ali viu um pedaço da sua vida. É esse povo, que bem merece um Retrato de Corpo Inteiro, para que os vindouros, não venham a esquecer da sua importância.
Pensa-se todavia, que a fonte marca a fixação de um povo, e a libertação do homem do Tejo, que ali veio a encontrar o precioso líquido, de que tanto carecia. Romântica e nostálgica, sentiu trepidar do primeiro comboio, que com o fumo negro do carvão deixava no ar a tão propalada cantiga: “Pouca Terra, Pouca Terra”.
Mas, vale a pena olhá-la com devaneio, lembrar o seu passado, e recordar a moira que em noites luarentas, também a visitavam. Moira, que no seu olhar piedoso, olhava o Tejo com toda a sua placitude. São estas coisas simples e tão belas que mesmo abandonadas, vão detendo o passado dos nossos avoengos.
Histórias que ouvimos contar nos longos serões de Inverno, e dos quais, passados tantos anos, ainda não se perdeu a sua imagem. Mas segundo a lenda, teria sido o Rio Tejo, que lhe serviu de padrinho e a levou à Pia Baptismal.
Era ali, naquele lago de prata, onde a sombra dos salgueirais se espreguiçava nas areias, que corriam as águas do soberbo Tejo. Quase como entoando uma canção, corriam docemente ao encontro do Castelo de Almourol, esperando pelo abraço fraternal, de alguma sentinela mais afoita. As embarcações, munidas das artes da pesca, estendiam-se ao longo do areal, e era belo o cenário, quando as varinas corriam ao rio, para captura de belos sáveis, que já no tempo, era o peixe de eleição.
Os almocreves, já esperavam na praia, porque da fertilidade também dependia o seu ganha-pão.
Refere a lenda, que um bonito e aperfeiçoada barco, muito ao jeito de um fogoso Galeão, tinha o seu ancoradouro, abaixo da citada fonte.
Pela pequenez, respeitando o modelo e toda a estrutura do velame, valeu-lhe a criatividade dos pescadores, que lhes chamaram Galiana, por ser mais pequeno e mais airoso do que o célebre Galião dos mares. E a fonte, que olhando o cenário, sorria para os Homens da Campanha, não mais perdeu o nome de Fonte da Galiana.
           Zé Barquinhense
           (NA n º259, outubro 2002)

 

 

 

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