Em documentos da Ordem de Malta de finais do séc. XVI, aparecem referências a "altas videiras em salgueiros e amieiros", o que indicia a presença de "caluas" em Oleiros, numa altura muito anterior ao ataque de filoxera no nosso país. Já no séc. XIX, a Lista de Castas de Videiras Portuguesas identificadas pelos serviços ampelográficos e enológicos governamentais identifica esta casta e atribui-a a este concelho.
O vinho foi perdurando no tempo e atualmente a sua produção está confinada a alguns (poucos) produtores tradicionais, a maioria com uma certa idade e que utilizam técnicas de vinificação muito variadas. Hoje não podemos falar de Callum mas sim de vários Calluns.
Este secular hábito de consumo entre as gentes de Oleiros foi resistindo e segundo os especialistas, a degustação do vinho "é uma emoção" que nos remete para uma viagem no tempo, até à época medieval, numa altura em que os vinhos, ao contrário de hoje, não levavam qualquer tipo de tratamento, pelo que na sua versão original se pode considerar um vinho biológico.
Genuíno de Oleiros, o Callum é um vinho branco proveniente de uma casta com o mesmo nome, o qual deriva provavelmente de "pele dura, crosta" em latim e que devido à sua elevada tolerância à humidade, habita junto das linhas de água, facto pelo qual resistiu durante muitos anos a pragas e doenças.
A CACHE:
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Espero que gostem do local, que disfrutem do espaço, da natureza envolvente, que se divirtam e que, se possível deixem os vossos registos e comentários.
Boas cachadas.