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Os Três Pastorinhos
Os Pastorinhos de Fátima, também conhecidos como Os Três Pastorinhos, foram três crianças portuguesas que afirmaram ter testemunhado as aparições de Fátima ocorridas entre 1916 e 1917 em Fátima.
Os três pastorinhos eram Lúcia dos Santos, na época com dez anos, e os seus primos maternos Francisco Marto, com nove anos, e Jacinta Marto, com sete anos e ambos irmãos. As crianças nasceram e residiam na aldeia de Aljustrel.
A historia das aparições de Fátima deu a volta ao mundo, estava-se em 1917 e Portugal enfrentava o totalitarismo, após a revolução de 1910, de que resultara a rutura entre a Igreja e o Estado.
A lenda dos Três Pastorinhos
Diz a lenda que três pastorinhos avistaram uma senhora muito linda que voltaria para trazer consigo novas esperanças.
Numa modesta freguesia com dois mil e quinhentos habitantes pela Serra de Aires, á uma cidade mundialmente conhecida hoje, Fátima, elevada a vila em 1977.
Em 1917, a Cova da Iria era um local deserto, com algumas árvores e um pequeno terreno cultivável, que pertencia aos pais de Lúcia, para onde os jovens levavam os rebanhos.
Em 1915, enquanto guardavam os rebanhos Lúcia, então com 9 anos, e seus dois primos, Francisco, de 7 e Jacinta com 5 anos, pensou ter visto uma nuvem translúcida em forma dum corpo humano. A “nuvem” moveu-se pelo céu claro e finalmente pousou sobre um bosque de pinheiros.
Um ano mais tarde, no Verão de 1916, as crianças estavam em Couza Velha, quando foram surpreendidas por uma tempestade de Verão. Assim que a tempestade terminou, a nuvem que Lúcia havia avistado no ano anterior tornou a aparecer com a forma de um jovem que se apresentou como o Anjo da Paz.
A primeira aparição de Nossa Senhora aos três pastorinhos
No ano seguinte, a 13 de maio, de novo com os rebanhos na Cova de Iria, um relâmpago anunciou um globo brilhante, que pousou sobre uma azinheira diante deles. Ao centro da luz divisaram uma belíssima Senhora, as mãos postas sobre o peito, que após interrogada pelos pequenos, lhes indicou para rezarem o terço todos os dias para acabarem com a guerra.
Embora os três pastorinhos tenham concordado em nada revelar das aparições, Jacinta não pode guardar segredo à sua mãe, que a princípio permaneceu céptica, ao contrário do pai. Nem Maria nem ninguém na família de Lúcia acreditou na história. Particularmente, a mãe de Lúcia, foi muito dura com ela, supondo que ela mentia.
Na aparição de 13 de julho, Nossa Senhora prometeu realizar um milagre em outubro, de forma a fazer com que todos acreditassem nos jovens, e revelou três segredos, que deveriam ser guardados. A notícia das aparições começou a focalizar uma atenção indesejável do ponto de vista das autoridades, e em agosto as crianças foram presas, interrogadas e ameaçadas de execução e torturas. Em vão tentaram arrancar-lhes uma retratação quanto ao que tinham visto ou em relação aos segredos.
As aparições perante um público cada vez mais numeroso, ocorreram a 13 de junho, 13 de julho, 13 de agosto, 19 de agosto, 13 de setembro e 13 de outubro de 1917, a última, perante 60 mil pessoas que ali se encontrava desde a noite anterior.
A última aparição da Virgem Maria
Na sua última aparição a Virgem identificou-se como a Senhora do Rosário e exigiu a construção de uma capela no local. Chovia há algumas horas. A chuva cessou, as nuvens espalharam-se e o sol apareceu aos olhos da multidão.
Este tomou a forma e a cor de um disco prateado que não feria a vista. Começou a girar vertiginosamente em torno de si mesmo, como uma roda de fogo, expedindo raios que tingiam de cores brilhantes a paisagem. Depois pareceu parar no firmamento e precipitar-se na terra; três vezes desceu até a linha do horizonte, ameaçando cair sobre a terra. Muitos gritavam em pavor. O prodígio durou 10 minutos e foi observado a uma distância de 40 km.
Francisco apenas via Nossa Senhora, mas não a ouvia. Jacinta via e ouvia. Lúcia via, ouvia e falava com Nossa Senhora. Francisco faleceu aquando do surto de gripe, a 4 de abril de 1919 e Jacinta devido a uma pneumonia, menos de três anos após as aparições, a 20 de fevereiro de 1920. Os seus corpos encontram-se sepultados na Basílica de Fátima.
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