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A primeira referência conhecida à Quinta do Afonso Soeiro de Albergaria, cuja localização se desconhece, remonta ao século XVI(1569), presumindo-se que a origem topónimo Afonsoeiro, seja do nome do proprietário da referida Quinta.
Como testemunho do seu passado rural pode observar-se na área da freguesia um moinho de vento e um moinho de maré. Com a instalação, em Aldeia Galega, nos finais do século passado, das primeiras indústrias corticeiras e, posteriormente, em 1908, com o aparecimento do caminho-de-ferro que ligava a então vila de Aldeia Galega ao Pinhal Novo, começou o lugar de Afonsoeiro a desenvolver-se, instalando-se ali diversas fábricas, das quais se destacava, pelas suas dimensões, a Mundet que ali se fixou nos anos vinte.
Este surto de crescimento foi acompanhado pela construção das primeiras casas nesta zona, destinadas a habitação dos operários, usualmente clandestinas. Com o passar dos anos aquilo que começou por ser um simples bairro periférico, tornou-se num dos pólos de desenvolvimento industrial do município.
Desde a construção da segunda grande ponte sobre o Rio Tejo – a ponte Vasco da Gama – por ocasião da Expo 98, a região da Grande Lisboa a Sul do Tejo viu a sua população crescer de forma notória. A proximidade com a nova ponte bem como as excelentes infra-estruturas em termos de acessibilidades rodoviárias tornaram o Montijo e as localidades envolventes em zonas "quase" obrigatórias de passagem quer em termos regionais, quer mesmo em termos nacionais. Dotado de um extraordinário potencial, o Montijo é hoje um dos maiores aglomerados populacionais a sul do Tejo.
Esta freguesia é constituída por cinco bairros: Afonsoeiro, Bela Vista, Alto das Vinhas Grandes, 1º de Maio e Charqueirão, com uma área total de 4,15 Km2.
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