GEOALQUEVA | DIA 1 ... GEOCACHING NO GRANDE LAGO!
A Barragem de Alqueva, com uma albufeira com 250 km² e mais de 1100 kms de margens, é o maior lago artificial da Europa. Abrange 5 concelhos do Alentejo: Portel, Moura, Reguengos de Monsaraz, Mourão e Alandroal, e ainda os municípios raianos de Olivença, Cheles, Alconchel e Villanueva del Fresno.
São muitos, por isso, os cantos e recantos escondidos nas margens, ilhas e profundezas do Grande Lago. Uma riqueza incomparável em constante transfiguração ao sabor das chuvas e dos calores de cada dia. Um tesouro escondido que aguarda calma e serenamente a descoberta pelos mais audazes aventureiros da modernidade: Os Geocachers.
Este é o desafio que propomos:
- Dar e manter à descoberta todas e cada uma das pedras preciosas escondidas pelo Maior Lago Artificial da Europa.
- Unir os esforços dos amantes das pérolas do Alqueva, para o desenvolvimento e a divulgação da prática do Geocaching nas terras e águas do Grande Lago.
ALQUEVA : A HISTÓRIA
Após vários anos de avanços e recuos as obras arrancaram em 1998 e ficaram concluídas em Janeiro de 2002. No dia 8 de Fevereiro do mesmo ano fecharam-se as comportas e iniciou-se o enchimento da albufeira do Alqueva.
Com a construção da barragem a antiga aldeia da Luz ficaria submersa. Assim, após vários estudos e consulta popular optou-se pela construção de uma nova aldeia onde foram realojados os habitantes da antiga aldeia. Foi também construído o museu da Luz com vista a preservar o património da antiga Luz e da região.
A Barragem de Alqueva é hoje a maior reserva de água do país. A capacidade de produção elétrica começou por ser de 260MW, o suficiente para fornecer o distrito de Beja, tendo a potência sido duplicada em 2012 para 520MW.
A albufeira de Alqueva veio ainda criar novas possibilidades de desenvolvimento turístico, que junta agora o Grande Lago a uma região que já conta com uma longa história, patente no seu rico património arquitetónico, arqueológico e cultural.

PORQUÊ COMEÇAR AQUI ?
Já dizia o poeta popular João Chilrito Farias nas suas quadras:
"Sou da aldeia da Luz
A que vai ser alagada
Calhou-nos esta cruz
Mas uma cruz tão pesada."
Os habitantes da Aldeia da Luz desde sempre se lembram de ouvir falar na barragem e na submersão da sua aldeia.
A velha aldeia da Luz localizava-se a cerca de 2 km para oeste da actual. No final do século XX, a Luz era uma aldeia pouco povoada (394 habitantes em 1991 e 373 em 2001) e com características rurais. De facto, a ruralidade era marcada pela predominância da prática agrícola por um lado, mas também, por certo, e dado o envelhecimento da população, de uma dependência de reformas e pensões.
A arquitecta Maria João George foi incumbida de coordenar os trabalhos de relocalização da aldeia da Luz.
A nova aldeia para os habitantes é um objecto extravagante que foi desenhado sem ter havido um prévio e aprofundado conhecimento das necessidades e habitus da população residente.
Ao longo dos anos observados, a freguesia da Luz tem vindo a registar uma diminuição de população. De 1960 a 2011, perdeu cerca de 58,67% da população residente, uma diminuição de 413 habitantes.

Por tudo isto queremos começar aqui: O local por ventura mais emblemático deste lago. A “Nova” Aldeia da Luz, (re)construída no sacrifício das riquezas do Alqueva.
O EVENTO
10H00 - Encontro
10H15 - Visita ao Museu da Luz (Visita guiada - Museu + Igreja de N. Senhora da Luz + Monte dos Pássaros) **
11H30 - Geo-Exploração pela Região
13H00 – Almoço de Confraternização (em restaurante de defenir)
** A visita é voluntária (naturalmente) e tem um custo de 2.5€/Pessoa
GeoAlqueva - Um Tesouro de Sorrisos