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ROTA DOS TÚNEIS - CÁPSULA DO TEMPO Traditional Cache

Hidden : 9/2/2018
Difficulty:
1.5 out of 5
Terrain:
1.5 out of 5

Size: Size:   small (small)

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Geocache Description:


ROTA DOS TÚNEIS - CÁPSULA DO TEMPO

PT -

Só possui Logbook. devem levar material de escrita.

Desfrutem do local, da sua calma, da sua beleza.

1 abraço

Clube das Sandes

 

ENG -

You only have Logbook. Must carry writing materials.

Enjoy the place, its calm, its beauty.

1 hug

 Clube das Sandes

Muito mais que uma Aventura, foi a Aventura que todos queriam fazer!

Os Aventureiros

GeoDiasPT, Jo4ninh4, Helder_SSA, evieira, Os Malheiros, Kalaxa, FeeDHunter_PT, AlexFonseca7, JARC68, Sharq21, afelizardo, RodFranco, javs&family, MMSJAVS, GeadaPrieto, GoldRiver, ELPS82, sammendes, Cisco73, Team_TAB, N3fertiti, Darkhypnox, Faleieu2, CrisRod, Pocoyo&TuchaT, TiagoMatos7, Robindosbosques, Os Covinhas, Tazadormir, Georibatejo, Gpereira_9, Silvana, AT1964, AD_Krusty, ALBUK, Weed Hunter, Rafael Lemos, Marcio Lemos, CACasteloesPNF, RuiASP e Clube das Sandes.

 

01.09.2018

ROTA DOS TUNEIS - CAPITULO 1 - MEMÓRIAS

Vou falar-lhes dum Reino Maravilhoso. Embora muitas pessoas digam que não, sempre houve e haverá reinos maravilhosos neste mundo. O que é preciso, para os ver, é que os olhos não percam a virgindade original diante da realidade, e o coração, depois, não hesite. Ora, o que pretendo mostrar, meu e de todos os que queiram merecê-lo, não só existe, como é dos mais belos que se possam imaginar. Começa logo porque fica no cimo de Portugal, como os ninhos ficam no cimo das árvores para que a distância os torne mais impossíveis e apetecidos. E quem namora ninhos cá de baixo, se realmente é rapaz e não tem medo das alturas, depois de trepar e atingir a crista do sonho, contempla a própria bem-aventurança.

                                                                    (Um reino Maravilhoso – Fernando Pessoa)

 

O presente LOG, será acompanhado de fotos minhas e de todos. Será uma homenagem e agradecimento a todos os que por aqui viajaram e a todos os que por aqui caminharam.

Muito mais que uma caminhada por locais belos, locais medonhos, locais deslumbrantes, é um percorrer de memórias…é disso que falarei no meu LOG.

Memórias de um passado.

Era uma das cinco ligações ferroviárias a Espanha.

- ELVAS;

- MARVÂO (desativada);

- VILA FORMOSO;

- BARCA D ALVA (desativada);

- VALENÇA.

Era a ROTA da Saudade e a ROTA da tristeza.

SAUDADE, quando os comboios percorriam o sentido LA FREGENEDA – BARCA D ALVA.

TRISTEZA, quando os comboios percorriam o sentido BARCA D ALVA – LA FREGENEDA.

A ligação a Espanha por Barca d'Alva foi considerada de interesse económico fundamental em finais do século XIX, tendo a sua construção (inclusivamente do lado espanhol) sido financiada por um sindicato bancário portuense. Uma sucessão de 20 túneis e 13 pontes e pontões, levava o comboio até La Fregeneda (a 17 Kms) de Barca d'Alva, donde seguia para Salamanca. Em 1988 interrompeu-se a circulação entre Pocinho e Barca d'Alva na sequência da decisão espanhola (1985) de abandonar esta ligação fronteiriça.

Saímos do Porto pelas 4 da manhã.

Carlos Malheiro (Os Malheiros), Sérgio e Diogo Covas (Os Covinhas) e Eduardo Vieira (evieira) e Eu próprio (Clube das Sandes).

Foi uma viagem de Costa a Costa. Do Litoral Atlântico, ao Interior mais profundo da fronteira Espanhola, em Barca D Alva.

Foram 600 Km, ida e volta.

Percorremos grande parte do Reino Maravilhoso de Planalto Transmontano. Percorremos a noite desse planalto.

Eram 7 horas. Entramos no distrito da Guarda.

Chegamos.

ROTA DOS TUNEIS - CAPITULO 2 – A ROTA DA TRISTEZA

BARCA D ALVA – 7.30 HORAS – Km 0.

 

"Acordei envolto num largo e doce silêncio. Era uma estação sossegada, muito varrida, com rosinhas brancas trepando as paredes - e outras rosas em moitas, num jardim,onde um tanquezinho abafado de limos dormia sob duas mimosas em flor que rescendiam. [...] Sobre o telhado secavam abóboras. Por cima rebrilhava o profundo, rico e macio azul de que os meus olhos andavam aguados.

Sacudi violentamente Jacinto:

- Acorda, homem, que estás na tua terra!

Ele desembrolhou os pés do meu paletó, cofiou o bigode, e veio sem presa, à vidraça que eu abrira, conhecer a sua terra.

- Então é Portugal, hem!... Cheira bem.

Entrada em Portugal do Sud Express por Barca d'Alva em A Cidade e as Serras de Eça de Queirós”

Era a ROTA da Saudade e a ROTA da tristeza.

SAUDADE, quando os comboios percorriam o sentido LA FREGENEDA – BARCA D ALVA.

TRISTEZA, quando os comboios percorriam o sentido BARCA D ALVA – LA FREGENEDA.

Percorremos a da TRISTEZA.

Reunimos no CEPA TORTA.

Foi bom revisitar algumas caras conhecidas. Foi bom revisitar alguns LOGS conhecidos, mas que dos quais não se conheciam as caras.

Eramos cerca de 50 caminhantes e acompanhantes

Depois das cenas da praxe (cumprimentos, reunião sobre os procedimentos e da foto), partimos às 7.30 em ponto.

O grupo era extenso, com ritmos e objetivos diferentes. Uns mais resultadistas, outros mais contemplativos.

GeoDiasPT, Jo4ninh4, Helder_SSA, evieira, Os Malheiros, Kalaxa, FeeDHunter_PT, AlexFonseca7, JARC68, Sharq21, afelizardo, RodFranco, javs&family, MMSJAVS, GeadaPrieto, GoldRiver, ELPS82, sammendes, Cisco73, Team_TAB, N3fertiti, Darkhypnox, Faleieu2, CrisRod, Pocoyo&TuchaT, TiagoMatos7, Robindosbosques, Os Covinhas, Tazadormir, Georibatejo, Gpereira_9, Silvana, AT1964, AD_Krusty, ALBUK, Weed Hunter, Rafael Lemos, Marcio Lemos, CACasteloesPNF, RuiASP e Clube das Sandes.

Passamos a grandiosa estação de BARCA D ALVA.

Triste cenário.

Outrora um enorme entreposto comercial e fronteiriço, hoje um velho edificio, fechado e em degradação visível. Igualmente se avista um cenário desolador do antigo armazém das bagagens e na zona das linhas ferroviárias.

Paramos mais à frente, na zona da rotativa. Este equipamento destinava-se a virar às locomotivas a vapor e coloca-las viradas para o Porto.

Aqui começava a MULTI (GC1C1W9), do CCortez.

Seguimos.

PONTE 08 - PONTE INTERNACIONAL (P08)

Sobre o Rio Águeda. Em estado razoável.

Local da CACHE GC3XCXG, colocada na zona inferior da ponte. Saiu a “rifa” ao Malheiro, para a descida.

TUNEL 20 (T20)

Entramos em Espanha. Entramos no Túnel 20. Começamos a aventura.

Tem cerca de 100 metros. Uma vagoneta ferroviária espanhola, estava parada dentro do túnel, marcas das obras em curso e que agora estão paradas, devido à nidificação do Morcegos nos Tuneis 3 e 1.

TUNEL 19 (T19)

A 250 metros fica o túnel 19. Com um comprimento de 20 metros, em que a estrada passa por cima.

PONTE 07 – LAS ALMAS (P07)

Muito extensa. Cerca de 150/200 metros. Arranjada e segura. Tabuas e vedação metálica novas.

Local da CACHE GC565BM.

ROTA DOS TUNEIS - CAPITULO 3 – CÁPSULA DO TEMPO

01.09.2018

LA FREGENEDA – 8.00 HORAS – Km 05.

 

Eu sei

Que o tempo não para

O tempo é coisa rara

E a gente só repara

Quando ele já passou

                                                       (O Tempo não para Lyrics – MARIZA)

 

GC7X4ZG – ROTA DOS TUNEIS – CAPSULA DO TEMPO.

É este o nome da nova CACHE que deixei algures e para a qual todos contribuíram. Quando estiver ativa informarei, para fazerem o BETA.

De volta à ROTA…

TUNEL 18 (T18)

Depois de 3 Km a caminhar após o 19, chegamos ao 18.

São 40 metros de boa sombra.

TUNEL 17 (T17)

São 300 metros entre o 18 e o 17. É um túnel longo. São cerca de 400 metros.

Passamos aqui pelas 9.30 manhã e o sol começava a dar sinal de si.

PONTE 06 – LOS MISCOS (P06)

Começa logo a seguir ao T17. Tem 100 metros de comprimento e 30 de altura.

TUNEL 16 (T16)

1.500 metros é a distância entre o T17 e a P06. Não existe caminho lateral, pelo que tivemos de caminhar sobre as travessas da Linha. É uma parte dura.

Tem cerca de 400 metros.

PONTE 05 – LOS POYOS (P05)

Após termos ultrapassado dois pequenos pontões, chegamos à P05.

Local da CACHE GC565BT. Uma T4,5. Foi necessário descer ao fundo pilar e subir a escada lateral, onde um pequeno Container aguardava.

É longa, alta e demorou.

TUNEL 15 (T15)

Pequeno. 20 metros.

TUNEL 14 (T14)

Entre o T15 e o T14, são cerca de 400 metros. Passamos por uma velha passagem de nível, em que a estrada dá ou dava acesso a terrenos junto ao Rio Águeda.

Médio, com 300 metros.

TUNEL 13 (T13)

É uma zona bastante complicada de ultrapassar. O trilho lateral quase não existe e a única solução é caminhar sobre as travessas da Linha. Os pés não gostam.

Cerca de 150 metros de comprimentos.

PONTE 04 – ARROYO DEL LUGAR (P04)

300 metros à frente, chegamos à P04.

200 metros de comprimento, alta e imponente. Toda a paisagem é grandiosa. Existe um sentimento longinco de tudo…

TUNEL 12 (T12)

Logo após a P04, chegamos ao T12. Tem 300 metros.

É longo, escuro e fresco. Sabe bem. O Calor a esta hora já começa a incomodar.

São 10 horas.

TUNEL 11 (T11)

É curto. São 50 metros. Entre o T12 e o T11, a distância é de cerca de 500 metros

TUNEL 10 (T10)

A continuação da ROTA para o interior, torna a caminhada mais desconfortável, devido ao calor que começa a apertar, aos quilómetros já percorridos. São zonas muitos áridas, muito secas e muito pouco ventosas.

Passamos por mais um pequeno pontão arranjado, antes de entramos no T10, com cerca de 50 metros.

Nesta etapa, fizemos as CACHES GC3D4FW, GC565C3 e GC4DEVQ.

Continua em ROTA DOS TUNEIS – CAPITULO 4 – BATMAN CAVE

 

ROTA DOS TUNEIS - CAPITULO 4 – BATMAN CAVE

01.09.2018

 

LA FREGENEDA – 10.30 HORAS – Km 16.

 

Meia noite. Ao meu quarto me recolho.

Meu Deus! E este Morcego! E agora, vede:

Na brutal ardência orgânica da sede

Morde-me a goela ígneo e escaldante molho…

                                                           (O Morcego – Augusto dos Anjos)

 

Passaram cerca de 16 Km após a saída de Barca D Alva.

32 Graus. Ainda suportável.

Boa aposta a água congelada. Ainda fresca.

Regressamos à ROTA.

TUNEL 09 (T09)

Pequeno. 50 metros. Nada mais de relevante.

TUNEL 08 (T08)

Tal como o anterior, é pequeno e com o mesmo comprimento.

TUNEL 07 (T07)

É uma parte dura da ROTA.

São cerca de 1.000 metros completamente ao sol e com piso muito mau. Não existe trilho lateral, pelo que a única alternativa é o caminhar sobre as travessas da Linha.  

Túnel de média dimensão e em curva. 100 metros de comprimento. Dá acesso imediato à ponte seguinte. A mais bela da ROTA.

PONTE 03 – LA CURVA ou POYO VALLIENTE (P03)

Sem dúvida uma obra de arte.

Arranjada, arejada, altaneira e brutal. Um miradouro natural. Uma obra da natureza humana.

Paramos aqui para comer, beber agua, descansar e acima de tudo, reagrupar.

Só por esta, já valia a pena.

TUNEL 06 (T06)

É o túnel de saída da P03.

São 100 metros em curva, pelo que tivemos de recorre mais uma vez à luz frontal.

É um túnel muito interessante, visto ter uma saída a meio para a parte lateral da montanha, o que permite visualizar a brutalidade e genialidade do vale do Rio Águeda.

TUNEL 05 (T05)

Logo depois aparece o T05. Pequeno, 20 metros.

PONTE 02 – POYO RUBIO (P02)

Sem dúvida o mais belo conjunto paisagístico de toda a ROTA. A sequência Ponte/túnel é aqui bastante expressiva e numa cadência interessante.

Feita pelos discípulos de Eiffel, mede 130 metros sobre o vale, que parece querer abraçar.

TUNEL 04 (T04)

O outro lado da P02.

Tem cerca de 100 metros.

PONTE 01 – MORGADOS (P01)

A última grande ponte. 100 metros.

A Linha abandona o vale e ruma para o interior. Entramos no Reino dos Morcegos.

TUNEL 03 (T03)

Para entrar foi necessário um malabarismo. Nem todos entraram. Alguns…

Longo, malcheiroso, húmido, escuro.

As luzes foram apontadas para o chão. Sentimos na cabeça os “habitantes” deste território.

Entramos definitivamente no Reino dos Morcegos. THE BATMANCAVE.

Nesta etapa fizemos: GC6GY2R, GC76YMJ, GC565CX, GC49R1N, GC48TFA e GC4QNNK.

Continua em ROTA DOS TUNEIS – CAPITULO 5 – CAPITULO FINAL

­­­­­ROTA DOS TUNEIS - CAPÍTULO 5 – CAPÍTULO FINAL

LA FREGENEDA – 12.15 HORAS – Km 20.

 

Não foi fácil encontrá-lo porque o comboio passava a altas horas da noite, muito silenciosamente, sem maquinista e por muitos e grandes túneis. Quando finalmente o descobriram, ficaram a saber que era utilizado por traficantes e contrabandistas para transportar mercadorias proibidas como droga.

                                                              (Os cinco e o comboio fantasma – Enid Blyton)

Entramos na reta final da ROTA. Saímos da BATMAN CAVE.

Ao longe, avistávamos as primeiras casas. Abandonadas?

Não se vê viva alma por estas paragens. Compreende-se o porquê. A vida aqui é muito difícil, mesmo muito.

TUNEL 02 (T02)

200 metros a seguir ao T03, passamos o T02. Curto, reto e rápido.

TUNEL 01 (T01)

A linha nesta zona vira para Este e dirige-se à montanha. Passamos uma velha passagem de nível abandonada e um pequeno pontão.

Sentimos na cara, uma aragem fresca vinda do interior do T01.

O nosso último, o primeiro de outros…que farão a ROTA DA SAUDADE.

Todos paramos na entrada e visualizamos ao longe um ponto branco. Era a saída.

Um ponto a 2 Km de distância.

Aqui reagrupamos e tentamos perceber, onde estavam todos. Enquanto o grupo seguiu para a estação de LA FREGENADA, eu fiquei.

Aguardei os últimos. Todos chegam, ninguém fica para trás.

Esperei ainda bastante tempo. Vinham a passar o T03.

Fui ter com eles ao T02 e regressamos todos.

Entramos no T01. Caminhamos durante 15 minutos.

Chegamos a LA FREGENEDA, a estação espanhola.

Tal como a Portuguesa, igualmente se encontra em mau estado.

Ao contrário da Portuguesa, fica longe da povoação que lhe deu o nome.

Chegamos ao final da ROTA.

O restante foi o transporte até ao ponto de origem. Cada um seguiu o seu destino, seguiu a sua ROTA.

Brutal.

Soberbo.

Magnifico.

Inesquecível.

Foi uma enorme aventura. Foi muito mais que uma aventura.

Percorremos as memórias de todos aqueles por viajaram por esta linha ferroviária na Saudade ou na Tristeza.

Percorremos as memórias de todos aqueles que trabalharam na construção desta obra prima, particularmente dos 37 operários que morreram na construção do túnel 01, devido a uma inundação, depois de uma tempestade.

Percorremos a imaginação de todos aqueles que aqui passaram e dos que aqui virão.

Foi uma viagem do passado para o futuro.

A todos os que me deram o privilégio da sua presença no meu EVENTO e da sua companhia nesta caminhada, uma palavra:

OBRIGADO.

Vemo-nos por aí.

 

Aquele abraço do Clube das Sandes

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