D’Artagnan e os 3 Mosqueteiros

D’Artagnan
Charles de Batz-Castelmore, também conhecido por Conde D’Artagnan foi o capitão dos mosqueteiros do Rei Luís XIV. Ele nasceu em 1611 e morreu em 25 de junho de 1673 em batalha, após muitos anos à serviço do Rei da França.
O início da vida de soldado do verdadeiro D’Artagnan não difere muito do personagem no qual foi inspirado. Charles de Batz-Castelmore decidiu ingressar na Companhia dos Mosqueteiros do Rei quando tinha 19 anos de idade.
Antes de sair de sua cidade natal Castelmore, ele tomou uma decisão ousada, deixando evidente que nada e ninguém iria conseguir separá-lo do seu sonho de se tornar um mosqueteiro. Ele decidiu abandonar o sobrenome de seu pai e tomar emprestado o nome da mãe, Françoise de Montesquiou d’Artagnan. Charles de Baltz fez isso porque a Família Montesquiou era mais prestigiada na Corte francesa que a de seu pai.
E segundo os historiadores, tudo indica que essa decisão do jovem D’Artagnan deu certo, pois ao tomarem conhecimento que o rapaz pertencia a uma nobre família, imediatamente foi recrutado na Companhia dos Mosqueteiros do Rei.
Charlez de Baltz ou Conde D’Artagnan, como passou a ser conhecido, graças as suas proezas – foi um ótimo esgrimista.
Mesmo com a dissolução dos mosqueteiros em 1646, Luís XIV, que conhecera D’Artagnan quando o rei ainda era uma criança, passou a utilizar o conde em missões militares importantes, provando assim, a grande confiança que tinha em seu soldado.
D’Artganan casou se em 1659 aos 48 anos de idade e teve duas filhas em 1660 e 1661. Ele separou se da esposa após seis anos de união.
O mosqueteiro morreu em 1673, quando tinha 62 anos, enquanto lutava ao lado do Rei Luís XIV no conflito entre a França e as Provincias Unidas (Holanda) que ficou conhecido como “Guerra da Holanda”.

Athos
Em relação a Athos ou se preferirem Armand de Sillègue d'Athos d'Autevielle, nasceu em 1615. Athos teve uma vida breve e sem grande interesse, tendo morrido aos 28 anos. Ao contrário de D’Artagnan, Athos não obteve grandes conquistas e segundo historiadores franceses teve apenas uma passagem discreta no regimento dos mosqueteiros sob o comando do Conde de Tréville. De acordo com o atestado de óbito da Igreja de São Sulpício, na França, o mosqueteiro morreu durante um duelo. Uma das teses que confirmou esse fato foi a de que o seu corpo foi encontrado num campo conhecido pelos duelistas daquela época, onde eles resolviam suas diferenças. Este fato prova que Athos não era um grande espadachim .

Porthos
Porthos, considerado o mosqueteiro mais forte dos quatro, um verdadeiro maciste capaz de fazer verdadeiros estragos no inimigo, quer esteja usando uma espada ou as mãos, foi inspirado no soldado francês Isaac de Portau. Ele entrou para a guarda francesa em 1640 e segundo os historiadores, Porthos e D’Artagnan prestaram o serviço juntos. Porthos passou a integrar o corpo dos mosqueteiros do rei em 1643, no mesmo ano da morte de Athos, o que prova que os dois não chegaram a servir juntos na guarda de elite do Rei da França.
O pai de Isaac de Portau era secretário do rei, o que fazia dele um personagem importante na França do século XVII. O pai do mosqueteiro ganhava muito dinheiro e por isso era proprietário de vários feudos, conseguindo, assim, tornar-se um nobre. Acredita-se que um dos motivos de Porthos ter sido aceito na famosa Guarda Francesa de M. De Tréville foi o grande prestígio de seu pai. Não há informações se Isaac de Portau foi um bom esgrimista .

Aramis
Henri d’Aramitz, o famoso e conquistador mosqueteiro do rei, era um abade laico de uma família protestante de Béarn, na Gasconha e que por ser sobrinho, por afinidade, de M. de Tréville, comandante da Companhia dos Mosqueteiros, não encontrou nenhuma dificuldade para ingressar na guarda de elite do Rei da França.
Henri d’Aramitz esteve na Companhia dos Mosqueteiros no mesmo período que Porthos, mas não acompanhou D’Artagnan, que nesta época tinha acabado de chegar a París.
O pai de Aramitz se chamava Carlos d’Aramitz e no começo do século XVII foi marechal dos alojamentos da Companhia dos Mosqueteiros; outro fator que favoreceu a entrada de seu filho no grupo. Por sua vez, o avô do mosqueteiro, Pierre d’Aramitz desempenhou um importante papel nas guerras religiosas da França.
Aramis casou e teve dois filhos e duas filhas. Não há nenhuma informação sobre as datas de seu nascimento e morte.
