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Bem-vindos a.... Sao Miguel de Acha

A cache by mamilheiro Send Message to Owner Message this owner
Hidden : 04/18/2019
Difficulty:
1.5 out of 5
Terrain:
1.5 out of 5

Size: Size:   micro (micro)

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Geocache Description:


Bem-Vindos a ... Sao Miguel de Acha

 

S. Miguel de Acha é uma freguesia do concelho de Idanha-a-Nova, distrito de Castelo Branco, diocese de Portalegre, situada a Noroeste da área geográfica do concelho. Dista cerca de 16 quilómetros de Idanha-a-Nova, 28 de Castelo Branco, 20 de Penamacor e 28 do Fundão.

Embora não sejam conhecidos documentos que permitam saber com mais ou menos exactidão a data da fundação de S. Miguel de Acha, existem, no entanto, alguns achados arqueológicos que permitem afirmar que a área geográfica desta freguesia vem sendo habitada desde tempos imemoriais.

Bem perto da povoação foram encontrados machados neolíticos, que o povo acreditava serem centelhas ou pedras de raio, provenientes das faíscas das trovoadas. No sítio da Vigia e no cabeço das Lajes, existem várias sepulturas escavadas na rocha e algumas lagariças, que provam a existência de civilizações ancestrais.

No Ribeiro da Caniça há uma ponte que dizem ser romana e na Serra existe uma calçada que terá sido construída também por aqueles povos.

Nos Barros, hoje extenso olival, há muitos indícios de ter havido ali uma povoação ou uma importante indústria de cerâmica, sendo visíveis restos de mosaicos, telhas e outros materiais da mesma espécie, provavelmente da época romana ou da época de ocupação árabe. É nesta zona, já na área da freguesia de Oledo, que existe uma vila romana, devidamente identificada e catalogada pelos arqueólogos.

Espalhadas pela freguesia existem várias datas inscritas nos portados das habitações que atestam a antiguidade da sua construção. A mais antiga que se conhece tem a data de 1615.

Em 1663, conforme se pode ver num portado que dava acesso ao Reduto ou Praça Murada, hoje em ruínas, S. Miguel de Acha tinha governador próprio de nome Gonçalo Vaz, tinha Câmara, Juiz Ordinário e Vereadores, tendo sido elevada à categoria de vila em 1752 pelo rei D. João V. Foi sede de concelho até à reforma municipal de 1832. Em 1815 ainda era Vila.

Num trabalho de investigação a que tivemos acesso, efectuado por José Joaquim Hormigo, publicado em 1981, sob o título “Visitações da Ordem de Cristo em 1505 e 1537” podemos ver que S. Miguel de Acha tinha já alguma expressão na era de quinhentos. Com a devida vénia, vamos transcrever algumas passagens desse trabalho.

Por essa obra ficamos a saber que S. Miguel de Acha era um “lugar” pertencente à Comenda de Proença-a-Velha e que foi visitada em 3 de Outubro de 1505 por Frei Diogo do Rego e D. João Pereira, incidindo essa “visita” sobre o estado de conservação da igreja, bem como dos equipamentos religiosos a ela afectos.

A Igreja tinha nesse tempo nove varas de comprimento e cinco varas de largura (cerca de 10x5,5 metros), sendo de crer que não tenha nada a ver com a actual. Há quem admita que essa igreja possa ter sido, mais tarde, a capela de Santo António, demolida há cerca de cinquenta anos atrás. A descrição que os visitadores fazem dela, tem muitas semelhanças com a descrição que as pessoas mais idosas de S. Miguel fazem da referida capela, que na altura da demolição funcionava como escola primária.

Outros, porém, acreditam que a actual igreja foi implantada no mesmo local onde estava a primitiva, mas ampliada e reconstruída de base. Para esta hipótese argumentam as diferentes datas inscritas na torre (1701) e na frontaria da Igreja (1759) o que faz pressupor que a torre foi erguida ao lado da antiga igreja e mais tarde construída a actual. Argumentam ainda que a antiga capela de Santo António estaria nesse tempo fora da povoação e que é à volta da actual que se encontram as construções mais antigas.

Pelo interesse histórico que tem, transcrevemos alguns trechos do referido relatório dos templários: “Viram a Igreja Matriz local, dedicada a S. Miguel, de que era capelão Jorge Álvares, clérigo. Notaram que as paredes da capela-mor eram de pedra e barro, interiormente rebocadas, e com forro de madeira plano. Na parede fronteira ao altar estava pintada a imagem de S. Miguel. O altar-mor era de pedra, tinha um degrau de madeira em frente, e nele assentavam as esculturas de Nossa Senhora e de Santo António. No arco cruzeiro que era de pedraria viram um calvário em madeira, cujas imagens eram antigas. O corpo apresentava as paredes de pedra e barro rebocadas por dentro, e pintadas, com imagens na sua maior parte; bem madeirado e coberto de telha vã. Haviam dois altares sendo um dedicado a Santa Maria Madalena, com a sua escultura, e a de S. Bartolomeu, ambas velhas; o outro consagrado a S. Sebastião com a imagem “de vulto ainda boa”.

A parede fronteira, por cima do arco, encontrava-se literalmente pintada a fresco bem como os altares. Ao canto da igreja, estava a habitual pia de baptismo e do outro lado, uma de água benta, de pedra. A porta principal, em pedra, com duas arquivoltas, tinha pela frente um alpendre de duas águas, (era diverso dos outros) coberto de telha, e sobre o portal erguia-se um campanário em pedra, abrigando um sino pequeno mas bom. A porta travessa era também de pedra”.

Prossegue depois com a descrição dos paramentos e alfaias religiosas existentes na Igreja, terminando a “Visitação” com recomendações ao comendador da comenda de Proença, Frei D. Carlos, ausente na visita, para que melhorasse o aspecto da Igreja e das próprias imagens dos Santos.

Em 9 de Outubro de 1537, foi a Igreja de S. Miguel novamente visitada, sendo então comendador Frei D. Pedro de Mascarenhas. Foi visitador Frei António de Lisboa, que relata as obras que, entretanto, foram ou não realizadas e as alfaias mais valiosas ali existentes: “um cálice de prata branca já referenciada na visitação de 1505, uma cruz adquirida pelo Concelho por nove mil réis, e ainda uma custódia de prata branca, também comprada pelo Concelho por sete mil réis”.

A custódia mencionada nesta última visitação julga-se que ainda existe e pode ser apreciada, a pedido, no museu de Arte Sacra de S. Miguel de Acha.

 

Duzentos anos mais tarde, o Padre José Ferreira Esteves, nos interrogatórios de 1758, respondeu sobre S. Miguel de Acha, entre outras questões, o seguinte:

São Miguel de Acha fica na Província da Beira, Bispado da Guarda, Comarca de Castelo Branco.

É vila sobre si, freguesia própria.

É donatário desta vila o Desembargador GONÇALO JOSÉ DA SILVEIRA PRETO da vila do Fundão.

Tem cento e oitenta e nove vizinhos, tem quinhentas e vinte e três pessoas de confissão e comunhão, e de confissão somente cento e treze pessoas.

Está situada em campina, parte dela em vale e parte em dois outeiros e de um que fica ao pé da Igreja se descobrem as Vilas de Castelo Novo, Alpedrinha e o lugar de Vale de Prazeres, distante desta vila três léguas.


Tem termo próprio e sem lugar nem aldeia anexa.

Tem Juiz ordinário e vereadores se fizeram depois que Sua Majestade Fidelíssima foi servido fazê-lo vila, e que haverá seis anos, pois era lugar cível somente com os livramentos dos crimes sujeitos à vila de Proença-a-Velha e tem câmara sem estar sujeita a governo algum de Justiça mais que a do Provedor e Corregedor da mesma Comarca e hoje se acha já com Ouvidor feito por provisão de sua Majestade.

Está no território dela uma fonte que chamam dos sinos que algum tempo serviu e cujas águas têm especial virtude de curar obstruções.

Tem suas muralhas com muito pouca fortaleza, com seu reduto e casas, bem reparado e fixado, que é do mesmo senhorio desta vila da qual foi governador no tempo das Guerras GONÇALO VAZ PRETO.

Há no território desta vila um sítio a que chamam as minas aonde trabalharam muitos anos operários por ordem de Sua Majestade Fidelíssima, das quais saíram quantidades de pedras que diziam os mineiros lançavam ouro, prata, cobre, estanho e chumbo na destilação delas e se conduziam para a Capital, Cidade de Lisboa.”

O Padre Ferreira Esteves dá ainda conta, no mencionado interrogatório, da existência nesta vila de algumas personagens ilustres, nomeadamente “Gonçalo Vaz Preto que foi Juiz Conservador na Universidade de Coimbra com beca de Desembargador e Eusébio Gonçalves Valente, Capitão de Auxiliares do Terço desta Comarca e que foi Governador nas Guerras passadas (guerras da restauração?) das Praças de Segura, Rosmaninhal e Zebreira.” 

 

 

A CAXE

bem a caxe esta mesmo ali, em S. Miguel de Acha. estacione, descanse, beba um copo de agua e se quiser pode merendar.

Additional Hints (Decrypt)

zrfzb nyv... rz Fnb Zvthry qr Npun

Decryption Key

A|B|C|D|E|F|G|H|I|J|K|L|M
-------------------------
N|O|P|Q|R|S|T|U|V|W|X|Y|Z

(letter above equals below, and vice versa)