Começou pela Índia e acabou na Etiópia, onde o foram encontrar rico e carregado de filhos. Chamava-se Pero da Covilhã e é bem o protótipo do aventureiro, uma raça comum no século XVI português.
Pero (ou Pedro) da Covilhã nasceu por volta de 1450 e, tudo leva a crer, na cidade de que colheu o nome. Devia ser de origem modesta, como o mostra o facto de ter como apelido um topónimo, situação comum entre gente comum, em vez do esperado patronímico.
Ainda adolescente, foi para Sevilha, onde, durante seis ou sete anos, serviu em casa do duque de Medina Sidónia. na bela cidade de Guadalquivir, então ainda mais penetrada da memória muçulmana, deve ter aprendido não só os segredos da vida como também alargado o seu património linguístico, passando a dominar o castelhano e o arábico.
regressado a Portugal, entrou ao serviço de D. Afonso V, na situação medíocre de “moço de esporas”. Depressa, porem será promovido a escudeiro, que era então, já grau de nobreza. ao lado de Afonso V, Pero da Covilhã deve ter participado na batalha de Toro, em que começam a cair por terra os sonhos de unificação das coroas portuguesas e castelhana alimentados por aquele monarca.
adaptado de Pero da Covilhã um português das arábias
e de Pêro da Covilhã – o rosto do maior espião português