
SANTA ROSA (RS): O BERÇO NACIONAL DA SOJA
Os registros do cultivo da soja no Rio Grande do Sul datam de 1914 na Colônia Santa Rosa, então 6º Distrito do município de Santo Ângelo. Foi aqui onde tudo começou. Inicialmente, ocorreram pequenas experiências com as novas sementes. Entretanto, havia desconfiança por parte dos colonos. Diziam eles: “Não sabemos o que fazer com essas sementes!” Alguns torravam para usarem como bebida que substituía o café ou para alimentação dos suínos. Outros pensavam em plantar grandes quantidades para exportarem à Europa. Enfim, o novo, sempre traz expectativas.
Em 1921, foi criada, na Vila 14 de Julho, sede da Colônia Santa Rosa, uma Escola Técnica Agronômica (extensão da Escola de Viamão) localizada na vila Agrícola, com o objetivo de fazer experiência com novos cultivares. Nessa época, havia uma grande diversificação de produtos agrícolas aqui na Colônia, tais como: Feijão, milho, batata, mandioca e muitos outros. O plantio da soja na Estação Experimental ocorreu em pequenos canteiros e não deu o resultado desejado. Provavelmente a variedade plantada era do tipo “forrageiro”, que não se adaptou ao clima ou ao solo.

Meus pais e meus irmãos, sou a caçula. Meu pai era professor na Escola Evangélica Luterana Cristo da Linha Sete de Setembro, Santa Rosa, fundada pelo Pastor Albert Lehenbauer. Nossa casa era enorme! Os amigos ajudavam a plantar e colher. Fonte: Anete Rosane Krebs Guimarães
Aqui, no Rio Grande do Sul, muitas localidades reivindicam o início do plantio da soja; muitas pessoas se autodenominam pioneiras: “Foi fulano, foi beltrano, foi meu avô, foi o meu pai...” E assim vai. Porém, o que as fontes escritas nos trazem como corretas é que a soja foi plantada inicialmente em Santa Rosa no ano de 1914, de forma rudimentar, do tipo forrageiro. No entanto, o seu desenvolvimento vai ocorrer a partir de 1923 quando o Pastor norte-americano Albert Lehenbauer, que era missionário na Colônia Santa Rosa, chegou de viagem dos Estados Unidos aonde tinha ido para visitar parentes e lá, ficou impressionado com o poder alimentício daquele grão. Ele trouxe sementes de soja amarela comum e repassou aos colonos as informações sobre a qualidade protéica daqueles grãos. Os colonos começaram a plantar e colher a soja e foram incluindo na ração dos porcos, que começaram a engordar mais rapidamente do que quando eram alimentados só com abóbora, mandioca e restos de cozinha. A soja era fervida e servida aos animais. Inicialmente, o plantio ocorreu no quintal da casa paroquial, e a primeira colheita foi distribuída aos congregados. Coisa pouca, só uma experiência.

Pastor Lehenbauer. Fonte: Museu Municipal
O Pastor Luterano Albert Lehenbauer residia e exercia as suas atividades na Linha 15 de Novembro (Colônia Santa Rosa) e nas colônias Guarany e Erexim, onde a maioria dos colonos era de origem alemã ou teuto-russa. Desenvolveu um fecundo trabalho missionário, iniciando novas congregações e pontos de missões. Ativo e trabalhador, ele mesmo criou várias escolas, dentre elas a Escola Evangélica São João, em 1917, a primeira da Vila 14 de Julho, a pedido de Edmundo Pilz. Assim, não podemos esquecer que, na origem do plantio da soja em nossa região, duas questões foram fundamentais: a solidariedade e a repartição das sementes para que fossem multiplicadas.
Texto por Teresa Christensen
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