
A Grande fome de 1845–1849 na Irlanda (An Gorta Mór) foi um período de fome, doenças e emigração em massa entre 1845 e uma data variável entre 1849 e 1852, em que a população da Irlanda se reduziu entre 20 e 25 por cento. A fome provocou a morte a cerca de um milhão de pessoas e forçou mais de um milhão a emigrar da ilha principalmente para os Estados Unidos e o Canadá. A causa mais próxima da fome foi uma doença provocada pelo oomiceto Phytophthora infestans, que contaminou em larguíssima escala as batatas em toda a Europa durante a década de 1840. Apesar de a Europa inteira ter sido atingida, um terço de toda a população da Irlanda dependia unicamente de batatas para sobreviver, e o problema foi exacerbado por vários fatores ligados à situação política, social e econômica que ainda são matéria de debate na comunidade acadêmica.
A fome foi um choque social na história da Irlanda: os efeitos alteraram para sempre o plano demográfico, político e cultural irlandês. Entrou para a memória popular, sendo desde então um dos pontos mais lembrados pelos movimentos nacionalistas irlandeses. A história da Irlanda geralmente é dividida entre os períodos "pré-fome" e "pós-fome". A grande fome é também recordada como a maior catástrofe demográfica a atingir a Europa entre a Guerra dos Trinta Anos e a Primeira Guerra Mundial, com um excesso de mais de um milhão de mortes na Irlanda em relação ao expectável se não tivesse existido.

A tragédia é recordada em vários memoriais por toda a Irlanda, especialmente nas regiões que sofreram as maiores perdas, e nas cidades de todo o mundo para onde significativas comunidades de irlandeses emigraram. Entre estes memoriais incluem-se o dos Custom House Quays, em Dublin, com esculturas de figuras esquálidas, do artista Rowan Gillespie, figuras essas que estão como que a dirigir-se para os navios no Dublin Quayside. Há também um grande memorial no Murrisk Millennium Peace Park ao pé de Croagh Patrick no condado de Mayo. Entre os memoriais nos Estados Unidos merece destaque o Irish Hunger Memorial em Nova Iorque, cidade onde muitos irlandeses chegaram para fugir à fome.
Passado já mais de um século e meio sobre a grande fome, um aspeto que permaneceu ligado à cultura irlandesa tem sido o empenho de muitos irlandeses, famosos ou não, no combate à fome a nível internacional. Em 1985 o irlandês Bob Geldof, fundador do Live Aid, revelou que o povo da Irlanda contribuiu para a recolha de fundos desta campanha com o maior valor per capita do que o de qualquer outro pais. Diversas ONGs irlandesas desempenham um papel central no combate à fome em África. Em 2000, Bono, cantor da banda U2, fez campanha pela anulação da dívida de países africanos por ocasião do lançamento da iniciativa "Jubilee 2000".

Os meus antepassados (creio que o meu trisavô) nasceu em Limerick e foi uma das pessoas que fugiram para a Escócia em busca de uma vida melhor. Mais tarde veio para Portugal onde se dedicou à agricultura no Alentejo.
A CACHE:
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