Skip to content

<

Tafoní [Geossítio Lavadores]

A cache by J_C Send Message to Owner Message this owner
Hidden : 06/28/2020
Difficulty:
2.5 out of 5
Terrain:
2 out of 5

Size: Size:   other (other)

Join now to view geocache location details. It's free!

Watch

How Geocaching Works

Please note Use of geocaching.com services is subject to the terms and conditions in our disclaimer.

Geocache Description:


Já conheces o Geossítio de Lavadores? Visitar o Geossítio da praia de Lavadores é uma experiência memorável, que permite uma viagem de milhões de anos no tempo, ao longo da história da formação e evolução desta singular paisagem granítica.

Praia de Lavadores um laboratório geologico ao ar livre

A Praia de Lavadores, na freguesia de Canidelo, em Vila Nova de Gaia, é um local riquíssimo, não só pela história das suas gentes dedicadas à pesca e à seca do bacalhau, como pelo património geológico ao ar livre que deve e merece ser visitado.

Observação dos Tafoní

A praia dos Lavadores apresenta aspectos geológicos de muito interesse não só do ponto de vista didáctico como científico. A variedade de rochas existentes e a clareza de algumas formas tornam o local particularmente propício para visitas de estudo para quem se inicia em assuntos da geologia. O principal objectivo desta visita a estas coordenadas será a observação dos diferentes aspectos que caracterizam o afloramento granítico de Lavadores.

Nas coordenadas desta Earthcache: 

  1. Como pensas que este tafoní se formou, tendo em conta ambiente que o rodeia, tipo de rocha, orientação ventos, água da chuva, do mar.. etc?

  2. No local contrário ao ponto de observação existem indicios deste fenómeno?

  3. Qual a altura estimada deste fenómeno?

  4. Uma foto tua, ou do teu GPS, apontar um Tafone do tamanho do teu pé, com teu Nick e GC da geocache será obrigatório para cumprires com sucesso está tarefa. 

Obrigado pela visita!

Para registares “found it” nesta earthcache desloca-te às coordenadas publicadas e responde às seguintes questões, enviando as respostas para o seguinte endereço:jotace.geo@gmail.com

Se acreditas teres concluído com sucesso os objectivos desta EarthCache e já enviaste me enviaste todos os requisitos conforme solicitado, por favor, sinta-se à vontade para a registar como encontrada. Posteriormente iremos verificar os requisitos enviados e, caso seja necessário, contacta-lo no sentido de efectuar as devidas correcções ao seu registo

 
 

 

 

 

 

 

 

Geossítio Lavadores - Rochas Metamórficas 

 

Enquadramento geológico

A zona de Lavadores do ponto de vista geotectónico localiza-se na fronteira entre a Zona Centro Ibérica e a Zona Ossa Morena. A geologia desta zona é dominada pela presença de uma estreita faixa de rochas metamórficas, constituída por gnaisso-migmatitos, anfibolitos e micaxistos, instruídas pelo granito de Lavadores.

Nesta região aflora um maciço granítico com características bem definidas e que se estende pelas regiões do Canidelo, Madalena e Valadares (Alves, 1966). É um afloramento alongado, com orientação NW-SE, com cerca de 25 km de comprimento e 4 km de largura máxima; aparece também em retalhos a norte do rio Douro, perto da foz – Praia da Luz e Castelo do Queijo (Canilho, 1975).

Este afloramento ígneo tem início no Cabedelo, estendendo-se para Sul onde aqui nestas coordendas contacta bruscamente com gnaisses leucocratas na praia das “Pedras Amarelas”.

Descrição geológica

O granito de Lavadores é um granito porfiróide, com matriz de grão médio a grosseiro, biotítico (biotite primária), podendo apresentar alguma moscovite e abundantes megacristais de felspato potássico (Figura 4A e B). Os megacristais apresentam orlas de crescimento tardio relativamente à cristalização da matriz envolvente, muitas vezes evidenciadas por «linhas concêntricas» de concentração de biotite (Figura 4D). Verifica-se que a quantidade de megacristais é muito variável, havendo zonas em que se observa grande concentração destes, em detrimento de outras em que ocorrem de modo mais disperso (Figura 4C). 

Este granito é, ainda, caracterizado pela presença de numerosos encraves mesocratas e melanocratas, em geral microgranulares, por vezes com alguma tendência porfiróide. Estes encraves têm dimensões variáveis, contactos bruscos e formas mais ou menos ovaladas. Em alguns locais do maciço, os encraves ocorrem em concentrações, por vezes alinhadas (corredores de encraves) que parecem representar, no seu conjunto, estruturas magmáticas relacionadas com a instalação e o fluxo do magma (Figura 5A). Estes aspectos poderão ser explicados por cristalização, mais ou menos simultânea, de dois magmas imiscíveis e com diferentes viscosidades, correspondendo um deles a um magma granítico, e o outro, a um magma possivelmente de composição tonalítica (Silva, 2001). Existem também xenólitos, que correspondem a fragmentos das rochas encaixantes. Estes são, em geral, foliados (o encaixante compreende gnaisses, micaxistos e anfibolitos ou xistos anfibólicos) e são mais abundantes nos bordos do maciço granítico (Figura 5B). Verifica-se que alguns dos encraves apresentam megacristais de feldspato potássico, alguns deles desenvolvendo-se sobre o contacto entre o encrave e o granito envolvente (Figura 5C). Noutros casos, observa-se uma feldspatização mais intensa na envolvente do encrave (Figura 5D).

Estrutura do maciço

O maciço granítico apresenta-se com uma coloração amarelada, individualizando-se na paisagem blocos de grandes dimensões (Figura 6A). Em superfícies mais recentes, a rocha apresenta uma coloração rosada devido à presença do feldspato potássico (Figura 6B). À escala do maciço verifica-se que o granito é isotrópico, não evidenciando uma orientação preferencial. Todavia não é homogéneo, uma vez que mostra heterogeneidade na distribuição e abundância dos megacristais e dos encraves. Para além destes aspectos, são também observáveis estruturas típicas de fluxo magmático, caracterizadas pelo alinhamento de bandas escuras essencialmente constituídas por biotite (Figura 6C)

Tafoni 

Cavidades nas rochas provocadas pela acção erosiva da água do mar e do vento, assim como pelo desenvolvimento no local de cristais como a Halite, um mineral de origem sedimentar que contribui para a granulação da rocha. Os tafoní mais pequenos são designados de Favos de Abelha e os maiores de Cavernas. 

Segundo Romaní & Twidale (1998) em zonas mais ou menos verticais ou próximo da vertical podem ocorrer cavidades arredondadas e irregulares, de diversas dimensões a que se dá o nome de Tafone (no plural Tafoní). As formas mais pequenas designam-se por alvéolos ou favos de abelha e as maiores podem chamar-se de cavernas ( Ferreira & Vieira, 2000).

Na praia de Lavadores os favos de abelha ocorrem em diversos locais dispersos pelo afloramento granítico A acção química da água, o crescimento de minerais (principalmente a halite) com uma consequente desagregação granular e a acção do vento parecem ser os agentes de alteração e erosão responsáveis pela génese deste modelado.

A acção abrasiva da água do mar parece ter sido responsável pela formação de uma caverna. No interior desta estrutura é possível observar uma sapa no lado oposto à entrada e uma marmita litoral.

 

 

O que são?

Tafoni, são cavidades rochosas naturais, elipsoidais, em forma de taça. Estas características cavernosas incluem poços minúsculos, cavidades do tamanho de softball, formas de favos de mel aninhados e forma oval. Os Tafonidesenvolvem-se tipicamente em superfícies inclinadas ou verticais, e ocorrem em grupos.

Estas requintadas e fascinantes cavidades estão presentes nas superfícies de muitos tipos diferentes de rochas localizadas num grande número de regiões geográficas de todo o mundo. O seu desenvolvimento e evolução é intrigante e continua a despertar a curiosidade.

As suas características constituem uma classe relativamente profunda, arredondada e alongada de cavidades rochosas naturais entediadas principalmente por processos de intemperismo rochoso e, secundariamente, por processos erosivos. Na literatura geológica, a distinção entre as características destas cavidades é confusa. Estas estruturas incluem: pequenos poços, buracos, nichos, rebaixos, alcovas, alvéolos e favos de mel.

Como se formam?

Os Tafoni são uma classe única de cavidades feitas pelo intemperismo ambiental. Tafoni é um substantivo e adjetivo plural; tafone é o substantivo singular para uma cavidade única. Ocasionalmente, os investigadores desnecessariamente pluralizam Tafoni (ie, tafonis) para nomear multiplos Tafoni.

A origem da palavra Tafoni é desconhecida, mas tem origens mediterrânicas. A palavra pode derivar dos taphos palavra grega que significa túmulo ou sepulcro (Battisti e Alessio, 1957, depois de Twenhaile, 1992, pg. 44). Tafoni pode também resultar de uma palavra corso (francês), taffoni, que significa janelas, ou de tafonare que por sua vez significa perfurar (Wilhelmy, 1964). Na Sicília, Tafoni significa janelas (Goudie, 2003).

Existem vários tipos de tafoni, como por exemplo:

Lateral: formados normalmente em encostas íngremes, pedregulhos, ou afloramentos.

Basal: Tafoni que se formam na base de afloramentos e pedregulhos e na parte inferior das folhas de afloramentos e esfoliação.

'Aninhados': Cavidades que ocorrem dentro de outras, de uma forma fractal - são chamados Tafoni 'aninhados' ou 'subordinados'.

Favos de Mel: Em Livorno, Itália, moradores conhecem os Tafoni favos de mel como sassoscritto, ou pedra escritaTafoni são referidos como nichos que vem da palavra nischen em alemão.

Iconic: Em Hong Kong, termos icónicos têm sido usados para descrever 'Tafoni arruinado' como a cabeça da morte, cabeça de cão, cabeça de águia, cabeça de elefante, leão e mar. É um Tafoni menor do que uma bola de futebol, que por vezes, são designadas como miniatura Tafoni. Em Salt Point State Park ao longo da costa de Sonoma na Califórnia do Norte, os moradores chamam de 'Rochas estranhas'.

Relíquia: Um tafone que já não está ativo é chamado de relíquia, evidenciando uma parede de fundo envolta por líquen ou outros revestimentos biológicos inibindo

São necessários diversos ciclos de humedecimento e secagem ao longo de muito tempo até que estás cavidades comecem a ser visíveis. O tafoni de rochas existentes nas zonas entre marés é normalmente encontrado nos planos horizontais do seu interior. O crescimento deste tipo de tafoni é limitado pela taxa de evaporação e pelo sol. A partir da altura em que as cavidades tomam dimensões suficientemente largas para atrasar o processo de toda a água existente no seu interior, o seu crescimento estaciona uma vez que o sal não pode secar.

A causa da característica padrão do tafoni em áreas supratidal sobre o plano vertical está ainda em debate. Alguns geólogos acreditam que as paredes laterais dos alvéolos podem ser protegidos da meteorização pelo sal por algas microscópicas, enquanto outros acreditam que as variações dos seus ciclos de endurecimento, eólico, exposição solar, humedecimento e secagem mineralógica dentro da pedra podem ser os responsáveis. Provavelmente, uma combinação desses factores produz estas delicadas estruturas.

 

Aqui podes consultar METEOROLOGIA E TABELA DE MARÉS. Diverte-te.

 

Additional Hints (Decrypt)

Ghqb b dhr cerpvfnf fnore, ndhv...
uggcf://jjj.lbhghor.pbz/jngpu?erybnq=9&i=fNnOaqE8w7L

Decryption Key

A|B|C|D|E|F|G|H|I|J|K|L|M
-------------------------
N|O|P|Q|R|S|T|U|V|W|X|Y|Z

(letter above equals below, and vice versa)



Reviewer notes

Use this space to describe your geocache location, container, and how it's hidden to your reviewer. If you've made changes, tell the reviewer what changes you made. The more they know, the easier it is for them to publish your geocache. This note will not be visible to the public when your geocache is published.