História
A Enigma foi patenteada por Arthur Scherbius em 1818 . Os primeiros modelos (Enigma modelo A) foram exibibos nos congressos da União Postal Universal de 1923 e 1924 . Tratava-se de um modelo semelhante a uma máquina de escrever ,
Três outras fersões comerciais lhe sucedem, e a Enigma-D torna-se o modelo mais divulgado após suscitar o interesse da marinha alemã em 1926 . A marinha alemã interessou-se pela Enigma e comprou alguns exemplares, adaptando-as ao seu uso em 1926. Estas primeiras máquinas de uso militar denominavam-se Funkschlüssel11 C.
Em 1928 o exército elaborou a sua própria versão - a Enigma G. A partir desse momento, o seu uso estende-se a toda a organização militar alemã e a uma grande parte da hierarquia nazi44. A marinha chama a Enigma a máquina M.
Durante a Segunda Guerra Mundial , as versões da Enigma são usadas por praticamente todas as comunicações rádio alemãs (e também as de outras potências do Eixo), tal como para as comunicações telegráficas. Mesmo os boledins meteorológicos são codificados com a Enigma. Os espanhóis (durante a guerra civil) e os italianos (durante a Segunda Guerra Mundial11) utilizam uma das versões comerciais da máquina, inalterada, para as suas comunicações militares. Esta imprudência beneficia os Britânicos que fazem a criptoanálise do código mais rapidamente.
O código foi de facto quebrado em 1933 por matemáticos da Polónia (Marian Rejewski, Jerzy Rózycki e Henryk Zygalski) com a ajuda de meios eletromecânicos (bombas) . Um dos sirviços secretos Franceses consegue comprar a Hans Thilo Schmidt, irmão do tenente coronel Rudolf Schmidt que será em maio e junho de 1940 o superior direto do general Rommel , as chaves mensais da máquina Enigma , que foram partilhadas com os Polacos . Versões aperfeiçoadas das “bombas” polacascriadas pelos britânicos em Bletchley Park , sob a liderança do matemático Alan Turing , aceleraram o processo de descodificaçaõ das máquinas Enigma usadas pela marinha alemâ .
Funcionamento
Tal como outras máquinas com rotores, a Máquina Enigma é uma combinação de sistemas mecânicos e elétricos. O mecanismo consiste num teclado, num conjunto de discos rotativos chamados rotores, dispostos em fila; e de um mecanismo de avanço que faz andar alguns rotores uma posição quando uma tecla é pressionada. O mecanismo varia entre diversas versões da máguina, mas o mais comum é o rotor colocado à direita avançar uma posição com cada tecla premida, e ocasionalmente despoletar o movimento rotativo88888 dos restantes rotores, à sua esquerda, à semelhança do mecanismo conta-quilómetros de um automóvel. O movimento contínuo dos rotores provoca diferentes combinações na criptografia.
Cifrar um texto
A parte mecânica funciona de modo a variar um circuito elétrico que efetua a cifra de cada letra premida no teclado. Ao premir uma tecla, o circuito completa-se: a corrente elétrica flui pelos diversos componentes (pela ordem teclado, conexões para câmbio de codificação, rotores, rotor-espelho, rotores pela ordem inversa e placa de luzes). A 11luz que no fim do processo se acende codifica a letra premida no teclado. Por exemplo, ao codificar a mensagem RET..., o operador primeiro tecla em R, acende-se uma luz por exemplo, T - que será a primeira letra da cifra resultante. O operador prossegue teclando E, acende-se outra luz, e assim sucissivamente.
Rotores
Os rotores (também chamados rodas ou tambores — Walzen em alemão) são o coração da máquina Enigma. Com aproximadamente 10 cm de diâmetro, cada um é um disco feito de borracha dura ou baquelite com uma série de pinos de metal salientes dispostos em círculo num dos lados; no outro lado situa-se uma série de contactos eléctricos. Os pinos e os contactos eléctricos representam o alfabeto — tipicamente as 26 letras de A até Z. Quando colocados lado-a-lado, os pinos de um rotor tocam nos contactos do rotor vizinho, formando um circuito elétrico. No interior de cada rotor, um conjunto de 26 fios eléctricos liga cada pino de um lado a um contacto eléctrico do outro segundo um padrão fixo complexo. Cada rotor tem um esquema destes diferente.
Apenas por si próprio, um rotor não permite fazer mais que uma criptografia simples: uma cifra de substituição. Por exemplo, o pino correspondente à letra E pode ser ligado ao contacto para a letra T no lado oposto. A complexidade resulta do uso de vários rotores22em sequência (habitualmente três ou mais) e no movimento regular dos rotores. Isto leva a uma criptografia muito mais complexa e robusta.
N 37º 46,???
W 025º 36,???