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PT – PROJETO ROTAS DE MAÇÃO
6258 – ALABARDA DE SILEX (PR9)
O mesmo campo onde pastaram cabras, ovelhas, burros, porcos e achou Boaventura Marques uma alabarda de silex da idade do Bronze, no sítio das Chãs, em março de 1944, naquela época a maior da Península Ibérica, e ainda hoje conhecida como a alabarda do Casal da Barba Pouca. Na forma, um triângulo isósceles, com base reta, faces lascadas, mas polidas e gumes laterais retocados, de silex levemente rosado.
Encontrada acidentalmente pelo dono do terreno, a uns 15 cm de profundidade, quando lavrava para a sementeira de milho, foi descrita em livro pelo padre Eugénio Jalhay, um dos mais proeminentes arqueólogos da época, que a estudou ao pormenor, como “relíquia veneranda de uma das culturas ou civilizações mais arcaicas da nossa terra, e desenterrada ao acaso duma enxada no ignorado campo de milho do Casal da Barba Pouca”.
Encontra-se hoje na exposição permanente do Museu de Arte Pré-histórica e do Sagrado do Vale do Tejo. Aliás, este achado da idade do Bronze, juntamente com o achado arqueológico de Porto do Concelho, encontrado entre o Pereiro e o Castelo, iniciou a história do Museu de Mação.
ENG – ROTAS DE MAÇÃO PROJECT
6258 – ALABARDA DE SILEX
The same field where goats, sheep, donkeys, pigs and Boaventura Marques found a Bronze Age silex halberd at the Chãs site in March 1944, at that time the largest in the Iberian Peninsula, and still known today as the Casal da Barba Pouca halberd. In shape, an isosceles triangle, with a straight base, chipped but polished faces, and retouched side edges, of slightly pinkish silex.
Found accidentally by the owner of the land, about 15 cm deep, when plowing for corn seed, it was described in a book by Father Eugénio Jalhay, one of the most prominent archaeologists of the time, who studied it in detail, as "venerable relic of one of the most archaic cultures or civilizations of our land, and dug up by chance from a hoe in the unknown corn field of Casal da Barba Pouca".
Today it is in the permanent exhibition of the Museum of Prehistoric and Sacred Art of the Tagus Valley. In fact, this Bronze Age find, together with the archaeological find of Porto do Concelho, found between Pereiro and the Castle, started the history of the Mação Museum.
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