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CREOULA

A cache by rdl64 Send Message to Owner Message this owner
Hidden : 04/16/2021
Difficulty:
2.5 out of 5
Terrain:
5 out of 5

Size: Size:   regular (regular)

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Geocache Description:


"Creoula" é um lugre de quatro mastros. Foi construído, juntamente com o navio-gémeo, o "Santa Maria Manuela", nos estaleiros da AGPL - Administração Geral do Porto de Lisboa então concessionados à CUF-Companhia União Fabril, em Lisboa, por encomenda da Parceria Geral de Pescarias Lda.. Num tempo recorde à época de 67 dias úteis, foi lançado ao Tejo a 10 de maio de 1937, tendo feito a sua primeira campanha de pesca nesse mesmo ano.

As obras-vivas á vante, com particular destaque para a roda da proa, tiveram construção reforçada uma vez que o navio iria navegar nos mares gelados da Terra Nova e da Gronelândia. 

 Em 1939, nos Países Baixos, foi construída uma terceira unidade semelhante, a cujo projecto foram introduzidas modificações resultantes da experiência obtida com a operação do CREOULA em 1937 e 1938, o "Argus", que pode ser visto no porto dos bacalhoeiros na Gafanha da Nazaré.

 

O "Creoula" foi utilizado pela Parceria Geral entre 1937 e 1973, nas campanhas de pesca do bacalhau ao largo da Terra Nova e Gronelândia.

Até à sua última campanha de pesca, em 1973, possuía mastaréus, retrancas e caranguejas em madeira. O gurupés ("pau da bujarrona"), também em madeira, deixou de existir em 1959, passando o navio a dispor apenas de duas velas de proa: a giba e a polaca. O mastro de vante (traquete) servia de chaminé à caldeirinha e ao fogão a carvão.

As velas originais eram de lona de algodão, possuindo o navio duas andainas de pano, manufaturadas pelos próprios marinheiros de bordo. O pano latino era de lona de algodão n° 2, o velacho (redondo) em lona de algodão n° 4 e as extênsulas de algodão n° 7, o mais resistente. As tralhas das velas eram em cabo de manila. O aparelho fixo era em aço, mas o de laborar era originalmente em sisal.

O atual espaço entre a zona da coberta de vante (coberta das praças) e a casa das máquinas, era originalmente o porão do pescado, em cujos duplos fundos se fazia a aguada do navio. O navio estava assim dividido em três grandes secções separadas por duas anteparas estanques que delimitavam, à vante e à ré, o porão do pescado. À vante do porão ficavam os alojamentos dos pescadores, o paiol de mantimentos e as câmaras frigoríficas para o isco; à ré localizavam-se os alojamentos dos oficiais, a casa das máquinas, os tanques do combustível, o paiol do pano e aprestos de pesca. 

A embarcação possuía ainda nos delgados de vante e de ré vários piques utilizados como reserva de aguada, armazenamento de óleo de fígado, carvão de pedra para o fogão e óleos lubrificantes.

Todo o interior do navio era revestido a madeira de boa qualidade, e o porão calafetado para evitar o contacto da salmoura com o ferro.

 

A primeira fase da longa vida do navio, entre 1937 e 1973 centrou-se na atividade principal para a qual foi construído, as campanhas de pesca do bacalhau na Terra Nova e na Gronelândia.

Desde a primeira campanha, efetuada logo no ano de construção e lançamento à água, o navio participou de uma forma regular no esforço desenvolvido por Portugal na pesca do bacalhau.

O navio largava normalmente de Lisboa em abril e seguia para os bancos da Terra Nova, da Nova Escócia e de Saint Pierre, onde pescava até finais de maio, se as condições meteorológicas o permitissem.

Dirigia-se depois à Nova Escócia (North Sidney) ou para a Terra Nova (St. John's), onde reabastecia de isco, frescos, mantimentos, combustível e aguada, seguindo para a Gronelândia, onde chegava em meados de junho, recomeçando a pesca na costa oeste do estreito de Davis, até aos 68ºde latitude Norte.

Só então, cerca de 6 meses depois, regressava à sua base situada nas instalações da Azinheira Velha, na margem do rio Coina, junto ao Barreiro.

Durante o Inverno, o navio era sujeito aos trabalhos normais de conservação e manutenção: arriava mastaréus, era revisto todo o seu aparelho fixo e de laborar, remendavam-se as suas duas andainas de pano e era beneficiado o seu casco.

Até 1973, o "Creoula" efetuou 37 campanhas e chegou a pescar 600 quintais de bacalhau num só dia.

Num ano de boa pesca, o "Creoula" podia carregar 12.800 quintais de peixe o que perfaz uma média de 660 kg por cada pescador.

Na primeira docagem realizada, verificou-se que o casco do navio se encontrava em ótimas condições, tendo então sido deliberado que o navio se manteria a navegar e seria transformado em Navio de Treino de Mar (NTM) para apoio na formação de pescadores e ainda possibilitar a vivência de jovens com o mar. Em 1992, o navio sofreu algumas alterações na zona de meio navio, de que se destaca o aproveitamento de uma das cobertas de 9 instruendos em benefício de um espaço que funciona presentemente como biblioteca e sala de aulas.
Aliado ao facto de a Marinha estar particularmente vocacionada para manter e operar este tipo de navios, o Creoula foi desafetado do Ministério da Agricultura, Pescas e Alimentação e colocado na tutela do Ministério da Defesa Nacional – Marinha, em 1987.

Entregue à Marinha Portuguesa em 1985, é um dos poucos grandes veleiros europeus que conta com uma guarnição mista, militar e civil.[4] 

De acordo com o regime previsto no Decreto-lei n.º 138/87, de 20 de março, considerava-se fundamental proporcionar treino de mar no quadro da formação dos jovens em Portugal.

Neste contexto, foi criado o estatuto dos Navios de Treino de Mar (NTM) para as Unidades Auxiliares de Marinha (UAM), destinadas a dar treino de mar aos candidatos a profissionais do mar e à juventude em geral.

Neste enquadramento, a principal missão do NTM Creoula é proporcionar aos jovens o contacto com o mar através da experiência a bordo de um grande veleiro.

Em complemento à missão principal, o navio pode ainda ser utilizado em missões de difusão da imagem do país, da sua cultura e das suas tradições, no estrangeiro, em especial nos países onde existem comunidades portuguesas ou aos quais Portugal esteja ligado por laços históricos ou tradicionais.

As cache não se encontra nas coordenadas publicadas

Additional Hints (Decrypt)

NGRAÇÃB NB ZNE. AÃB NEEVFDHRF!!!!!!!

Decryption Key

A|B|C|D|E|F|G|H|I|J|K|L|M
-------------------------
N|O|P|Q|R|S|T|U|V|W|X|Y|Z

(letter above equals below, and vice versa)



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