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O ARRAIS Mystery Cache

This cache has been archived.

Bitaro: Olá rdl64,
Esta geocache foi arquivada por falta de uma resposta atempada e/ou adequada perante uma situação de falta de manutenção.
Relembro a secção das Linhas de Orientação que regulam a manutenção das geocaches:

O dono da geocache é responsável por visitas à localização física.

Você é responsável por visitas ocasionais à sua geocache para assegurar que está tudo em ordem para funcionar, especialmente quando alguém reporta um problema com a geocache (desaparecimento, estrago, humidade/infiltrações, etc.), ou faz um registo "Precisa de Manutenção". Desactive temporariamente a sua geocache para que os outros saibam que não devem procurar a geocache até que tenha resolvido o problema. É-lhe concedido um período razoável de tempo - geralmente até 4 semanas - dentro do qual deverá verificar o estado da sua geocache. Se a geocache não estiver a receber a manutenção necessária ou estiver temporariamente desactivada por um longo período de tempo, poderemos arquivar a página da geocache.

Se no local existe algum recipiente por favor recolha-o a fim de evitar que se torne lixo (geolitter).

Uma vez que se trata de um caso de falta de manutenção a sua geocache não poderá ser desarquivada. Caso submeta uma nova será tido em conta este arquivamento por falta de manutenção.

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Hidden : 4/30/2021
Difficulty:
2.5 out of 5
Terrain:
4.5 out of 5

Size: Size:   other (other)

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Geocache Description:


O ARRAIS

Conta-se que, desde “muito moço, começou a dar provas da sua valentia, nadando, descontraidamente, revelando sempre bom fôlego e melhor estilo”. Isso mesmo escreveu o professor e jornalista Guilhermino Ramalheira, em 1962, já muito depois da morte de Gabriel Ançã (1930), numa publicação que resultou de uma conferência alusiva ao herói ilhavense, promovida pela secção cultural do Illiabum Clube. O jovem Gabriel Ançã era de tal forma bom nadador que chegou a fazer “a travessia do Tejo a nado”. Mais ainda: “Aos 18 anos de idade, estando em Paço de Arcos, algumas vezes tripulou o barco Salva-Vidas do qual era patrão Joaquim Lopes”, apontou, ainda, Guilhermino Ramalheira. Terá sido nesta embarcação que Ançã cumpriu um dos seus primeiros feitos heroicos, quando o salva-vidas acorria ao naufrágio de uma barca inglesa, no Bugio. O jovem nadou até à embarcação dada como perdida e conseguiu salvar uma criança que tinha ficado a bordo.

 

 

Entre os atos de bravura protagonizados por Gabriel Ançã que se encontram relatados com pormenor em documentos históricos, está o salvamento de 17 náufragos de um barco francês. Aconteceu na madrugada de 23 de Outubro de 1880, a dois quilómetros da praia da Torreira, na costa aveirense. Nessa altura, Ançã era já arrais de “uma das companhas que ali trabalhavam” e foi com o seu barco em socorro dos náufragos do vapor Natalie. “Logo após a saída do barco para o mar, este embraveceu em fúria ameaçadora e, só com muita dificuldade, conseguiu chegar junto do vapor perdido, recolhendo todos os náufragos”, relatou, ainda, Guilhermino Ramalheira.

“Daí por diante sucederam-se os rasgos de estoicismo que tornaram o Arrais venerado de toda a gente”, escreveu, por seu turno, o jornal O Ilhavense, por ocasião da morte de Gabriel Ançã, lembrando, que, “os reis D. Luís, D. Carlos e D. Manuel quiseram conhecer pessoalmente o valente pescador”. Em vários escritos alusivos ao lobo-do-mar ilhavense, é-lhe atribuído o resgate de um total de 123 vidas, mas não são especificadas datas e pormenores sobre parte deles. Além do episódio do Natalie, o outro caso que foi contado com pormenores, e propalado em várias publicações, prendeu-se com a coragem demonstrada por Ançã numa saída para a pesca, a 11 de Outubro de 1898, na Costa Nova.

Muitos daqueles que se deparam com o busto de bronze daquela figura masculina, com o barrete enterrado na cabeça, dificilmente conseguirão perceber a verdadeira grandeza do homem ali retratado. É verdade que está instalado num dos locais mais visitados do município de Ílhavo - e da região de Aveiro em geral -, a praia da Costa Nova, mas a inscrição presente na base do monumento deixa muito por dizer: “Ílhavo/Ao arrais Gabriel Ançã/1933”. Mais do que um lobo-do-mar, Gabriel Ançã foi um herói. Conta-se que salvou mais de 120 pessoas da morte quase certa nas águas do oceano, feitos que lhe valeram várias medalhas de mérito. Morreu pobre e as suas últimas lágrimas, diz-se, foram provocadas pela certeza que tinha de que já não ia voltar a ver o mar.

A cache não se encontra nas coordenadas publicadas.

Para a cache encontrar vais ter de decifrar a mensagem e ver no escuro se conseguires

4e 34 30 c2 ba 20 33 36 2e 39 31 37 20 57 30 30 38 c2 ba 20 34 35 2e 33 30 37

Físico N40º37.177 W008º 45.239

Não te faças ao mar se este estiver muito forte, pois podes virar

Boas cachadas

Additional Hints (Decrypt)

rager crqenf

Decryption Key

A|B|C|D|E|F|G|H|I|J|K|L|M
-------------------------
N|O|P|Q|R|S|T|U|V|W|X|Y|Z

(letter above equals below, and vice versa)