No coração de Lisboa, o Jardim da Alameda da Encarnação guarda um mistério que sussurra entre as árvores e os canteiros de flores. Conta-se que, numa noite de nevoeiro em 1897, uma jovem chamada Mariana, conhecida pela sua beleza e pelo vestido branco que usava, desapareceu sem deixar rasto. Ela costumava passear pelo jardim ao entardecer, encantando os que a viam com sua presença etérea. Naquela noite fatídica, testemunhas afirmam tê-la visto caminhando perto da fonte central, mas, de repente, ela sumiu, como se o nevoeiro a tivesse engolido.
Desde então, dizem que o espírito de Mariana habita o jardim. Em noites de lua cheia, alguns relatam ouvir passos leves sobre a gravilha ou ver uma figura branca entre as sombras das árvores. Outros contam ter sentido um perfume de jasmim, a flor favorita dela, pairando no ar sem explicação. Há quem jure que a fonte, onde ela foi vista pela última vez, murmura seu nome em noites silenciosas.
Os mais céticos atribuem as histórias à imaginação ou ao vento que dança entre as folhas. Mas os moradores antigos insistem que há algo inexplicável no ar do jardim, uma melancolia que não se dissipa. O mistério de Mariana tornou-se parte da alma da Alameda da Encarnação, um enigma que intriga visitantes e perpetua a lenda de uma jovem perdida no tempo.