A grande guerra
No ponto inicial desta cache está localizado um monumento aos Combatentes da grande guerra.
Portugal, embora enviasse tropas para as colónias com o objetivo de defender as mesmas desde 1914, só entrou nesta guerra no ano de 1916.
Foram então criados o Corpo Expedicionário Português (CEP) e o Corpo de Artilharia Pesada Independente (CAPI).
Ao longo dos anos de 1917 e 1918, o CEP participou em vários combates. A sua intervenção ficou indissociada da batalha de La Lys, travada a 9 de abril de 1918, data prevista para a rendição do efetivo militar português. O CEP foi então destroçado pelo exército alemão e inúmeros dos seus efetivos foram feitos prisioneiros.
Desde a entrada de Portugal na guerra até à assinatura do Armistício, a 11 de novembro de 1918, Portugal mobilizou mais de 75 000 homens para a Flandres.
Neste primeiro ponto deverão contar os soldados mencionados no monumento(A)
O Ultramar
O segundo ponto (coordenadas:N37°2.126 W007°50.A*48+15) localiza-se nas proximidades de um monumento em homenagem aos Combatentes do Ultramar.
A guerra colonial Portuguesa, também conhecida como guerra do ultramar começou em Angola no ano de 1962. Já no ano seguinte são formados em Zemba os primeiros grupos de tropas do exército português.
Em 1963 a guerra iniciou efetivamente na Guiné embora já existissem confrontos antes desta data.
A expansão a Moçambique ocorreu em 1964 mas já existiam tensões antes desta data e já tinham sido enviados soldados para lá.
No Ultramar estiveram presentes cerca de 800 mil soldados portugueses, entre os quais estavam alguns naturais do concelho de Olhão, divididos em três grandes regiões Angola, Guiné e Moçambique.
Gostaria de vós dar a conhecer aqui algumas informações sobre alguns desses soldados.
Ivo Manuel Conceira nascido em Olhão no ano de 1946.
No dia 10 de janeiro de 1967 apresentou-se no Regimento de infantaria 3 em Beja para fazer recruta.Posteriormente foi transferido para o batalhão de Transmissões no porto.Mais tarde mudou para o batalhão de Transmissões em Lisboa. A 11 de agosto foi para o regimento de infantaria 2 para fazer parte do batalhão de caçadores 1930. Embarcou a 29 de novembro no navio Niassa e desembarcou em Luanda a 10 de dezembro. Inicialmente, a sua unidade istalou-se no Morro de Canga. Uma semana depois o acampamento da sua unidade foi atacado. A linha telefónica foi cortada, mas ele foi capaz de transmitir que estavam a ser atacados neste ataque um dos seus companheiros morreu. Devido á atitude dos militares da companhia, foi atribuído um louvor coletivo á mesma
Ivo deixou o posto de rádio para acompanhar as ações no terreno levando consigo um rádio portátil em escoltas a comboios e colunas até Ambrizete. Esta companhia também controlava as entradas de Luanda onde ficava a efetuar as comunicações regressou a Portugal a 15 de janeiro de 1970.
Em 2016 ainda se encontrava vivo e residia em Olhão.
Bernardino de Sousa Gil nascido em quelfes no ano de 1941, convocado para o serviço militar e enviado para Angola, onde fez parte do Batalhão de Caçadores 532 "Mais Alto e Mais Além". Sua unidade foi inicialmente instalada em Zamba por cerca de dez meses, atuando na Companhia de Comando e Serviços. As condições no local eram precárias, com fogões de cozinha alimentados a lenha. Mais tarde, por não se sentir bem na função de cozinheiro, buscou auxílio médico, sendo transferido para realizar serviços de guarda e segurança no transporte de suprimentos para diferentes localidades.
Em 1964, recebeu ordens para montar segurança aos sapadores que estavam trabalhando na picada por onde circulavam até o Rio Suez. Durante um desses serviços, sofreu um acidente, tropeçando e batendo o rosto em uma máquina estacionada, o que inicialmente não recebeu a devida atenção. Mais tarde, perto do fim da comissão, cortou-se acima do lábio, o que levou a complicações médicas.
Devido a problemas de saúde decorrentes desses incidentes, foi evacuado de Angola em fevereiro de 1966 e retornou a Portugal. Esses problemas persistiram, levando-o a consultar médicos militares em Évora e Beja. Eventualmente, recebeu um parecer de incapacidade do Ministério da Defesa Nacional, indicando que estava "Incapaz de todo o serviço militar" e com uma desvalorização de 19.25% para o trabalho.
Bernardino de Sousa Gil, após seu regresso, casou-se e continuou a enfrentar problemas de saúde, mantendo contato com os serviços médicos. Além disso, ele envolveu-se ativamente no desporto, participando em várias competições de atletismo, jogos de futebol e petanca, durante e após a guerra.
Neste segundo ponto terás de descobrir a data da morte de José Domingues Ramos Cardoso(BC-DE-FG)
O pós-guerras

A localização final desta cache é próxima á sede do núcleo da liga dos combatentes( N 37° 1.(A+B)9(D/E+A-C+D+E-8*B)' W 7° (D+C)(E-F).433' )
A Liga dos Combatentes é uma Instituição com ideal patriótico e de carácter social, sem fins lucrativos e com os benefícios equiparados a Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS), com a finalidade primária de apoiar todos os seus associados e em especial os mais carenciados. Cultivamos viva a memória dos que caíram em Defesa da Pátria, ao mesmo tempo que damos o exemplo e incentivamos os que hoje servem Portugal nas Forças Armadas, Forças de Segurança e fora delas, a se filiarem na Liga dos Combatentes.
Foi fundada em 1923 e oficializada em 29 de Janeiro de 1924. É uma pessoa coletiva de utilidade pública administrativa, sem fins lucrativos, de ideal patriótico e de carácter social e conta com uma massa associativa superior a 60.000 filiados inscritos, em 115 Núcleos espalhados por Portugal Continental, Açores, Madeira, Guiné, Cabo Verde, Brasil, Canadá e França.
Este núcleo foi fundado a 8 de julho de 1929.
Fontes:https://www.parlamento.pt/ArquivoDocumentacao/Documents/guerra_p.pdf
ágil nº133,nucleo de Olhão da liga doscombatentes
Memórias : combatentes na guerra do ultramar; Olhão : Liga dos Combatentes, 2016




A cache foi deslocada alguns metros a 10 de abril de 2024 e as coordenadas modificadas. As coordenadas antigas estão na mesma rua que as atuais.