[PT] Esta cache tem como objetivo promover os Baldios de Vilarinho.
O Pinheiro-bravo (Pinus pinaster), considerado autóctone, pode crescer até aos 30 metros, é uma das espécies mais emblemáticas da flora portuguesa, sendo amplamente distribuído pelas regiões costeiras e interiores, enquanto zona montanhosa, na região centro de Portugal. Na Serra da Lousã, contribuiu para a recuperação de terrenos degradados e para a proteção do solo contra a erosão. Foi amplamente plantado no nosso país e usado para produção de madeira e resina, produtos que foram historicamente importantes para a economia local.

A resina, que foi uma fonte importante de rendimento para muitas famílias rurais, está praticamente descontinuada, mas ainda existem algumas práticas artesanais de extração. Ultimamente, têm existido vários incentivos do Estado para revitalizar este produto e a atividade da resinagem.
A sua madeira pelas características que apresenta, como o facto de ter fibra longa, pode ter várias utilizações, construção civil, mobiliário, pasta de papel, madeiras tratadas, carpintaria, revestimentos, entre outros.
Atualmente, esta árvore enfrenta várias ameaças. A principal preocupação é a sua vulnerabilidade a incêndios florestais, devido à sua resina altamente inflamável, às pragas e doenças, que agravadas pelas mudanças climáticas, têm destruído e adoecendo grandes áreas de pinhal. Um exemplo conhecido é o nemátodo da madeira do pinheiro (Bursaphelenchus xilophilus Nicke), entre outras doenças que comprometem a saúde das árvores. Além disso, a promoção de modelos de gestão integrada, que envolvem tanto a conservação como o uso responsável dos recursos florestais, é vista como uma estratégia chave para mitigar os impactos destas preocupações.
Noutros tempos, as carumas provenientes das agulhas dos pinheiros eram recolhidas pela comunidade local para fazer o ninho para o gado, também os matos do subcoberto eram aproveitados, o que era um grande contributo para a diminuição da carga de combustível e descontinuidade da vegetação disponível para arder.
Diversos esforços estão em andamento para promover uma gestão florestal sustentável, incluindo a diversificação das espécies e a recuperação de solos.
Nos Baldios de Vilarinho, o Pinheiro-bravo continua a ser vital, mas é essencial adotar práticas sustentáveis para garantir a sua preservação e adaptação às novas realidades ecológicas e climáticas.
[EN] The aim of this cache is to promote the Baldios de Vilarinho.
The maritime pine (Pinus pinaster), considered native, can grow up to 30 metres, is one of the most emblematic species of Portuguese flora and is widely distributed throughout the coastal and inland regions, as well as in the mountainous area of central Portugal. In the Serra da Lousã, it has helped to restore degraded land and protect the soil from erosion. It was widely planted in our country and used to produce wood and resin, products that were historically important to the local economy.
Resin, which was an important source of income for many rural families, is practically discontinued, but there are still some artisanal extraction practices. Lately, there have been several state incentives to revitalise this product and the resin activity.
Due to its characteristics, such as the fact that it has long fibres, its wood can be used for a variety of purposes: construction, furniture, pulp, treated wood, carpentry, cladding, among others.
This tree is currently facing several threats. The main concern is its vulnerability to forest fires, due to its highly flammable resin, pests and diseases, which aggravated by climate change, have destroyed and sickened large areas of pine forest. A well-known example is the pine wood nematode (Bursaphelenchus xilophilus Nicke), among other diseases that jeopardise the health of trees. Furthermore, the promotion of integrated management models, which involve both conservation and the responsible use of forest resources, is seen as a key strategy for mitigating the impacts of these concerns.
In the past, the carumas from the pine needles were collected by the local community to make nests for livestock, and the undergrowth was also utilised, which was a great contribution to reducing the fuel load and discontinuing the vegetation available to burn.
Various efforts are underway to promote sustainable forest management, including species diversification and soil recovery.
In the Baldios of Vilarinho, the maritime pine remains vital, but it is essential to adopt sustainable practices to ensure its preservation and adaptation to the new ecological and climatic realities.