Atenção: A cada registo online deverá sempre corresponder o respetivo registo físico do mesmo nick. Dito isto, não admitiremos registos de tours e/ou nicks fictícios nas nossas caches pelo facto dos mesmos não corresponderem a contas oficiais de geocaching. Registos online que não tenham a devida correspondente física serão apagados!
Por favor, tenham muito cuidado com o container para não o danificarem!
Não publiquem fotografias do mesmo e tenham muita atenção aos muggles!
Esta cache está integrada num projeto intitulado [O regresso], que pretende repor caches em locais de assinalado interesse, por onde já passámos, e que por uma qualquer razão viram a sua cache desaparecer.
É o regresso destes locais ao fantástico mundo do geocaching...

Monte de São Félix
[Póvoa de Varzim]
Este é o ponto mais elevado da serra de Rates, com 202 m de altitude.
Nos inícios do século passado, foram realizadas escavações no alto do monte para estudar o castro que aí existia. Foi então encontrado, dentro de um púcaro de barro, um tesouro arqueológico: um par de arrecadas em ouro e um bolo em prata. As arrecadas de Laúndos foram adquiridas e levadas para um Museu Nacional do Porto, hoje com o nome de Soares dos Reis.
Pelos numerosos vestígios pré-históricos encontrados no sítio, pode-se afirmar que os habitantes fabricavam cerâmica micácea e eram artífices de objetos de ourivesaria.
Escavações arqueológicas, realizadas em 2016, puseram a descoberto uma necrópole, com uma ocupação que se prolonga dos séculos XII ao XIX.
Sendo este monte um marco natural, em 1850 o Estado Português levantou um marco geodésico no cume.
São contudo os moinhos de vento que tornam este monte bastante atraente (apesar de já não cumprirem a sua missão original), assim como a capela de S. Félix erguida nos anos trinta do século XX em substituição de uma pequena ermida que lá existia.
Tem esta capela dois altares setecentistas.
A devoção a S. Félix, “advogado dos males desconhecidos”, já vem desde tempos remotos e a sua romaria realiza-se no primeiro domingo de setembro.
As molduras e capitéis utilizam um granito de grão mais fino, apresentando escultura de aves, quadrúpedes, elementos vegetalistas e geométricos, próprios da linguagem românica, sendo raras e de talhe mais rude as representações figurativas.
A fachada e o portal ocidentais datam já de meados do século XIII. A torre sineira, elemento neomedieval inspirado nas torres góticas, foi construída em finais do século XIX e os primórdios do XX.
A 5 de setembro de 1998, foi inaugurado o monumento ao Emigrante, oferta de um luso-brasileiro, o Dr. Giesteira, no topo de um escadório, construído nos anos sessenta pela população de Laúndos, que o mesmo benfeitor renovou e mandou adornar com jardins, tendo estes várias representações, tais como: a bandeira de Portugal e do Brasil, palavras como paz, amor entre outras coisas.
Ponto panorâmico privilegiado, daqui pode-se observar toda a região e notar a sua diversidade marítima, campesina e urbana, sendo também facilmente percetível a transição entre a planície litoral e a ondulada região interior.
O Monte de S. Félix permite ao visitante usufruir por algum tempo do privilégio que é viver em Laúndos com os olhos no Oceano.
A informação foi retirada das páginas da Junta de Freguesia de Laúndos e da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim.

Mount of Saint Felix
[Póvoa de Varzim]
This is the highest point in the Rates mountain range, at 202 m above sea level.
At the beginning of the last century, excavations were carried out on top of the hill to study the castro that existed there. An archaeological treasure was then found inside a clay jug: a pair of gold earrings and a silver cake. The Laúndos collections were acquired and taken to a National Museum in Porto, today named after Soares dos Reis.
From the numerous prehistoric remains found at the site, it can be stated that the inhabitants manufactured micaceous ceramics and were artisans of goldsmith objects.
Archeological excavations carried out in 2016, uncovered a necropolis, pointing to an occupation that lasted from the 12th to the 19th century.
As this mountain is a natural landmark, in 1850 the Portuguese State erected a geodetic marker on the summit.
However, it is the windmills that make this hill quite attractive (although they no longer fulfill their original mission), as well as the chapel of S. Félix, built in the 1930s to replace a small hermitage that existed there.
This chapel has two eighteenth-century altars.
Devotion to St. Felix, “advocate of unknown evils”, dates back to ancient times and his pilgrimage takes place on the first Sunday of September.
The frames and capitals are made of a finer grain granite, featuring sculptures of birds, quadrupeds, plants and geometrical elements, characteristic of Romanesque language, with figurative representations being rougher and rarer.
The western façade and portal date back to the mid- 13th century. The bell tower, a neo-medieval element inspired by Gothic towers, was built in the late 19th and early 20th century.
On September 5, 1998, the monument to the Emigrant was inaugurated, a gift from a Portuguese-Brazilian, Dr. Giesteira, at the top of a staircase, built in the sixties by the population of Laúndos, which the same benefactor renovated and had adorned with gardens, with various representations, such as: the flag of Portugal and Brazil, words like peace, love, among other things.
A privileged panoramic point, from here you can observe the entire region and note its maritime, rural and urban diversity, and the transition between the coastal plain and the undulating inland region is also easily noticeable.
Monte de S. Félix allows visitors to enjoy for a while the privilege of living in Laúndos with their eyes on the Ocean.
The information was taken from the pages of the Laúndos Parish Council and the Póvoa de Varzim Municipal Council.
Atenção! O local é bastante movimentado, em determinadas alturas do dia, pelo que terão de ter algum cuidado na procura da cache. Tenham um bocadinho de paciência nas buscas, caso existam muggles nas redondezas, e aproveitem para visitar e fotografar o local, até estarem à vontade para procurarem e logarem a cache. Lembrem-se que a longevidade das caches depende sempre da vossa forma de cachar! Pensem nos owners e nos restantes geocachers e não arrisquem expor a cache só para terem mais um smile no mapa.
Boa cachada!
VillEcoueR
PS: levem material de escrita, porque não existe no container, e uma pinça (pode dar jeito).