Não sabendo nem encontrado nada sobre a construção original,
está aqui o que encontrei e cataloguei no local e em pesquisas
Reconstruído em madeira no ano de 1995 – Tipo holandês Este moinho, juntamente com outras quatro bases que se encontram cobertas de terra, culminam o cimo de uma pequena elevação constituída essencialmente por calcário e onde se encontram grutas, entre elas, a de Avecasta. A vista panorâmica é interessante tanto para o lado do Alto Nabão como para norte, avistando-se os contrafortes das serras de Alvaiázere, Lousã, Alvéolos e Muradal.
Quanto à vegetação ela apresenta-se única sendo do tipo cárssico.
O Moinho de Vento da Avecasta, é um moinho do tipo giratório, isto é, todo o edifício do moinho gira na sua totalidade e não somente o tejadilho como os moinhos fixos.
Estes moinhos giratórios, também chamados moinhos judeus, de formato prismático, com seis faces desiguais, quatro maiores laterais, dispostas simetricamente duas a duas a cada lado de duas outras estreitas, uma a frente, voltada para o lado do vento e outra atrás onde fica a porta de entrada. Todo este conjunto (com as velas), rodam em torno de um espigão excêntrico, cravado na base da frente e apoiado sobre duas rodas de madeira (ou pedra), aplicada atrás, a uma grade triangular em que assenta o soalho e toda a restante estrutura.
Estes moinhos, proliferaram numa faixa do litoral desde caminha a Figueira da Foz, e ainda algumas zonas do interior como Alvaiázere e freguesia de Areias no concelho de Ferreira do Zêzere. Só na serra da Bicha existiam 10.
Ora casoto deste tipo de moinho giratório é então construído sobre duas grossas vigas que se cruzam perto das pontas num ângulo de 65 graus e de uma terceira mais delgada, chamada o travão, que mantém a figura triangular no lugar certo. Onde se cruzam as vigas a na sua face inferior, há um buraco onde entra o espigão de ferro cravado numa pedra bem firme no chão. É este espigão o centro de todo o conjunto, e o centro de rotação da casota que se move sobre duas rodas, aplicadas as potras pontas dos braços compridos das vigas. Estas rodas, grossas, de madeira ou pedra rodam sobre um caminho lajeado – a carreira – que tem como centro o citado espião.
Quanto à “maquinaria”:
- A chumaceira anterior do mastro é uma simples cantadoira. Na ponta posterior o mastro é munido do aguilhão de ferro que gira na – rela – encaixado num – pranchão – que vai de frechal a frechal, ai a um terço do comprimento as casota - A ponte do agilhão – a inclinação do mastro é pequena.
A entrosga com 28 dentes fazem andar os seis fuzelos do carrete- O veio da cidra chamado varão roda na raposa que encaixa na ponta do carvete e formada por um espeque.
O urreiro, apoio do têmpero fica por baixo do banial e esconde o “ pouso “
O aliviadouro têmpero é uma calha de madeira ou tarraxa.
À frente do carreiro fica a mesa ou banca que serve de tremonhada.
Fonte: página da rede social FB da Casa Raiz Guest House



Inteiramente consumido pelas chamas num incêndio em 9 de Julho de 2022, o Moinho de Avecasta, em Ferreira do Zêzere, aguardava desde então pelos trabalhos de intervenção com vista à sua recuperação. A obra avança agora com envolvência de toda a comunidade, que ficou responsável por decidir quando, de que forma e com que meios se faria a recuperação do icónico Moinho.
Em julho de 2023, teve lugar uma reunião com vista à definição de uma estratégia que viabilizasse a reconstrução do Moinho de Avecasta, que ardeu num incêndio florestal, ocorrido no dia 9 de julho de 2022.
Fonte: Jornal mediotejo.net


Quatro velas com panos brancos rodam velozmente pela força do vento que sopra neste cabeço de Avecasta, vento esse vindo do Norte. Lá dento o António Simões “moleiro de alcunha familiar” vai afinando a pedra, e o cair do milho na tramonha. Na pedra que rodava, velozmente saía a farinha e aí temos o moinho de Avecasta a funcionar!
Toda a população da aldeia de Avecasta e muitos curiosos e amigos dos moinhos se deslocaram neste dia 26 de abril de 2025, dia de festa e da inauguração do novo moinho. Seriam certamente mais de 200 pessoas. Nesta enorme clareira e agora com boa faixa de gestão de combustível mandada fazer pela Câmara de Ferreira, clareira com a área de uma praça de touros tem-se uma vista de Km desde a Serra de Alvaiázere, até Serra de Aire; para a cerimónia da inauguração o dia era de festa.
Destruído no incêndio de 9 de julho de 2022, este era um momento aguardado e desejado pela população local e de todo o concelho de Ferreira do Zêzere. O “velho moinho” construído pela Associação, e pela população e Junta de Freguesia e que moeu cereal tornou-se um ex-libris deste concelho.
Fonte: Jornal Cidade de Tomar


