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O percurso Trilho dos Penedos da Fonte Santa é
uma pequena rota circular que tem como ponto de partida e chegada o Penedo da
Fonte Santa no sentido contrário aos ponteiros do relógio, com aproximadamente
10,5 Km de distância, com um grau de dificuldade médio.
É feito inteiramente em território da União
de Freguesias de Perâ Velha, Aldeia de Nacomba e Ariz, numa zona de altitudes
compreendidas entre 817 e 936 metros.
Pêra Velha tirou o seu nome das pedras
monumentais em que nasceu. Os seus primeiros habitantes perdem-se na obscuridade
do neolítico, vindos certamente da Europa, talvez da primeira migração de
Celtas. Por ali ficaram e, as grutas naturais sob as rochas, foram a sua
primeira habitação. Os troços dos rios Paiva e Varosa que serpenteiam o
planalto, tornou-o fértil e por conseguinte um lugar de eleição para o homem
neolítico. Vieram os romanos e romanizaram o vale, mas lá em cima, os homens da
têmpera dos Lusitanos defenderam o seu território.
Este percurso, merece ser percorrido pela
diversidade de ambientes que apresenta, dando a conhecer a zona rochosa do
planalto da Nave, que é considerada um dos espaços naturais mais surpreendentes
do Concelho de Moimenta da Beira, onde existe uma fauna e flora única e um
extraordinário património geológico. |
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É um penedo de grandes dimensões e de
forma arredondada, assente num outro ainda maior, cujo equilíbrio, de tão
precário, aguça a vontade ao visitante de lá ir com o dedo e provocar o seu
deslize. Nada mais errado! O penedo não se move, está no mesmo sítio há milénios
e assim se manterá.
Mas esta grande pedra tem outro motivo
de atração ainda mais curioso, um fenómeno ainda mais singular: É que, em
especial no verão, brota das fissuras água milagrosa. O povo atribui-lhe poderes
sobrenaturais e assevera que essa água "cura" doenças dos olhos. E por isso,
dando continuidade e valor à lenda, lá construiu mesmo ao lado uma capela que é
muito concorrida. O Penedo da Fonte Santa fica na encosta da serra, em Pêra
Velha. |
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Que ninguém tenha dúvidas: é um réptil. Cobra ou lagarto,
seja! Se fosse esculpido por mão humana não estaria tão similar. Tudo no sítio.
A cabeça, sobretudo. O resto do corpo, enorme, comprido, estende-se ao sol por
cima de um outro penedo. Não tem relevos, nem
estrias, a imitar as escamas, o que lhe falta para ser uma cópia perfeita de uma
cobra. Nem veneno. Como é animal de sangue frio, obtém do sol a energia
suficiente para sobreviver em tempos frios. Mas como é de pedra, não sofre
dessas necessidades. A sua vida é pacífica. Decorativa. Está pronta para ser
visitada, sem assustar! |
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Os romeiros, os visitantes e os habituais, vão à Fonte
Santa buscar a água preciosa. Os terceiros estão habituados à sua presença,
outros talvez não estejam para distrações mundanas. Mas a baleia pequenina, que
mais parece cria do que adulta, está ali, mesmo ao lado, no seu cantinho
aquático à espera de mimo. Pronta para o dar.
Porque a fonte já é curativa o suficiente e ainda tem uma baleiazinha tão doce
que sobrevive longe do sal do mar, quase a imaginamos a chapinhar para dar nas
vistas. Sempre, e onde menos se espera, a serra agreste a transformar-se em
dádiva. É um lugar especial. |
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É um cavalo de pedra. Não sabemos porque está decepado,
mas podemos imaginar que tenha ocorrido numa das inúmeras batalhas entre os
indomáveis "donos" da serra, os seus primeiros habitantes, já hábeis no domínio
da defesa com recurso a animais, contra um dos vários povos invasores que os
quiseram "civilizar" e fazer descer da serra.
Num desses confrontos, o agressor decepou um dos cavalos inimigos. E o equídeo,
o último combatente, não quis sair do seu território, transformando-se em pedra. |