
Condes de Anadia
Anadia foi doada por D. Afonso Henriques ao Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra, doação esta que incluía três casais. Guterres Nunes, cavaleiro fidalgo, recebeu, em doação de D. Sancho I alguns casais de Anadia.
Foi no século XVI no reinado de D. Manuel I que se deu o foral, a 21 de Agosto de 1514. Nesta época, o concelho era constituído apenas pela povoação de Anadia e uma parte da paróquia de Arcos e arredores. Nesse mesmo ano alguns pequenos concelhos vizinhos foram integrados no concelho de Anadia.
Na época dos conhecidos diplomatas Sá e Melo, ascendentes dos condes de Anadia, a povoação foi elevada a vila. Em 1839 Anadia foi elevada a sede de concelho.Anadia é hoje a capital da Bairrada e sede de Comarca.
Conde de Anadia foi um título nobiriárquico criado por D. João, Príncipe Regente de D. Maria I de Portugal, por Decreto de 17 Dezembro de 1808 em favor de João Rodrigues de Sá e Mello, antes 1.º Visconde de Anadia.
Linhagem: Rodrigues de Sá e Melo (de Sá Pereira de Meneses) , de Sá Pereira de Meneses Pais do Amaral (de Sá Pais do Amaral)
Os condes de Anadia são fidalgos de linhagem, com um sumptuoso palácio. A antiga quinta onde moravam faz parte hoje da Estação Vitivinicola da Beira Litoral. Infelizmente, o palácio foi posteriormente demolido e no local veio a ser construída a Escola Agrícola Alexandre de Seabra, conhecida hoje por Escola de Vinicultura e Enologia da Bairrada (VITI).

1º Conde de Anadia: João Rodrigues de Sá e Mello de Menezes e Sottomayor. (1755-1809)
2º Conde de Anadia: José António de Sá Pereira e Menezes de Mello e Sottomayor (1731-1813)
2.ª Condessa de Anadia : Maria Joana de Sá e Meneses (1779 - 1859)
3ª Condessa de Anadia: D. Maria Luísa de Sá Pereira de Meneses e Melo Sotomayor (1801 - 1861)
3º Conde de Anadia: Manuel de Sá Pais do Amaral de Almeida e Vasconcelos Quifel Barbarino (1781 - 1859)
4º Conde de Anadia: José Maria de Sá Pereira e Meneses Pais do Amaral de Almeida e Vasconcelos Quifel Barbarino (1839 -1870)
4ª Condessa de Anadia: Ana Maria Juliana de Morais Sarmento (1844 - 1908)
5.º Conde de Anadia: Manuel Pais do Amaral Pereira e Meneses Quifel Barbarino (1862 - 1903)
5ª Condessa de Anadia: Maria da Graça Biester de Barros Lima (1871 - 1902)
6.º Conde de Anadia: José de Sá Pais do Amaral Pereira de Meneses (1881 - 1945)
6ª Condessa de Anadia: María Esther Herminia Solveyra Tomkinson (1886 - 1970)
Representantes do título na República (1910)
7º Conde de Anadia: Manuel José Maria de Sá Pais do Amaral (1925 - 2020)
7ª Condessa de Anadia: D. Maria Mafalda de Figueiredo Cabral da Câmara (1931 - )
8º Conde de Anadia: Miguel Maria de Sá Paes do Amaral (1954 - )
Palácio dos Condes de Anadia

As origens da Casa dos Paes do Amaral, em Mangualde, remontava a finais do século XVI, tendo sido engrandecida a partir de 1644, quando Gaspar Paes do Amaral, Capitão-Mor de Mangualde, instituiu em vínculo a Capela que possuía nos termos da vila, localizada defronte do senado e consagrada a S. Bernardo.
No primeiro quartel do séc. XVIII, Simão Paes do Amaral, mandou reedificar a antiga casa – obras que seriam continuadas por seu filho Miguel Pais do Amaral, Fidalgo da Casa Real, Cavaleiro da Ordem de Cristo, e Senhor Donatário da Vila de Abrunhosa, etc. Estas grandes obras que transformariam a pequena casa com Capela num dos mais importantes Palácios barrocos de Portugal, foram efectuadas ao longo de aproximadamente um século, só sendo concluídas no tempo de Simão Paes do Amaral Quifel Barberino (+ 1807).
Em princípios do século XIX, o Palácio de Mangualde, era conhecido por Casa dos Paes do Amaral mas, pelo casamento de Manuel Paes do Amaral de Almeida e Vasconcelos Quifel Barbarino, 10.º Senhor da Casa de Mangualde, com sua sobrinha D. Maria Luiza de Sá Pereira de Menezes de Mello Sottomayor, 3.ª Condessa de Anadia, passou a ser conhecido por “Palácio Anadia”.
Várias figuras históricas passaram por este Palácio, como o Marechal Massena, Principe d`Essling comandante do exército francês que, em 1810, invadiu Portugal pela terceira vez, ou o El-Rei D. Luiz I, que o visitou em 1882 quando da inauguração do Caminho de Ferro da Beira Alta e mais tarde El – Rei D. Carlos I .
Caracterizado por uma marcante fachada ocidental, por uma italianizante fachada sul e por uma fachada nascente acastelada, pelas suas cantarias, pelos azulejos setecentistas, e obras de pintores como Pellegrini, Giagenti, ou Lanzarotto, o Palácio Anadia é, em Portugal, um dos mais importantes exemplos da arquitectura senhorial setecentista. O Palácio tem uma quinta adjacente com parque jardins jardins, e uma Mata plantada no século XVIII. O Conjunto arquitectónico está classificado como “Imóvel de Interesse Público”.
Paço da Graciosa

Implantado numa vasta quinta, o Palácio da Graciosa é um dos mais significativos testemunhos da arquitectura civil barroca da região da Anadia.
A sua planta rectangular, e desenvolvimento longitudinal, pouco acrescentam ao modelo das casas compridas que caracterizou o século XVIII no nosso país.
Todavia, a escadaria que antecede a frontaria vem animar o plano da fachada, conferindo-lhe uma nova dinâmica e profundidade.
A iniciativa da sua construção, no último terço do século XVIII, tem vindo a ser atribuída a José de Melo Sampaio Pereira de Figueiredo, irmão do Bispo de Goa e do Algarve, Fr. Lourenço de Santa Maria (GONÇALVES, 1959), a quem, muito possivelmente, pertenceriam as armas esquarteladas dos Figueiredos, Pereiras, Melos e Sampaios, e tendo por timbre uma águia de duas cabeças, que se exibem no centro da fachada, integradas na decoração da janela axial.
O alçado principal é dividido por pilastras, rematadas por fogaréus, formando três panos. Ganha especial relevância o central, que corresponde ao desenvolvimento da escadaria. Esta, inicia-se por um lanço semicircular, flanqueado por duas portas com pilastras, ao nível do piso térreo, abrindo-se em dois lanços opostos, protegidos por balaustrada encimada por fogaréus, que permitem o acesso às portas do andar nobre. Ao centro, e em destaque, encontra-se a janela de moldura recortada, encimada pelo brasão. Nos panos laterais, o ritmo dos vãos é simétrico, embora o tratamento das molduras do andar nobre seja mais cuidado.
A capela liga-se ao corpo principal através de um arco, e desenvolve-se em planta de nave única, apresentando capela-mor mais baixa.
No alçado posterior, encontram-se três nichos em forma de arcos ogivais.
Um outro corpo, edificado posteriormente, cerca de 1896, e hoje muito danificado, tira partido da utilização da linguagem neomanuelina (com elementos lavrados pelos mestres que trabalharam no Palace Hotel do Buçaco), tendo integrado elementos provenientes de demolições ocorridas na cidade de Coimbra, e capitéis românicos da igreja de São Cristóvão, de Coimbra. (IDEM; NEVES, SEMEDO, ARROTEIA, 1989, p. 210).
(Rosário Carvalho)
Informação retirada da página web "Património Cultural.gov".
Palácio dos Condes Foz de Arouce

O Palácio foi construído em 1860 pelos Condes de Foz de Arouce, Maria Joana de Bourbom de Melo Giraldes Caldeira Pereira de Figueiredo e seu marido Francisco Augusto Mesquita de Paiva Pinto.
Maria Joana era filha dos Marquezes da Graciosa que lhe entregaram a Quinta de Famalicão e as casas velhas que ali havia (casas que haviam sido compradas a Maria Bárbara Street Rangel uns anos antes). Foi sobre estas casas velhas que os Condes de Foz de Arouce edificaram a sua nova casa. A casa de grandes dimensões retrata um estilo típico do século XIX português, com salas de grandes dimensões e grande altura. Anexa à casa, foi mais tarde edificada uma capela com uma vistosa torre sineira; essa capela sofreu um incêndio em 1999 que destruiu a capela-mor.
A casa pertence hoje a Melchior Barata de Tovar, bisneto dos fundadores.
A MULTI-CACHE
Para descobrires o valor de A, deves verificar qual destas imagens é verdadeira.
Se for a imagem 1 , então A= 42

Se for a imagem 2, então A = 27

Descobre o valor de B:
Estando no Largo Conde de Anadia,
quantas janelas do Palácio são possíveis de contar?
18 : B = 366
20 : B = 088
Para saberes o valor de C, entre o brasão e a porta principal do Palácio, quantas janelas contas?
1 : C = 28
2 : C = 26
Qual a cor principal dos edifícios na entrada da Quinta:
Rosa: D = 584
Amarelo : D = 690

N 40° A.B′ W 8° C.D′
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A cache:
Trata-se de um container simples, com logbook e sem material de escrita.
Peço que sejam discretos e que deixem tudo como gostariam de ter encontrado.
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Obrigada!
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