Nos anos 70, na região de Anadia, a vida na aldeia seguia um ritmo calmo, marcado pelas estações, pelo toque dos sinos e pelo trabalho árduo das gentes da terra. Logo ao romper da manhã, ainda o nevoeiro se levantava dos campos, era comum ver um pequeno grupo de lavadeiras a caminho do lavadouro.
De lenço bem apertado na cabeça, saia arregaçada e a trouxa de roupa à cabeça, desciam pelos caminhos de terra batida, conversando baixinho para não acordar a aldeia inteira. No lavadouro, de pedra fria e água corrente, começava a faina: ensaboar, esfregar, bater a roupa contra a pedra e estendê-la ao sol. Entre uma tarefa e outra, trocavam novidades, rezavam uma Avé-Maria em silêncio e comentavam a próxima festa religiosa.
Ao meio-dia, regressavam às suas casas para preparar a refeição da família. À tarde, retomavam as lides da aldeia: tratar da horta, dar de comer aos animais, remendar roupa ou ajudar vizinhos mais idosos. A vida era simples, mas cheia de entreajuda e fé.
Ao domingo, vestiam a melhor roupa e seguiam para a igreja paroquial, onde a missa era um momento central da semana. Católicas devotas, agradeciam o trabalho, a saúde e pediam proteção para os seus. A fé unia-as tanto quanto o trabalho partilhado no lavadouro.
Estas lavadeiras de Anadia deixaram uma marca silenciosa na história da aldeia. Entre água, pedra e oração, construíram uma vida feita de esforço, comunidade e esperança — valores que ainda hoje ecoam pelos caminhos e recantos da região.
A Cache:
No Ponto incial tens um painel de Azuleijos
Quantas Lavadeiras ves?
Se são 4 vai para : N 40° 24.274′ W 8° 25.921′
Se São 6 Vai para : N 40° 24.374′ W 8° 25.521′
No Ponto 2 tens uma placa de marmore
Qual o ano de Reinauguração da Capela ?
Se 2014 vai para: N 40° 24.175′ W 8° 25.720′
Se 2016 vai para: N 40° 24.275′ W 8° 25.920′
