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Português |
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Como validar as tuas respostas: |
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Dirige-te ao WP1 (coordenada publicada) e
responde as questões indicadas 1 -
Caracterize a rocha presente no ponto zero quanto ao tipo de metamorfismo, tipo
de tensões sofridas e tipo de esforço e cor predominante.
2 - O bloco esta dividido a meio na horizontal
e verticalmente a cerca de 1/3 da altura. Considera o bloco superior esquerdo e
identifica se as bandas coloridas são paralelas, onduladas ou irregulares. Quantas bandas de cores consegues identificar?
Dirige-te ao WP2.
3 - Este bloco apresenta o mesmo tipo de
padrão e cores que o WP1? Identifica a forma das bandas e cores!
4 - Anexa ao teu registo uma selfie ou foto do
teu nick ou algo que te identifique encostado à estatua de Vasco da Gama próximo
do WP2. |
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O Verde de Viana – um mármore único do Alentejo |
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O Verde de Viana é um mármore de grande valor geológico e
patrimonial, extraído na região de Viana do Alentejo, no distrito de Évora.
Trata-se de uma rocha metamórfica muito característica, facilmente reconhecida
pelas suas tonalidades verdes, frequentemente intercaladas com bandas claras e
veios mais escuros. |
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Origem geológica: |
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Este mármore teve origem em calcários sedimentares, depositados há centenas de
milhões de anos em antigos ambientes marinhos.
Durante a orogenia Varisca, esses
calcários foram sujeitos a altas pressões e temperaturas, sofrendo um processo
de metamorfismo que levou à recristalização da calcite e à transformação da
rocha em mármore.
As cores verdes do Verde de Viana resultam da presença de impurezas minerais,
ricas em ferro e magnésio, que foram incorporadas na rocha original e
reorganizadas durante o metamorfismo.
Apesar desta transformação, é ainda
possível observar estruturas herdadas da sedimentação original, visíveis sob a
forma de bandas paralelas. |
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Exploração e utilização: |
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A exploração do Verde de Viana foi feita em várias pedreiras da região de Viana
do Alentejo, algumas das quais se encontram atualmente desativadas. Este mármore
foi amplamente utilizado em:
- Arquitetura
- Escultura
- Revestimentos urbanos e monumentos
A sua beleza natural e resistência tornaram-no um material de destaque, não
só a nível regional, mas também nacional. |
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Importância geológica e educativa: |
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O Verde de Viana é um excelente exemplo de como uma rocha pode mudar
profundamente sem apagar totalmente a sua história. Através da observação direta
deste mármore, é possível compreender:
- A transição entre rochas sedimentares e metamórficas
- O impacto do metamorfismo na textura e cor das rochas
- A ligação entre geologia, paisagem e património construído |
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Rochas Metamórficas: |
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As rochas preexistentes, quando sujeitas a um ambiente diferente daquele em que
foram formadas, sofrem alterações que restabelecem o equilíbrio com o novo
ambiente. Ao serem deslocadas para regiões profundas, podem ser mais ou menos
alteradas a nível da composição mineralógica e/ou textura, sem que ocorra fusão.
As rochas metamórficas, na sua generalidade, são formadas por processos de
metamorfismo de contacto ou metamorfismo regional. São exemplos o mármore,
gnaisse e quartzito. |
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Metamorfismo de Contacto: |
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Quando o magma ascende e entra em contacto com outras rochas (também chamadas
rochas encaixantes), vai provocar o seu aquecimento. A área que é aquecida em
torno do magma constitui uma auréola de metamorfismo.
Nessa zona, o aumento de
temperatura provoca uma recristalização dos minerais da rocha encaixante.
As rochas geradas, ao contrário do metamorfismo regional, não apresentam
foliação. Exemplos: mármore, quartzito e corneana. |
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Metamorfismo Regional: |
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Afeta zonas rochosas extensas, envolvidas em fenómenos tectónicos como a colisão
de placas litosféricas e orogenia de cadeias montanhosas. Os materiais rochosos
são sujeitos a temperaturas e pressões elevadas e à ação de fluidos circulantes
que deformam e alteram a composição mineralógica das rochas.
As rochas resultantes, ao contrário do outro processo acima referido,
apresenta alinhamento de minerais recristalizados e a direção destes é sempre
perpendicular à direção da tensão aplicada no momento da formação da nova rocha.
São exemplos a ardósia, lousa, mármore, xisto, micaxisto, ...
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Tensões: |
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No interior da Terra existem tensões litostáticas e não litostáticas. A tensão
litostática é aplicada igualmente em todas as direcções e provocando a redução
do volume e o aumento da densidade das rochas.
A tensão não litostática é a
pressão resultante dos movimentos tectónicos. Essas forças, chamadas de
esforços, de natureza compressiva, distensiva ou de cisalhamento, provocam a
deformação das rochas e a formação de bandagens de sedimentos de outro tipo. |
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