| A Crença Popular
Reza a história (ou estória) popular que:
Se do mesmo casal nascesse uma série de sete filhos do sexo masculino e o mais velho não fosse padrinho do mais novo, ou se lhe faltassem algumas palavras no batismo, o primogénito estaria sujeito a “correr o fado”.
À meia-noite, de alguns dias, sairia de casa sorrateiro, despia-se, deitava-se num local onde algum animal se tivesse espojado e, tomando a forma deste, corria…
…corria, por caminhos e campos até ao romper do dia, obrigando-se a passar por sete montes, sete pontes, sete fontes e sete portelos de cão.
Então voltaria ao mesmo sítio, deitava-se outra vez, recuperaria a forma humana, vestia-se e recolhia a casa, para dormir.
Era um martírio para o condenado mas com um remédio infalível para o terminar.
Durante essa corrida era necessário feri-lo com uma aguilhoada para que sangrasse e se purificasse, para assim poder retomar a forma humana e jamais a perder. Era perigoso aplicá-lo, pois caso não fosse bem-sucedido, ir-lhe-ia acontecer uma grande desgraça.
O local mais fácil para o efetuar, e quebrar o feitiço, era num portelo de cão.
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