À beira do asfalto, onde a cidade corre mais depressa do que o coração consegue acompanhar, ficou preso um resto de história. Dizem que foi aqui que alguém deixou cair o último suspiro de um amor que não soube ficar.
Desde então, quem passa sente um leve aperto, como se o mural guardasse um segredo: a certeza de que até os caminhos mais longos começam num ponto… e que alguns terminam antes do previsto.
Se escutares com atenção, talvez percebas que o verdadeiro rumo não está no que se perdeu, mas no que permanece escondido à vista de todos — basta olhar para o lado certo.