No coração de um edifício de betão cinzento, o Ministério da Fonte guarda a única nascente que corre contra o tempo. Os seus funcionários, vestidos de linho branco, não catalogam leis, mas sim o peso de cada gota que brota da rocha mãe.
Dizem que o acesso ao Salão Central é restrito àqueles que já não possuem sede. Lá, a água não mata a vontade de beber; ela dissolve a própria identidade do viajante, transformando burocratas em lendas e memórias em vapor. Se entrares nos seus corredores, cuidado: o Ministério não gere apenas o fluxo do rio, mas o destino de quem o ousa engolir.