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O percurso Megalítico da Nave é uma pequena rota
circular que tem como ponto de partida e chegada a Estátua Menir da Nave 2,
percorrido no sentido contrário aos ponteiros do relógio, com 7,2 Km de
distância, com um grau de dificuldade fácil.
Inicia-se na Quinta dos Caetanos (Freguesia
de Alvite) sendo feito, maioritariamente no território da União de Freguesias de
Perâ Velha, Aldeia de Nacomba e Ariz, numa zona de altitudes compreendidas entre
937 e 964 metros.
Aqui recuamos até aos primórdios da presença
humana na região, onde comunidades essencialmente de pastores, há cerca de 6 000
anos, quiseram enterrar os seus mortos, edificando menires e imponentes túmulos
conhecidos como antas, dólmenes ou popularmente como orcas, assinalando uma das
maiores necrópoles megalíticas do país.
Fácil e muito agradável, este é um percurso
que permitirá compreender o fenómeno do megalitismo e as práticas funerárias
durante a Pré-História. |
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Bloco de granito aproximadamente
paralelepipédico. O anverso e os lados apresentam-se finamente alisados, com
arestas marcadas, angulosas. O reverso é irregular, sem afeiçoamento.
Trata-se de uma personagem vestida, com
«manto» / «toga» ou outra vestimenta, em que se destaca uma figura trapezoidal
que percorre a face principal do bloco. Na parte superior define-se a cabeça,
com toucado, adereços do cabelo e objetos de fixação de possíveis colares que se
dispõem sobre o peito.
A meio, em sentido transversal, define-se um
cinturão, por rebaixamento da superfície da pedra, onde foram aplicados vinte e
quatro pequenos orifícios, percorrendo o anverso, os lados e parcialmente o
reverso. A peça de vestuário com que a figura é representada é lateralmente
decorada. Na parte inferior, sensivelmente a meio, possui uma covinha, e sobre
esta, uma «cruz», que terá sido gravada em período histórico, em contexto de
cristianização do monumento e eventual reutilização como marco territorial.
PERÍODO CRONOLÓGICO: BRONZE ANTIGO / MÉDIO. |